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Encaminhamentos de Pacientes Via SISREG (RJ)

Guia prático do SISREG ambulatorial para encaminhar pacientes a consultas especializadas e exames no município do Rio de Janeiro — com gerador da justificativa clínica e da classificação de risco.

Atenção especializadaRegulação de vagasClassificação de riscoGerador de justificativa
8 min de leitura Atualizado em outubro de 2026

O que é o SISREG ambulatorial

O Sistema Nacional de Regulação (SISREG) é uma das formas de encaminhar pacientes a exames e à atenção especializada. No município do Rio de Janeiro, desde 2019 ele é usado só no módulo ambulatorial: consultas especializadas e exames complementares. Internação e urgência usam sistemas próprios da Secretaria Municipal de Saúde.

A regulação qualifica o uso dos recursos: verifica a pertinência dos pedidos pela análise clínica e pelas melhores evidências e prioriza os casos mais graves, para que tenham acesso mais rápido.

Na Atenção Primária, cabe à equipe coordenar o cuidado no acesso aos demais níveis de atenção — é nessa regulação do acesso que o SISREG atua.

Indicação clínicaAvaliação do reguladorEquidade no acesso

Redução de filas

Retirar da lista os pedidos sem indicação diminui o tempo de espera de quem precisa.

Priorização

Casos mais graves recebem prioridade, com acesso mais equânime.

Uso racional

Evita procedimentos desnecessários, economiza recursos e previne danos.

Quem regula e o que não vai pelo SISREG

A regulação é feita por médicos — na própria unidade ou numa central, conforme o procedimento. No Rio, o Complexo Regulador tem três centrais: Ambulatorial (SISREG), Internação Hospitalar e Urgência e Emergência (Vaga Zero, Central de Ambulâncias, Cegonha Carioca).

O SISREG ambulatorial não é para emergências

Urgência ou emergência com risco de morte, ou que precise de recurso mais complexo no mesmo dia (abdome agudo, insuficiência respiratória aguda, fratura aguda, trabalho de parto…), vai pela Vaga Zero (regulação de urgência), pelo SAMU ou pelo fluxo pactuado localmente.

Política Nacional de Regulação

A Política Nacional de Regulação de 2008 (Portaria GM/MS 1.559/2008, depois Anexo XXVI da Portaria de Consolidação nº 2/2017) foi substituída pela Política Nacional de Regulação em Saúde do SUS (PNR-SUS), instituída pela Portaria GM/MS nº 9.262, de 30 de dezembro de 2025.

Gerar justificativa do encaminhamento

Monta o texto da indicação clínica para colar no campo de justificativa do SISREG. Não leva nome do paciente nem assinatura.

Privacidade: o documento é montado no seu navegador. Nenhum dado é enviado ao servidor. Os dados do paciente nunca são salvos; os seus (médico) só ficam neste navegador se você deixar marcada a opção "Lembrar".

  • Para urgência ou emergência com risco de morte, não use o SISREG ambulatorial: acione a regulação de urgência (Vaga Zero) ou o SAMU.
  • Informe dados suficientes para o regulador decidir: falta de informação leva à devolução da solicitação.
PacienteNão é salvo em lugar nenhum.
Sexo
Dados do documento
O SISREG também pede o CID no campo próprio.
Classificação de risco *

Campos em destaque ainda não foram preenchidos. Revise o texto antes de assinar: o documento é de responsabilidade de quem o emite.

Passo a passo

Reserve o encaminhamento para indicações clínicas bem fundamentadas e faça a solicitação no momento da consulta, pelo próprio médico.

  1. Acesse o sistema

    Entre no SISREG (sisregiii.saude.gov.br) com o login e a senha vinculados à sua unidade, fornecidos pela Secretaria Municipal de Saúde.

  2. Identifique o paciente

    Informe o Cartão Nacional de Saúde (CNS) e confira os dados cadastrais.

  3. Escolha o procedimento

    Selecione a consulta ou o exame adequado ao problema — especialidade incompatível com o quadro leva à negativa.

  4. Justifique e classifique

    Escreva a indicação clínica com dados suficientes e escolha a cor de risco com o critério que a sustenta. Use a aba Gerar documento.

  5. Acompanhe a situação

    Responda às devoluções, oriente o paciente quando autorizado e reavalie quando negado.

Antes de encaminhar

Classificação de risco

O médico solicitante classifica o risco no momento do pedido; o regulador pode alterá-la. Os prazos são estimativas de referência do município do Rio — outros municípios usam prazos diferentes.

Vermelho

até 30 dias

Situações clínicas graves; agendamento preferencialmente em até 30 dias.

Amarelo

até 90 dias

Agendamento preferencialmente em até 90 dias.

Verde

até 180 dias

Pode aguardar preferencialmente até 180 dias.

Azul

> 180 dias

Situações que podem aguardar mais de 180 dias.

Situações da solicitação

SituaçãoO que significaO que fazer
PendenteAguarda avaliação ou autorização do regulador.Aguardar; manter o cuidado na APS.
DevolvidaO regulador precisa de mais informação; fica indisponível para agendamento.Completar a justificativa e reenviar. Devolvidas sem resposta por mais de 6 meses podem ser canceladas.
ReenviadaO solicitante respondeu e o pedido voltou para a fila.Aguardar nova avaliação.
NegadaFaltam critérios ou o procedimento é incompatível com o quadro; o paciente sai da fila.Reavaliar o caso; se houver indicação, fazer nova solicitação bem descrita.
Autorizada / agendadaMarcada para uma unidade executante.Entregar ao paciente data, horário, local e preparo.
Cancelada / faltaCancelada pelo solicitante, ou paciente não compareceu.Avaliar o motivo e, se necessário, nova solicitação.

Situações descritas no Manual de Regulação Ambulatorial da SMS-Rio (2022).

Solicitação bem fundamentada

Informações suficientes para o regulador avaliar a pertinência: história, exame, exames com data, tratamentos tentados e hipótese.

Meta do município

O manual de 2022 estabelece como meta que 85% das solicitações sejam executadas em até 90 dias.

Referências bibliográficas

Manuais da SMS-Rio, política de regulação e referências de Atenção Primária.

  1. 1
    Documento oficial2022
    RIO DE JANEIRO (Município). Secretaria Municipal de Saúde. Manual de Regulação Ambulatorial: diretrizes para a coordenação do cuidado (versão profissional). Rio de Janeiro: SMS-Rio, 2022. Disponível em: subpav.org.
  2. 2
    Documento oficial
    RIO DE JANEIRO (Município). Secretaria Municipal de Saúde. SISREG – Protocolo para o Regulador: protocolo clínico de critérios para regulação de vagas ambulatoriais. Rio de Janeiro: SMS-Rio.
  3. 3
    Norma2025
    BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria GM/MS nº 9.262, de 30 de dezembro de 2025. Institui a Política Nacional de Regulação em Saúde do SUS (PNR-SUS). Diário Oficial da União, 31 dez. 2025.
  4. 4
    Norma2025
    BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria GM/MS nº 1.559, de 1º de agosto de 2008. Institui a Política Nacional de Regulação do SUS (consolidada no Anexo XXVI da Portaria de Consolidação nº 2/2017; revogada pela Portaria GM/MS nº 9.262/2025 — referência histórica).
  5. 5
    Livro/artigo2021
    MELO, E. A.; GOMES, G. G.; CARVALHO, J. O. et al. A regulação do acesso à atenção especializada e a Atenção Primária à Saúde nas políticas nacionais do SUS. Physis, v. 31, n. 1, e310109, 2021.
  6. 6
    Documento oficial2013
    BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Acolhimento à demanda espontânea. Brasília: Ministério da Saúde, 2013.
  7. 7
    Livro-texto2019
    GUSSO, G.; LOPES, J. M. C. Tratado de medicina de família e comunidade. 2. ed. Porto Alegre: Artmed, 2019.

Aviso

Os fluxos, prazos e regras de regulação são municipais e podem mudar. Siga sempre os protocolos vigentes da Secretaria Municipal de Saúde e as pactuações da sua área.

Finalidade educacional

Conteúdo educacional. Adapte à avaliação clínica, à legislação vigente, às normas do CFM/CRM e aos fluxos do seu serviço e município. Confira sempre a versão atual das normas citadas.

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