PCR e Código Azul • Ferramenta de plantão
Erros fatais durante a RCP
Quase nenhuma reanimação fracassa por falta de conhecimento do algoritmo. Fracassa por pausas longas, compressão rasa, hiperventilação e causa não procurada. Marque o que aconteceu no seu último atendimento e leve o plano de correção pronto.
48 armadilhas comuns
Frase de correção para a sala
Plano para o debriefing
Atualizado em 10/09/2026
Os quatro erros que explicam a maioria dos casos
Parar de comprimir. A pressão de perfusão coronariana leva vários ciclos para subir e cai em segundos. Toda pausa recomeça a escalada do zero — e as pausas somadas são a principal causa de reanimação ineficaz.
Comprimir raso. Menos de 5 cm gera pouco fluxo, e a impressão de quem comprime é notoriamente otimista. Sem medida objetiva, quase toda equipe acha que está comprimindo fundo.
Hiperventilar. Aumenta a pressão intratorácica, reduz o retorno venoso e derruba o débito gerado pelas compressões. É reflexo de ansiedade, não de raciocínio.
Não procurar a causa. Rodar ciclos sem investigar os H e T transforma a reanimação em ritual. Hipovolemia, hipóxia, hipercalemia, tamponamento, pneumotórax, trombose e intoxicação têm tratamento específico.
Um denominador comum: os quatro são erros de execução, não de conhecimento. Corrigem-se com medição, com uma frase dita em voz alta e com treino de equipe.
Use esta página assim: leia antes do plantão para reconhecer as armadilhas, e depois de um atendimento marque o que aconteceu para levar ao debriefing.
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Erros que não são da equipe, são do serviço
Alguns fracassos já estavam decididos antes de o paciente parar. Não se corrigem no plantão — se corrigem em reunião, em compra e em protocolo.
| Falha do sistema | Como aparece na parada | Onde se resolve |
|---|---|---|
| Desfibrilador distante ou compartilhado | Minutos perdidos até o primeiro choque, justamente na janela em que ele mais funciona. | Mapeamento de distância até o desfibrilador em cada setor, com meta de tempo definida. |
| Carrinho sem conferência | Laringoscópio sem pilha, cilindro vazio, droga vencida, material faltando no meio do atendimento. | Rotina de conferência com registro e lacre numerado. |
| Sem time de resposta rápida | Paradas que aconteceram depois de horas de deterioração documentada e não atendida. | Critérios de acionamento e equipe definida, com indicador de paradas potencialmente evitáveis. |
| Equipe sem treino conjunto | Todo mundo sabe o algoritmo, ninguém sabe o próprio papel. Duas pessoas fazendo a mesma coisa e nenhuma no acesso. | Simulação in situ periódica, com a equipe real e o material real do setor. |
| Sem capnografia disponível | Tubo esofágico não detectado, qualidade da compressão sem medida, retorno da circulação percebido tarde. | Aquisição e padronização do uso — é o monitor de melhor custo-benefício da parada. |
| Sem debriefing | Os mesmos erros se repetem por anos, porque ninguém os nomeia depois do atendimento. | Debriefing curto e estruturado após os eventos, com registro e escolha de duas metas. |
| Sem definição sobre quando não reanimar | Reanimação iniciada em paciente com doença terminal e diretiva conhecida, ou prolongada sem critério. | Discussão antecipada de cuidados, registrada em prontuário antes da urgência. |
