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Calculadora médica

Circunferência Abdominal e Risco Cardiometabólico

Classifique a circunferência abdominal pelos pontos de corte da OMS e da IDF para a população do paciente, estime o risco combinado com o IMC e verifique os critérios de síndrome metabólica pela definição harmonizada (JIS 2009), com metas de redução da cintura.

Cintura Corte por etnia (IDF) IMC × cintura Síndrome metabólica

Cintura e risco cardiometabólico

Informe sexo, idade, população e cintura; peso, estatura e exames são opcionais.

Dados do paciente

anos
A IDF recomenda usar o corte da etnia, e não do país de residência. Para sul e centro-americanos, usa provisoriamente os valores sul-asiáticos.

Medidas corporais

cm
Em pé, no ponto médio entre a última costela e a crista ilíaca, ao fim de uma expiração normal (OMS).
kg
cm

Peso e estatura juntos calculam o IMC e o risco combinado IMC × cintura.

Componentes da síndrome metabólica Opcional

mmHg
mmHg
mg/dL
mg/dL
mg/dL
Tratamento em uso (conta como critério presente)

Situações que mudam a interpretação Opcional

A cintura é marcador de triagem da gordura visceral e não diagnostica doença isoladamente. Os pontos de corte variam com a etnia e a técnica de medida; não se aplicam à gestação, à ascite, a menores de 18 anos nem a grandes massas abdominais.

Resultado ainda não calculado

Preencha sexo, idade, população e cintura para ver a classificação de risco; acrescente peso, estatura e exames para o risco combinado e a síndrome metabólica.

OMS e IDF por etnia IMC × cintura (NIH) Síndrome metabólica (JIS)
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Interpretação clínica

Como interpretar a circunferência abdominal

A cintura estima a gordura visceral, mais ligada à resistência à insulina, à dislipidemia aterogênica e à hipertensão do que a gordura subcutânea. A calculadora primeiro classifica a medida (OMS e corte da população pela IDF), depois a combina com o IMC e os componentes da síndrome metabólica, e só então orienta a avaliação e as metas de redução.

Sinal vital

O consenso IAS/ICCR (2020) recomenda medir a cintura rotineiramente junto com o IMC, pois ela identifica risco que o IMC isolado não mostra.

Corte depende da etnia

Asiáticos e latino-americanos têm mais gordura visceral para a mesma cintura; por isso a IDF usa 90/80 cm para eles e 94/80 cm para europeus.

IMC × cintura

Para o mesmo IMC, a cintura elevada aumenta o risco de diabetes, hipertensão e DCV (NIH 1998). Com IMC ≥ 35 kg/m², ela acrescenta pouco.

Síndrome metabólica

Pela definição harmonizada (JIS 2009), bastam 3 de 5 critérios; a cintura é um deles, sem ser obrigatória.

Pontos de corte e critérios

OMS: homens ≥ 94 cm (aumentado) e ≥ 102 cm (substancialmente aumentado) · mulheres ≥ 80 e ≥ 88 cm
IDF/JIS por etnia: sul e centro-americanos, sul-asiáticos, chineses e japoneses ≥ 90/80 cm · europeus, africanos subsaarianos e Oriente Médio ≥ 94/80 cm · EUA (AHA/NHLBI) ≥ 102/88 cm

A calculadora classifica primeiro pela OMS e pelo corte da população; se qualquer um for atingido, o risco é considerado aumentado. Depois cruza com o IMC (tabela do NIH, que usa cintura > 102/88 cm) e com os componentes da síndrome metabólica.

  • Síndrome metabólica (JIS 2009), 3 de 5: cintura elevada para a população; triglicerídeos ≥ 150 mg/dL; HDL-c < 40 (homens) ou < 50 mg/dL (mulheres); PA ≥ 130 e/ou ≥ 85 mmHg; glicemia de jejum ≥ 100 mg/dL. Tratamento farmacológico do componente conta como critério.
  • Técnica (OMS): em pé, abdome relaxado, ponto médio entre a última costela e a crista ilíaca, ao fim da expiração, fita paralela ao chão.
  • Obesidade clínica: a comissão do Lancet (2025) recomenda confirmar o excesso de adiposidade sugerido pelo IMC com ao menos uma medida corporal (cintura com cortes por etnia, RCQ ou RCEst), dispensável apenas com IMC > 40 kg/m².

Aviso importante

Os cortes para sul-americanos são provisórios (extrapolados dos sul-asiáticos) e estudos brasileiros encontram valores ótimos variáveis. Interprete a medida como triagem.

Não use na gestação, no puerpério recente, na ascite, em massas ou visceromegalias abdominais, nem em menores de 18 anos (use percentis pediátricos).

Diferentes locais de medida (ponto médio, crista ilíaca, cicatriz umbilical) dão valores distintos; mantenha sempre o mesmo no seguimento.

Risco pelo IMC e pela cintura (NIH 1998)

IMC (kg/m²)ClassificaçãoCintura normalCintura > 102/88 cm
18,5–24,9Eutrofia—Aumentado
25,0–29,9SobrepesoAumentadoAlto
30,0–34,9Obesidade IAltoMuito alto
35,0–39,9Obesidade IIMuito altoMuito alto
≥ 40Obesidade IIIExtremamente altoExtremamente alto

Exemplo rápido

Homem brasileiro de 52 anos, cintura 96 cm, 84 kg, 1,72 m, PA 132/84 mmHg, TG 180, HDL-c 38 e glicemia 96 mg/dL.

Resultado: risco aumentado (OMS 94–101,9 cm) e obesidade abdominal (≥ 90 cm); IMC 28,4 kg/m² (risco NIH aumentado); síndrome metabólica com 4 de 5 critérios. Meta: cintura < 90 cm.

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