MedFoco

Guia de Zoonoses • Parasitas

Dipilidiose

Dipylidium caninum — cestódeo do cão e do gato (“tênia do cão”), transmitido pela ingestão acidental de pulgas

Cestodíase benigna e rara no ser humano, quase sempre em crianças pequenas que convivem com cães ou gatos com pulgas. A pista é a eliminação de proglotes móveis “em semente de pepino” ou ressecadas “em grão de arroz” — frequentemente confundidas com oxiúros. O tratamento é praziquantel em dose única, sempre junto com o tratamento do animal e o controle de pulgas.

CestódeoCães e gatosPulga como vetorCrianças pequenas
10–12 min de leitura Atualizado em outubro de 2026

Em 30 segundos

O essencial de visão geral

  1. Dipylidium caninum é o cestódeo mais comum de cães e gatos; o ser humano é hospedeiro acidental.
  2. A infecção ocorre pela ingestão de pulga adulta com a larva cisticercoide — não por ovos nem por contato com fezes.
  3. Atinge sobretudo lactentes e pré-escolares; a maioria é assintomática ou tem sintomas leves.
  4. Doença benigna e autolimitada, mas a eliminação de proglotes angustia a família e motiva o tratamento.

O que é dipilidiose

Infecção intestinal pelo cestódeo Dipylidium caninum, parasita habitual do intestino delgado de cães e gatos. No ser humano é rara, mas descrita em todos os continentes habitados, incluindo relatos brasileiros. O quadro costuma ser discreto; o que leva à consulta é ver segmentos do verme saindo nas fezes ou na região perianal.

Criança + pet com pulgas + “vermes em grão de arroz” = pense em dipilidiose, não em oxiúro. O tratamento é praziquantel, e o pet também precisa ser tratado.

O agente

É um cestódeo da família Dipylidiidae, também chamado de “tênia de poro duplo”. O adulto vive fixado à mucosa do intestino delgado pelo escólex e solta proglotes grávidas que saem ativamente pelo ânus ou com as fezes. É esse segmento — e não o ovo isolado — que costuma levar ao diagnóstico.

Agente etiológico

Dipylidium caninum

Cestódeo achatado e segmentado, com escólex armado e proglotes características.

  • Adulto de até 60 cm de comprimento e 3 mm de largura (CDC).
  • Proglote grávida madura com cerca de 12 × 3 mm e dois poros genitais, um em cada margem lateral.
  • Ovos agrupados em pacotes de 5–15 ou mais, cada um com oncosfera de 6 ganchos.

Formas do parasita

Achado característico

Proglote grávida

Fresca, móvel e em “semente de pepino”; seca, lembra grão de arroz. Dois poros genitais.

No laboratório

Pacote de ovos

Cápsula com 5–15 ou mais ovos; flutua mal, por isso o EPF pode falhar.

Fixação

Escólex

Quatro ventosas e rostelo retrátil armado com fileiras de ganchos.

Ciclo biológico

O ciclo depende obrigatoriamente de um artrópode. Os ovos eliminados pelo cão ou gato não infectam o ser humano diretamente: precisam ser ingeridos por larvas de pulga, nas quais se desenvolve a forma infectante (cisticercoide), que persiste na pulga adulta.

Ciclo biológico

Cão/gato → pulga → cão/gato (ou criança)

O hospedeiro definitivo — ou a criança, acidentalmente — se infecta ao engolir a pulga adulta que carrega o cisticercoide.

  1. Eliminação

    Proglotes grávidas saem com as fezes ou ativamente pelo ânus do cão/gato e se rompem, liberando pacotes de ovos.

  2. Pulga

    Larvas de pulga (Ctenocephalides spp.) — ou, raramente, o piolho mastigador do cão — ingerem os ovos.

  3. Cisticercoide

    A oncosfera atravessa o intestino da larva e vira cisticercoide, que persiste na pulga adulta.

  4. Ingestão da pulga

    O animal engole a pulga ao se lamber; a criança, por acidente, ao brincar com o pet.

  5. Verme adulto

    No intestino delgado, o adulto se desenvolve em cerca de 1 mês e passa a liberar proglotes.

Epidemiologia

A distribuição é mundial e acompanha a das pulgas de cães e gatos. Nos animais a infecção é comum: estudos citados pelo CAPC encontram de 4% a 60% dos cães e de 1,8% a 52,7% dos gatos infectados, provavelmente subestimados pela baixa sensibilidade da flutuação fecal.

No ser humano os casos publicados são poucos e concentram-se em crianças pequenas, inclusive lactentes, pelo contato íntimo com o animal e pelo hábito de levar a mão à boca. A subnotificação é provável, porque o quadro é leve e frequentemente rotulado como oxiuríase.

4–60%Cães infectados nos estudos (CAPC)
1,8–52,7%Gatos infectados nos estudos (CAPC)
CriançasMaioria dos casos humanos, inclusive lactentes

Em 30 segundos

O essencial de transmissão e risco

  1. Única via relevante: ingestão acidental de pulga (raramente piolho do cão) com cisticercoide.
  2. Ovos e proglotes eliminados pelo pet ou pela criança não infectam diretamente outra pessoa.
  3. Não há transmissão pessoa a pessoa.
  4. Risco = criança pequena + cão/gato com pulgas + contato íntimo.

Como ocorre a transmissão

A criança se infecta ao engolir uma pulga infectada — que pode estar no pelo do animal, no chão, no tapete ou na cama. Acontece quando o pet lambe o rosto ou a boca da criança, quando ela beija o animal ou leva à boca a mão que acabou de acariciá-lo.

Via de transmissão

Pulga infectada → boca da criança

O cisticercoide só é infectante dentro da pulga. Ovos no ambiente, fezes do animal ou proglotes da própria criança não transmitem a doença diretamente.

Sem transmissão inter-humana

Irmãos e colegas de creche não precisam de tratamento por contato. Investigue, sim, outras crianças expostas ao mesmo animal.

Quem tem mais risco

O risco é comportamental e doméstico, não imunológico. Não há descrição de forma grave em imunossuprimidos; o que concentra os casos é a faixa etária que brinca no chão e tem contato íntimo com os animais.

  • Lactentes e pré-escolares: brincam no chão, levam objetos à boca, beijam o animal.
  • Casas com cães ou gatos com pulgas, sobretudo sem controle regular de ectoparasitas.
  • Animais que dormem na cama ou lambem o rosto das crianças.
  • Pets sem vermifugação com cestocida — os vermífugos comuns nem sempre cobrem cestódeos.

Em 30 segundos

O essencial de quadro clínico

  1. A maioria é assintomática; a queixa principal é ver proglotes nas fezes, na fralda ou na região perianal.
  2. Sintomas, quando presentes, são leves: prurido anal, desconforto abdominal, diarreia, hiporexia, irritabilidade.
  3. Proglotes frescas são móveis e lembram larvas de mosca; secas, parecem grãos de arroz.
  4. Complicações são excepcionais; a infecção tende a ser autolimitada.

Manifestações

O verme adulto causa pouca agressão à mucosa, por isso a maior parte das crianças está bem. Quando há sintomas, são inespecíficos e leves; o achado que diferencia a dipilidiose é a passagem visível de proglotes, que os pais costumam descrever com precisão.

O que a família vê

  • Segmentos brancos móveis nas fezes ou saindo pelo ânus.
  • Grãos “de arroz” na fralda, calcinha, cama ou sofá.

Sintomas possíveis

  • Prurido anal leve.
  • Desconforto ou dor abdominal, diarreia, hiporexia.
  • Irritabilidade e sono agitado; urticária ocasional.

Sinais característicos

A proglote é o sinal mais útil e o mais mal interpretado. A confusão com Enterobius vermicularis é o erro diagnóstico mais frequente nos relatos — e leva a ciclos de albendazol sem efeito, prolongando a infecção de 1 mês a 1 ano.

Achado característico

Proglotes “em grão de arroz”

Segmentos ressecados na fralda, roupa ou região perianal; frescos, móveis e em semente de pepino.

Não confundir

Proglote × oxiúro

Oxiúro é cilíndrico, fino como fio branco; a proglote é achatada, retangular e se contrai.

Evolução

No ser humano a infecção tende a ser autolimitada, com resolução espontânea descrita em cerca de 6 semanas na ausência de reinfecção. Na prática, trata-se mesmo assim: o tratamento é simples, alivia a ansiedade familiar e encerra a eliminação de proglotes. Persistência por meses indica, quase sempre, reinfecção a partir do pet ou tratamento errado.

Obstrução intestinal e outras complicações são excepcionais. Criança com febre, desidratação, sangue nas fezes ou dor intensa merece outra explicação antes de atribuir o quadro à dipilidiose.

Em 30 segundos

O essencial de diagnóstico

  1. Diagnóstico = identificar proglote (dois poros genitais) ou pacotes de ovos.
  2. Peça para os pais levarem o segmento ao laboratório, em álcool 70% ou soro.
  3. O EPF pode ser negativo: pacotes de ovos são densos e flutuam mal.
  4. Hemograma, coprocultura e imagem não são necessários.

O que solicitar

O exame mais rendoso é o próprio segmento eliminado. O laboratório identifica a proglote pelo formato e pelos dois poros genitais laterais; ao comprimir ou romper a proglote, aparecem os pacotes de ovos típicos. Como as proglotes são grandes, técnicas de concentração em geral são desnecessárias.

  1. Colete o segmento

    Proglote da fralda, roupa ou fezes em frasco com álcool 70% ou soro fisiológico.

  2. Identificação morfológica

    Dois poros genitais laterais; pacotes com 5–15 ou mais ovos de 31–50 µm.

  3. Fezes, se não houver segmento

    EPF em amostras de dias diferentes; flutuação pode falhar.

  4. Fita adesiva perianal

    Pode mostrar pacotes de ovos e ajuda a diferenciar de Enterobius.

Interpretação

Proglote com dois poros ou pacotes de ovos confirmam o diagnóstico. Na falta de material, a combinação de descrição típica dos pais, convivência com pet com pulgas e falha de benzimidazol é altamente sugestiva — mas vale insistir em obter o segmento.

Útil

  • Exame morfológico da proglote.
  • Pacotes de ovos em fezes ou fita perianal.

Não acrescenta

  • Coprocultura — investiga bactérias, não helmintos.
  • Hemograma de rotina — eosinofilia é inconstante.
  • Sorologia ou imagem.

Diagnósticos diferenciais

O diferencial é essencialmente com outros parasitas que a família possa ver ou que o laboratório possa achar. A morfologia da proglote e do ovo resolve quase todos.

DiferencialPor que confundeO que ajuda a separar
Enterobíase (oxiúro)Prurido anal; “vermes brancos” perianais em criança.Oxiúro é cilíndrico e fino; ovos assimétricos isolados na fita. Proglote é achatada e tem dois poros.
Teníase (Taenia spp.)Eliminação de proglotes.Proglote de Taenia tem um único poro genital; ovos isolados, não em pacotes; história de carne malcozida.
Himenolepíase (Hymenolepis spp.)Cestódeo pequeno em crianças.Proglotes raramente vistas; ovos isolados característicos no EPF.
DifilobotríaseCestódeo com eliminação de segmentos.Peixe cru; proglotes largas; ovos operculados.
AscaridíaseVerme visto nas fezes.Verme cilíndrico grande; ovos característicos no EPF.
Larvas de mosca (miíase) / restos alimentaresSegmentos móveis ou “grãos” nas fezes.Exame do material pelo laboratório.

Diarreia febril ou com sangue aponta para causas bacterianas (como salmonelose) e não deve ser atribuída à dipilidiose.

Em 30 segundos

O essencial de tratamento

  1. Praziquantel 5–10 mg/kg VO em dose única é a terapia recomendada (CDC).
  2. Menores de 4 anos: sem bula, mas uso descrito a partir de 6 meses — off-label, com consentimento.
  3. Niclosamida é alternativa eficaz, mas sem disponibilidade prática no Brasil.
  4. Tratar o cão/gato e controlar pulgas é parte do tratamento: sem isso, a criança reinfecta.

Princípios do tratamento

Por ser autolimitada, a dipilidiose não é urgência; trata-se para eliminar o verme, acabar com a passagem de proglotes e evitar o ciclo de consultas. O cestocida de escolha é o praziquantel, que paralisa e desintegra o verme adulto em dose única.

Os benzimidazóis (albendazol, mebendazol) não são confiáveis contra este cestódeo: a falha deles é justamente o que costuma levar ao diagnóstico correto. E nenhum esquema funciona se a fonte — o pet com pulgas — continuar em casa sem tratamento.

Sem purgativo nem EPF de controle

O CDC não indica purgante nem parasitológico de controle. Reaparecimento de proglotes após o tratamento é a indicação de retratar.

Rotas de tratamento

Cada rota é um cenário clínico. Abra só a rota em que o seu paciente está: a tabela mostra dose, frequência e duração de cada esquema, e o nome de cada medicamento abre a ficha completa. Opções do mesmo grupo são alternativas — escolha uma.

Em 30 segundos

O essencial de cenários especiais

  1. Lactentes são o cenário mais comum — e o praziquantel ali é off-label.
  2. Na gestação, a natureza benigna permite adiar o tratamento.
  3. Neurocisticercose ocular contraindica praziquantel: pergunte por sintomas visuais em área endêmica de teníase.
  4. Imunossupressão não parece agravar a dipilidiose.

O que muda em cada cenário

Como a doença é leve, os cenários especiais giram em torno de uma pergunta: o benefício do cestocida supera o incômodo de esperar a cura espontânea? Na maioria das vezes, sim — mas na gestação e no lactente muito pequeno vale pesar com a família.

CenárioParticularidadeO que fazer diferente
Lactente 6 meses a <2 anosGrupo mais acometido; praziquantel sem bula. 5–10 mg/kg off-label, dose precisa (manipulado) e consentimento.
Lactente <6 mesesSem dados de segurança.Tratar pet e pulgas; discutir conduta expectante com pediatria.
GestaçãoDoença benigna e autolimitada.Preferir adiar para depois do parto; tratar o animal e o ambiente já.
LactaçãoPraziquantel em baixa concentração no leite.Pode tratar; seguir orientação local sobre pausa de 72 h na amamentação.
Suspeita de cisticercose (área de Taenia solium)Praziquantel pode inflamar cistos no SNC e no olho.Fundo de olho e avaliação neurológica antes, se houver convulsão, cefaleia ou queixa visual.
Uso de rifampicinaReduz drasticamente o nível do praziquantel.Evitar associação; discutir esquema com o prescritor da rifampicina.
ImunossuprimidoNão há descrição de forma grave.Mesmo tratamento; confirmar o diagnóstico para não perder outra parasitose.

Famílias com vários pets ou recidivas

Casas com vários animais, gatos com acesso à rua ou abrigos domésticos concentram as recidivas. Nessas famílias, a conversa com o veterinário é parte da prescrição: todos os animais precisam de cestocida e controle de pulgas ao mesmo tempo, e o controle deve ser contínuo.

Recidiva no animal apesar de praziquantel pode ser resistência — situação descrita em cães nos EUA e na Europa, que exige manejo veterinário.

Em 30 segundos

O essencial de seguimento e prevenção

  1. Não é necessário EPF de controle: o seguimento é clínico.
  2. Reaparecimento de proglotes = verificar o pet e retratar.
  3. Prevenção = controle contínuo de pulgas + cestocida no pet + higiene das mãos.
  4. Não é doença de notificação compulsória nacional.

Como acompanhar

O controle de cura é clínico: oriente a família a observar fraldas, roupas e fezes nas semanas seguintes. O CDC não recomenda purgativo nem exame de fezes de controle.

Se as proglotes voltarem, a primeira pergunta é se o animal foi tratado e as pulgas controladas; depois, retrata-se com praziquantel. Falhas repetidas pedem revisão do diagnóstico pelo laboratório.

Prevenção

A prevenção é a mesma da reinfecção: interromper o ciclo na pulga. O médico tem papel importante ao orientar a família, porque muitos tutores não sabem que pulgas transmitem um verme às crianças.

  • Controle de pulgas contínuo em todos os cães e gatos da casa e no ambiente.
  • Vermifugação com cestocida (praziquantel ou equivalente) conforme o veterinário.
  • Higiene das mãos após brincar com o animal, sobretudo antes de comer.
  • Evitar lambidas no rosto e animal dormindo na cama de crianças pequenas.

Notificação no Brasil

A dipilidiose não consta na Lista Nacional de Notificação Compulsória vigente (Portaria GM/MS nº 11.211/2026). Casos agrupados podem ser comunicados à vigilância local, conforme normas estaduais e municipais.

Erros comuns

Quase todos os erros vêm de não reconhecer o parasita ou de esquecer o animal. O resultado é uma criança tratada várias vezes sem melhora e uma família angustiada.

ErroPor que é um problemaComo evitar
Chamar de oxiúro e dar albendazolBenzimidazóis não são confiáveis contra o cestódeo; infecção dura meses.Examinar o segmento; praziquantel.
Tratar só a criançaO pet com pulgas reinfecta.Cestocida e controle de pulgas em todos os animais.
Pedir coprocultura e hemogramaNão ajudam no diagnóstico.Pedir identificação da proglote e EPF.
Confiar em EPF negativoPacotes de ovos flutuam mal.Levar o segmento ao laboratório.
Pensar em contágio entre criançasNão há transmissão pessoa a pessoa.Avaliar crianças expostas ao mesmo animal, não contatos.

Referências principais

  1. 1
    Diretriz2026
    Centers for Disease Control and Prevention (CDC). Clinical Care of Dipylidium. Atualizado em 4 maio 2026.
  2. 2
    Diretriz
    Centers for Disease Control and Prevention (CDC). DPDx — Dipylidium caninum. Ciclo de vida, morfologia e diagnóstico laboratorial.
  3. 3
    Diretriz
    Centers for Disease Control and Prevention (CDC). Clinical Treatment of Taeniasis. Doses de praziquantel e niclosamida em cestodíases intestinais.
  4. 4
    Manual2027
    American Academy of Pediatrics. Red Book 2024–2027: Report of the Committee on Infectious Diseases. 33ª ed. Capítulo de outras infecções por cestódeos.
  5. 5
    Manual2025
    Marie C, Petri WA Jr. Dipylidium caninum Infection. Manual MSD — Versão para Profissionais de Saúde. Revisado em 2025.
  6. 6
    Artigo2022
    Rousseau J, Castro A, Novo T, Maia C. Dipylidium caninum in the twenty-first century: epidemiological studies and reported cases in companion animals and humans. Parasit Vectors. 2022;15:131.
  7. 7
    Diretriz2025
    Companion Animal Parasite Council (CAPC). Dipylidium caninum — guidelines. Atualizado em 28 fev. 2025.
  8. 8
    Artigo2018
    Chelladurai JJ, Kifleyohannes T, Scott J, Brewer MT. Praziquantel resistance in the zoonotic cestode Dipylidium caninum. Am J Trop Med Hyg. 2018;99(5):1201–1205.
  9. 9
    Documento oficial
    Relatos brasileiros de dipilidiose humana em crianças (Minas Gerais e Goiás). Rev Soc Bras Med Trop; Rev Patol Trop (UFG).
  10. 10
    Documento oficial2026
    Brasil. Ministério da Saúde. Portaria GM/MS nº 11.211, de 13 de maio de 2026. Lista Nacional de Notificação Compulsória vigente.

Aviso importante

Material educacional de apoio à decisão clínica. Não substitui avaliação individualizada, protocolos institucionais, serviço de referência, infectologia, pediatria/obstetrícia nem consulta às bulas. O praziquantel abaixo de 4 anos é uso off-label; confira dose por peso, fracionamento e formulação. Sem tratamento do animal e controle de pulgas, a reinfecção é provável.

Conteúdo para educação médica. Condutas devem ser individualizadas e conferidas com protocolos oficiais, contexto epidemiológico e disponibilidade local.
Rolar para cima