Reconheça o achado
As arteríolas são mais claras e finas que as veias; o normal é uma relação de calibre de cerca de 2 para 3. Compare artéria e veia do mesmo par, perto do disco, e procure segmentos com estreitamento abrupto.
Figura 1. Retinopatia hipertensiva crônica: arteríolas difusamente finas, reflexo luminoso aumentado e cruzamentos arteriovenosos com compressão venosa.
- 1CalibreArteríola bem mais fina que a veia correspondente (relação A/V menor que 2:3).
- 2PadrãoGeneralizado (todas finas) × focal (segmentos estreitados, "contas").
- 3ReflexoReflexo dorsal alargado: "fio de cobre"; vaso esbranquiçado: "fio de prata".
- 4CruzamentosVeia comprimida ou desviada sob a artéria (cruzamento AV patológico).
Figura 2. Esquema: na hipertensão aguda, a musculatura arteriolar contrai (espasmo); na crônica, a parede espessa (hialinose, hiperplasia da íntima), a luz diminui e o reflexo muda.
Vasoconstrição
Autorregulação diante de pressão alta; focal ou difusa e reversível.
Esclerose
Parede espessada e luz reduzida: alteração fixa com a idade e a hipertensão crônica.
Menor demanda
Retina interna morta (oclusão antiga) ou fotorreceptores perdidos (RP) precisam de menos fluxo.
