PCR e Código Azul • Ferramenta de plantão
Guia do carrinho de parada
Checklist de conferência do carrinho, gaveta por gaveta. Marque o que existe, veja o que falta e copie a lista de pendências pronta para o livro de passagem.
Conferência item a item
Itens críticos sinalizados
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Atualizado em 09/09/2026
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Como o carrinho se mantém confiável
Lacre numerado: carrinho fechado com lacre e o número registrado. Lacre íntegro dispensa abrir gaveta por gaveta — basta conferir número, validades externas e equipamentos.
Conferência completa: a cada uso, a cada troca de lacre e na periodicidade definida pelo serviço. Registre em impresso próprio, com nome e horário.
Desfibrilador: teste diário, com carga da bateria e autoteste, mesmo com o carrinho lacrado. É o único item que não espera a conferência mensal.
Validades: controle a medicação de vencimento mais próximo e mantenha a lista visível na tampa. Anote no impresso a próxima data a vencer.
Padronização: todos os carrinhos da instituição com a mesma disposição de gavetas. Procurar droga em carrinho diferente do habitual custa minutos.
Reposição imediata: depois de um atendimento, o carrinho é reposto e relacrado antes de voltar ao lugar — nunca no plantão seguinte.
Quem confere, quando e o que registrar
A rotina exata é definida por cada instituição. O que costuma constar dos protocolos é a divisão abaixo — e o ponto inegociável é que a checagem seja registrada e assinada.
| Quando | Quem | O que fazer |
|---|---|---|
| Todo plantão | Enfermagem da unidade | Conferir integridade e número do lacre, presença física do carrinho no local definido, teste do desfibrilador, carga da bateria, cilindro de oxigênio e aspirador. Registrar em impresso. |
| Após cada uso | Equipe que atendeu, com a enfermagem | Repor tudo o que foi usado, testar novamente os equipamentos, limpar, relacrar com novo número e registrar. O carrinho só volta ao lugar depois disso. |
| Conferência periódica | Enfermeiro responsável | Abrir o carrinho na periodicidade definida pelo serviço para checar item a item, quantidades e validades. Substituir o que estiver próximo do vencimento. |
| Manutenção | Engenharia clínica | Manutenção preventiva do desfibrilador, do aspirador e do oxímetro, com etiqueta de data da última revisão. |
| Treinamento | Educação continuada | Simulações periódicas em que a equipe usa o carrinho de verdade — é assim que se descobre o que está faltando antes da parada real. |
O que dá errado na hora da parada
Bateria do desfibrilador descarregada porque o aparelho ficou fora da tomada. É a falha mais comum e a mais grave.
Pás pediátricas ausentes em unidade que atende criança, ou gel condutor vencido e ressecado.
Laringoscópio sem pilha ou com lâmpada queimada — teste a luz, e não apenas a presença da lâmina.
Cilindro de oxigênio vazio ou sem válvula, descoberto no meio do atendimento.
Carrinho trancado com chave que ninguém sabe onde está, ou bloqueado por macas e materiais no corredor.
Disposição diferente entre setores, obrigando a procurar a droga gaveta por gaveta durante o código.
Reposição adiada para o plantão seguinte depois de um atendimento.
Aspirador sem frasco, sem extensão ou sem sonda: o aparelho está lá, mas não aspira.
Medicação vencida no fundo da gaveta, em carrinho que só é aberto quando alguém morre.
