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Pré-eclâmpsia e Eclâmpsia

Apoio ao diagnóstico da pré-eclâmpsia na gestante suspeita e conduta imediata: sulfato de magnésio nos esquemas Zuspan e Pritchard com diluição pronta, sinais de intoxicação e gluconato de cálcio, hidralazina ou nifedipino na crise hipertensiva e cálculo da idade gestacional.

É suspeita? Algoritmo MgSO₄ Zuspan e Pritchard Crise hipertensiva Idade gestacional e DPP

Pré-eclâmpsia e eclâmpsia

Avalie se há suspeita ou conduza o caso já confirmado.

Situação

Idade gestacional

Pressão arterial

mmHg
mmHg
Sentada, após repouso, manguito adequado ao braço.
kg
Só para nitroprussiato.

Sintomas e sinais

Fatores de risco Opcional

Exames Opcional

Preencha o que já tiver. A calculadora mostra o que falta pedir.

mg/mg
mil/µL
mg/dL
UI/L
UI/L
Baseado no Protocolo de Pré-eclâmpsia 2023 da RBEHG, na ISSHP e no ACOG. Ferramenta de apoio para o plantão, sem substituir a avaliação e a conduta da equipe de obstetrícia. Na suspeita com sinais de gravidade, inicie o tratamento sem esperar a confirmação laboratorial.

Resultado ainda não calculado

Informe o momento (gestante ou puérpera), a pressão arterial, os sintomas, os fatores de risco e os exames disponíveis. A calculadora diz se há suspeita de pré-eclâmpsia, o que falta para confirmar e quando já tratar.

É suspeita? Sulfato de magnésio Hidralazina / nifedipino
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Interpretação clínica

Como usar no plantão

A pré-eclâmpsia é a principal causa de morte materna no Brasil. Para o generalista, o essencial é reconhecer a suspeita, identificar os sinais de gravidade, iniciar o sulfato de magnésio e controlar a crise hipertensiva antes de transferir ou acionar a obstetrícia.

Diagnóstico

PA ≥ 140/90 após 20 semanas + proteinúria ou disfunção de órgão-alvo ou placentária.

Sinais de gravidade

PA ≥ 160/110, cefaleia, alterações visuais, dor epigástrica, HELLP, lesão renal, edema pulmonar.

Sulfato de magnésio

Ataque de 4 g IV em todos os esquemas. Manter 24 h após o parto ou a última convulsão.

Crise hipertensiva

Hidralazina 5 mg IV ou nifedipino 10 mg VO a cada 20 min (máx. 30 mg). Alvo 140–150/90–100.

Critérios diagnósticos (RBEHG 2023 / ISSHP)

Hipertensão ≥ 140 e/ou 90 mmHg após a 20ª semana
+ ao menos um: proteinúria · plaquetas < 150 mil · TGO/TGP > 40 · creatinina > 1,0 · edema pulmonar · sintomas neurológicos/eclâmpsia · RCF ou Doppler alterado
  • Proteinúria: relação proteína/creatinina ≥ 0,3 (preferida), ≥ 300 mg/24 h ou fita ≥ 2+ quando não houver outro método.
  • sFlt-1/PlGF: < 38 exclui por 1 semana; > 85 (< 34 sem) ou > 110 (≥ 34 sem) sugere fortemente. Não define o momento do parto.
  • HELLP: hemólise (DHL > 600 UI/L), TGO/TGP > 70 UI/L e plaquetas < 100 mil.
  • Proteinúria não é obrigatória: hipertensão com disfunção de órgão-alvo já fecha o diagnóstico.

Aviso importante

Na suspeita com crise hipertensiva ou sintomas de iminência, inicie o sulfato de magnésio e o anti-hipertensivo sem esperar os exames.

Confira a concentração da ampola de MgSO₄ (50%, 20% ou 10%) antes de preparar. As diluições desta página usam a de 50%.

Nifedipino nunca por via sublingual. IECA e BRA são contraindicados na gestação.

Sulfato de magnésio — resumo

EsquemaAtaqueManutenção
Zuspan4 g IV em 15–20 min1 g/h IV (até 2 g/h)
Pritchard4 g IV + 10 g IM (5 g em cada nádega)5 g IM a cada 4 h
Creatinina ≥ 1,0Sem mudançaMetade da dose

Exemplo rápido

34 semanas, PA 168/112, cefaleia e escotomas, sem exames → suspeita com sinais de gravidade: MgSO₄ (4 g IV + manutenção) e hidralazina 5 mg IV a cada 20 min até PAS 140–150, enquanto colhe proteína/creatinina, plaquetas, TGO/TGP, DHL e creatinina.

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