Do que estamos falando
A palavra “echinococose” reúne doenças muito diferentes. A cística (hidatidose) é a mais conhecida; as outras três formas humanas são raras, mas graves. A policística é uma zoonose da floresta neotropical, com o Brasil concentrando a maior parte dos casos descritos. A alveolar é a mais letal das equinococoses: o metacestódeo cresce infiltrando o fígado como uma neoplasia e pode dar metástases.
| Característica | Cística (hidatidose) | Policística neotropical | Alveolar |
|---|---|---|---|
| Espécie | E. granulosus s.l. | E. vogeli (e, unicística, E. oligarthrus) | E. multilocularis |
| Hospedeiro definitivo | Cão | Cachorro-vinagre (Speothos venaticus); cão doméstico de caça | Raposas; também cães |
| Hospedeiro intermediário natural | Ovinos, bovinos, suínos | Paca (Cuniculus paca); cutia | Pequenos roedores |
| Onde | Cosmopolita; no Brasil, sobretudo Rio Grande do Sul | América Central e do Sul; no Brasil, Amazônia | Hemisfério Norte (China, Ásia Central, Rússia, Europa, América do Norte) |
| Lesão | Cisto(s) unilocular(es) bem delimitado(s) | Múltiplos cistos septados que proliferam e se estendem ao peritônio | Massa infiltrativa de microvesículas, com necrose e calcificações |
| Comportamento | Expansivo, lento | Proliferativo; hipertensão portal nas formas avançadas | Pseudotumoral; invade vasos e vias biliares; metástases |
| Base do tratamento | Estágio OMS (CE1–CE5): albendazol, PAIR, cirurgia ou observação | Cirurgia quando possível + albendazol prolongado | Ressecção radical + albendazol ≥2 anos; irressecável: albendazol contínuo |
Para estágios CE1–CE5, PAIR e manejo da forma cística, veja o artigo Hidatidose.
