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Calculadora médica

Correção de Hipermagnesemia

Classifique a hipermagnesemia pelo magnésio sérico e pelos sinais de toxicidade (reflexos, consciência, hemodinâmica, ECG e respiração) e receba a conduta específica conforme a função renal e a fonte de magnésio.

Magnésio sérico Reflexos e sinais Função renal Cálcio · diurese · diálise

Conduta na hipermagnesemia

Informe o magnésio, a função renal, os sinais clínicos e a fonte de magnésio.

Magnésio e função renal

kg

Faixa normal ≈ 1,7–2,4 mg/dL (0,70–1,0 mmol/L). Peso opcional, usado para a dose de furosemida.

Sinais clínicos de toxicidade

Fonte de magnésio e contexto

Ferramenta de apoio para adultos. As faixas de magnésio correlacionam-se de forma apenas aproximada com os sintomas: a conduta deve ser guiada também pelo exame clínico (reflexos, consciência, respiração) e pelo ECG. Não substitui o protocolo institucional.

Resultado ainda não calculado

Preencha o magnésio, a função renal e os sinais clínicos para ver a classificação e a conduta.

Faixas clínicas de toxicidade Gluconato de cálcio e diurese Indicação de hemodiálise
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Interpretação clínica

Como usar a correção de hipermagnesemia

A hipermagnesemia sintomática quase sempre combina oferta de magnésio (sulfato EV, antiácidos, laxantes ou enemas) com excreção renal reduzida. A calculadora classifica a toxicidade pelo valor sérico e pelos sinais clínicos e só então define a conduta conforme a função renal.

1. Suspenda a fonte

Sulfato de magnésio EV, antiácidos, laxantes, enemas, nutrição parenteral e suplementos.

2. Antagonize com cálcio

Gluconato de cálcio 10% 10–20 mL EV em 5–10 min se houver arreflexia, hipotensão, bradicardia, ECG alterado ou depressão respiratória.

3. Elimine o magnésio

Com diurese: SF 0,9% e furosemida. Sem diurese ou toxicidade crítica: hemodiálise.

4. Dê suporte

Ventilação na depressão respiratória, marca-passo no BAV e monitor contínuo nas formas graves.

Classificação usada

Gravidade final = a maior entre a faixa do Mg sérico e a faixa dos sinais clínicos
Mg: mg/dL = mmol/L × 2,43 = mEq/L × 1,215
  • 4,8–7,2 mg/dL: náuseas, rubor, cefaleia, letargia e hiporreflexia.
  • 7,2–12 mg/dL: arreflexia, sonolência, hipotensão, bradicardia, PR/QRS/QT prolongados.
  • > 12 mg/dL: paralisia muscular, depressão respiratória, BAV total, coma e PCR.
  • As faixas variam entre as fontes (revisões recentes citam limiares mais altos para os mesmos sinais); por isso a calculadora também classifica pelos sinais.

Aviso importante

Hipermagnesemia sintomática é rara com função renal normal: pense em oferta excessiva associada a lesão renal, idosos com constipação em uso de laxantes e gestantes em uso de sulfato de magnésio.

O cálcio age em minutos, mas por pouco tempo: não substitui a eliminação do magnésio.

Conduta por função renal

Função renalEliminação do magnésio
NormalSuspender a fonte; se sintomático, SF 0,9% 150–200 mL/h + furosemida 40–80 mg EV até 4/4 h.
Reduzida, com diureseMesmas medidas, com doses maiores de diurético e baixo limiar para hemodiálise.
Oligúria/anúria ou diáliseHemodiálise; diurético e volume não são eficazes.

Exemplo rápido

Gestante com pré-eclâmpsia em uso de MgSO₄, Mg 9,0 mg/dL, arreflexia, diurese preservada → hipermagnesemia grave.

Conduta: suspender o MgSO₄, gluconato de cálcio 10% 10 mL EV em 3–10 min, furosemida com volume criterioso (risco de edema pulmonar na pré-eclâmpsia), monitor contínuo e considerar hemodiálise se não houver melhora.

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