O que é larva migrans visceral
O termo foi cunhado por Beaver e colaboradores em 1952, ao descrever crianças com eosinofilia extrema, hepatomegalia e larvas de Toxocara em granulomas hepáticos. A ideia central é simples: o ser humano é um hospedeiro acidental (paratênico), a larva não encontra o ambiente certo para amadurecer e passa meses vagando pelos tecidos.
O dano não vem de uma carga de vermes no intestino, mas da resposta inflamatória Th2 à larva em migração — granulomas eosinofílicos no fígado, pulmão, coração, olho e SNC. Por isso o quadro depende do número de larvas ingeridas, do órgão atingido e da espécie.
Diante de eosinofilia acentuada com hepatomegalia ou sibilância em criança exposta a solo e animais, pense em LMV — mas só feche o diagnóstico depois de considerar os diferenciais tratáveis, a começar por Strongyloides.
