PCR e Código Azul • Ferramenta de plantão
Debriefing pós-PCR
Roteiro cronometrado para conduzir a conversa depois do atendimento, com as perguntas prontas, os tempos de cada etapa e a ata gerada no fim. Cinco minutos bem conduzidos mudam mais o próximo atendimento do que um curso inteiro.
Cronômetro por etapa
Perguntas prontas
Ata para copiar
Atualizado em 10/09/2026
As regras que fazem o debriefing funcionar
Logo depois, e curto. O debriefing quente acontece ainda no local, nos minutos seguintes, com quem participou. Memória fresca vale mais que agenda perfeita — cinco minutos hoje superam trinta na semana que vem.
Processo, nunca pessoa. A pergunta é "o que dificultou", não "quem errou". Debriefing que vira julgamento acaba com a próxima conversa e com o relato espontâneo de erros.
Todo mundo fala. Quem comprimiu, quem circulou, quem anotou, a enfermagem, a fisioterapia. Frequentemente é o profissional mais silencioso que viu a falha.
Dado antes de opinião. Comece pelos números do atendimento — tempos, pausas, capnografia. Impressão da equipe sobre a própria qualidade é sistematicamente otimista.
Duas metas, com dono e prazo. Lista de dez problemas não muda nada. Duas ações concretas, com responsável e data, mudam o próximo atendimento.
Termine cuidando da equipe. Pergunte como as pessoas estão, sobretudo depois de óbito, criança ou caso de identificação pessoal. Ninguém volta ao plantão como entrou.
Etapa atual
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Ata do debriefing
Preencha durante a conversa ou logo depois. No fim, copie o texto pronto para o livro de registro, para o e-mail da equipe ou para o sistema de qualidade do serviço.
Duas metas para o próximo atendimento
Debriefing quente e debriefing frio
São conversas diferentes, com objetivos diferentes. O ideal é ter os dois: o quente resolve o comportamento da equipe, o frio resolve o sistema.
| Aspecto | Quente — logo após o evento | Frio — dias depois |
|---|---|---|
| Quando | Nos minutos seguintes, ainda no local, com a equipe que atendeu. | Dias ou semanas depois, com dados consolidados e mais pessoas. |
| Duração | 5 a 10 minutos, em pé mesmo. | 30 a 60 minutos, com pauta e registro formal. |
| Quem conduz | Quem liderou o atendimento, ou alguém da equipe designado. | Educação continuada, qualidade ou coordenação da unidade. |
| Foco | Execução: pausas, papéis, comunicação, material que faltou. | Sistema: fluxo, dimensionamento, equipamento, protocolo, indicadores. |
| Dados usados | Memória fresca e a ficha do atendimento. | Registro do desfibrilador, indicadores do período, série histórica. |
| Risco | Virar desabafo ou acusação se ninguém conduzir. | Nunca acontecer, por falta de agenda e de dono. |
| Resultado esperado | Duas correções aplicáveis já no próximo atendimento. | Mudança de processo, compra, treinamento ou revisão de protocolo. |
Erros de quem conduz
Fazer da conversa uma aula. Se quem conduz fala 80% do tempo, não é debriefing, é palestra — e ninguém traz o problema real.
Perguntar "quem fez isso?". Troque por "o que levou a essa decisão naquele momento?". A pergunta muda a resposta e preserva a próxima conversa.
Deixar só os médicos falarem. Chame nominalmente a enfermagem, a fisioterapia e quem estava circulando.
Só apontar o que foi ruim. Comece pelo que funcionou: além de justo, é o que sustenta a adesão à prática ao longo do tempo.
Sair sem meta. Conversa boa que termina sem duas ações com dono e prazo não muda o próximo atendimento.
Ignorar o impacto emocional. Depois de óbito, criança ou caso com identificação pessoal, a pergunta sobre como as pessoas estão não é opcional.
Fazer só quando corre mal. Debriefing de atendimento bem conduzido consolida o que funcionou e reduz a associação da prática com punição.
Não registrar. Sem ata, os mesmos problemas reaparecem por anos e a gestão nunca fica sabendo.
