Até um quarto dos códigos AVC são mimetizadores. A glicemia capilar e a TC resolvem os mais perigosos; os demais costumam ser reconhecidos pela história. Na dúvida dentro da janela, o risco de trombolisar um mimetizador é baixo — o de não tratar um AVC verdadeiro é alto.
CondiçãoAchado-chaveComo diferenciar
Achado-chaveComa, vômitos, cefaleia, PAD muito alta
Como diferenciarTC sem contraste: hiperdensidade.
AIT
Achado-chaveDéficit que regride por completo
Como diferenciarSem infarto na RM; estratificar com ABCD².
Trombose venosa encefálica
Achado-chaveCefaleia, crises, papiledema, puerpério/ACO
Como diferenciarAngio-TC/angio-RM venosa.
Crise epiléptica (paralisia de Todd)
Achado-chaveCrise testemunhada seguida de déficit
Como diferenciarHistória, EEG; déficit melhora em horas.
Tumor cerebral
Achado-chaveInstalação progressiva
Como diferenciarLesão com efeito de massa/realce na imagem.
Achado-chaveFebre, piora de déficit antigo
Como diferenciarFoco infeccioso; recrudescência de sequela.
Distúrbios metabólicos
Achado-chaveHipoglicemia, hiponatremia
Como diferenciarHGT antes de tudo; eletrólitos.
Paralisia facial periférica
Achado-chaveFronte acometida
Como diferenciarCentral poupa a fronte; sem outros déficits.
Transtorno funcional / psicogênico
Achado-chaveExame inconsistente
Como diferenciarSinal de Hoover; diagnóstico de exclusão.
Achados que sugerem AVE hemorrágico (razões de verossimilhança)Aumentam: coma (RV 6,2); rigidez de nuca (5,0); crise seguida de déficit (4,7); PAD > 110 (4,3); vômitos (3,0). Diminuem: sopro carotídeo (0,12); AIT prévio (0,34). O diagnóstico definitivo é sempre por neuroimagem.