MedFoco

Home Emergência & UTI PCR e Código Azul Distribuição de funções
PCR e Código Azul • Ferramenta de plantão

Distribuição de funções

Todo mundo sabe o algoritmo; poucos sabem qual é o seu lugar. Diga quantas pessoas estão disponíveis e a ferramenta monta a escala, mostra a posição de cada um ao redor do leito e entrega a frase que cada função diz ao assumir.

Escala de 2 a 8 pessoas Mapa de posições Escala para copiar Atualizado em 10/09/2026

As regras da distribuição

Papel só existe se for dito em voz alta. "Você na via aérea, você no acesso" leva três segundos e evita que duas pessoas façam a mesma coisa enquanto ninguém faz o resto.
O líder não usa as mãos. Quem comprime ou intuba perde a visão do conjunto. O líder fica aos pés do leito, sem tarefa manual, de frente para o monitor e para a equipe.
Equipe pequena não muda as prioridades, muda quem acumula. Compressão e desfibrilação continuam antes de tudo, mesmo com duas pessoas na sala.
Cada função tem um lugar físico. Posição definida evita esbarrões, mantém o acesso ao tórax livre e permite que a troca de compressor aconteça em menos de cinco segundos.
Quem chega depois se apresenta e pergunta. "Cheguei, o que você precisa?" — e o líder atribui. Ninguém entra na sala e começa a fazer o que acha.
Gente demais atrapalha. Acima de oito pessoas atuando, o ruído e a confusão custam mais que a ajuda. O líder dispensa quem não tem função.
—
— 0%
—

Onde cada um fica

As posições acompanham a escala escolhida: preenchidas em vermelho quando há alguém dedicado, em amarelo quando a função está acumulada por quem já tem outra, e apagadas quando ainda não há gente para ela.

Acesso e medicaçõesLado esquerdo, altura do braço
Via aéreaCabeceira
Desfibrilador e monitorLado direito, junto ao aparelho
Registro e tempoAfastado, com visão do relógio
PacienteTórax livre e acessível dos dois lados
CompressorLado direito, sobre o tórax
Apoio e famíliaPorta da sala
LíderAos pés, sem tarefa manual
RevezamentoAo lado, pronto para assumir
O lado indicado é uma convenção — o que importa é que os dois lados do tórax fiquem livres, que o desfibrilador esteja do lado em que o cabo alcança sem cruzar a equipe, e que o líder tenha visão simultânea do monitor, do tórax e da porta.

As oito funções

Escreva o nome de quem assume cada função — a escala copiada sai com os nomes preenchidos, pronta para ler em voz alta ou anotar no quadro da sala.

Resumo por tamanho de equipe

Equipe Como distribuir O que fica de fora até chegar ajuda
1 pessoaComprimir e pedir ajuda. Só compressões, sem interromper para ventilar.Tudo o mais. A prioridade é acionar o código e trazer o desfibrilador.
2 pessoasUma comprime; a outra traz o desfibrilador, aplica as pás e ventila entre as análises. A mais experiente coordena enquanto executa.Acesso, medicações e registro. Entram assim que chegar a terceira pessoa.
3 pessoasUma comprime, uma na via aérea, uma no desfibrilador acumulando liderança e medicações.Registro e revezamento dedicado — a troca de compressor sai de quem estiver menos ocupado.
4 pessoasCompressão, via aérea, desfibrilador com medicações, e o líder acumulando o registro.Revezamento dedicado e apoio externo.
5 a 6 pessoasConfiguração confortável: compressão, via aérea, desfibrilador, medicações, líder e, a partir de seis, o revezamento dedicado.Registro dedicado — segue com o líder até a sétima pessoa.
7 a 8 pessoasTodas as funções com dono, incluindo registro e apoio à família. O líder fica exclusivamente coordenando.Nada. Acima disso, o líder deve dispensar quem não tem função.

Transições que costumam dar errado

  1. Chegada de mais gente. Quem chega se apresenta ao líder e espera atribuição. O líder redistribui em voz alta e quem estava acumulando função entrega uma delas explicitamente.
  2. TROCA DE LIDERANÇA: só acontece em voz alta e com resumo. "Assumo a liderança. Situação: parada há 8 minutos, três choques, duas adrenalinas, ritmo atual fibrilação." Sem isso, ficam dois líderes ou nenhum.
  3. Troca de compressor. Quem vai assumir se posiciona ao lado antes do fim do ciclo e a troca acontece na análise de ritmo, em menos de cinco segundos.
  4. Entrada do time de resposta rápida ou da equipe de código. Quem estava conduzindo apresenta o caso em trinta segundos e permanece na sala: é quem conhece o paciente.
  5. Saída de alguém. Ninguém deixa a função sem entregá-la nominalmente a outra pessoa e sem avisar o líder.
  6. Retorno da circulação. As funções mudam, mas ninguém sai: alguém assume metas de pressão e ventilação, alguém prepara o transporte, alguém fala com a família.

Erros de distribuição

Ninguém assume a liderança — ou três pessoas assumem ao mesmo tempo, com ordens contraditórias.
O líder comprime. Perde a visão do tempo, do ritmo e das drogas, e o atendimento fica sem coordenação.
Duas pessoas na via aérea e nenhuma no acesso venoso — a função mais visível atrai gente demais.
Ninguém no relógio. Sem registro de horários, não se sabe há quanto tempo se reanima nem quando foi a última adrenalina.
Ordem dada ao ar. "Faz adrenalina" sem destinatário significa que duas pessoas fazem, ou nenhuma.
Sala cheia de espectadores. Dez presentes, três atuando, ruído impedindo a comunicação em alça fechada.
A enfermagem faz tudo enquanto o médico observa, ou o inverso. Distribuição por função, e não por categoria profissional.
Ninguém com a família. Alguém precisa informar e acolher — e, quando a instituição permite, viabilizar a presença durante o atendimento.
Última revisão: 10/09/2026
Rolar para cima