1. Suspenda a fonte
Sulfato de magnésio EV, antiácidos, laxantes, enemas, nutrição parenteral e suplementos.
Classifique a hipermagnesemia pelo magnésio sérico e pelos sinais de toxicidade (reflexos, consciência, hemodinâmica, ECG e respiração) e receba a conduta específica conforme a função renal e a fonte de magnésio.
Informe o magnésio, a função renal, os sinais clínicos e a fonte de magnésio.
Preencha o magnésio, a função renal e os sinais clínicos para ver a classificação e a conduta.
A hipermagnesemia sintomática quase sempre combina oferta de magnésio (sulfato EV, antiácidos, laxantes ou enemas) com excreção renal reduzida. A calculadora classifica a toxicidade pelo valor sérico e pelos sinais clínicos e só então define a conduta conforme a função renal.
Sulfato de magnésio EV, antiácidos, laxantes, enemas, nutrição parenteral e suplementos.
Gluconato de cálcio 10% 10–20 mL EV em 5–10 min se houver arreflexia, hipotensão, bradicardia, ECG alterado ou depressão respiratória.
Com diurese: SF 0,9% e furosemida. Sem diurese ou toxicidade crítica: hemodiálise.
Ventilação na depressão respiratória, marca-passo no BAV e monitor contínuo nas formas graves.
Hipermagnesemia sintomática é rara com função renal normal: pense em oferta excessiva associada a lesão renal, idosos com constipação em uso de laxantes e gestantes em uso de sulfato de magnésio.
O cálcio age em minutos, mas por pouco tempo: não substitui a eliminação do magnésio.
| Função renal | Eliminação do magnésio |
|---|---|
| Normal | Suspender a fonte; se sintomático, SF 0,9% 150–200 mL/h + furosemida 40–80 mg EV até 4/4 h. |
| Reduzida, com diurese | Mesmas medidas, com doses maiores de diurético e baixo limiar para hemodiálise. |
| Oligúria/anúria ou diálise | Hemodiálise; diurético e volume não são eficazes. |
Gestante com pré-eclâmpsia em uso de MgSO₄, Mg 9,0 mg/dL, arreflexia, diurese preservada → hipermagnesemia grave.
Conduta: suspender o MgSO₄, gluconato de cálcio 10% 10 mL EV em 3–10 min, furosemida com volume criterioso (risco de edema pulmonar na pré-eclâmpsia), monitor contínuo e considerar hemodiálise se não houver melhora.