1. Corrija pela albumina
A albumina é o principal ânion não medido: cada 1 g/dL abaixo de 4 reduz o AG em ≈ 2,5 mEq/L e pode esconder uma acidose orgânica.
Calcule o ânion gap sérico, corrija-o pela albumina e receba a interpretação para o seu paciente: diferencial priorizado pelo contexto (GOLD MARK), exames a pedir, próximos cálculos (delta ratio e fórmula de Winter) e conduta inicial.
Informe os eletrólitos do mesmo horário; a albumina é opcional, mas muda a interpretação.
Preencha sódio, cloro e bicarbonato (e, se possível, albumina) para ver o ânion gap, a classificação e a investigação sugerida.
O ânion gap estima os ânions não medidos do plasma (sobretudo albumina, fosfato e ânions orgânicos). A calculadora primeiro classifica o AG, corrigido pela albumina quando informada, e só então monta o diferencial e a conduta conforme o contexto marcado.
A albumina é o principal ânion não medido: cada 1 g/dL abaixo de 4 reduz o AG em ≈ 2,5 mEq/L e pode esconder uma acidose orgânica.
Baixo, normal ou elevado em relação à faixa do laboratório. AG > 20 mEq/L (sem K⁺) indica quase sempre acúmulo de ácido orgânico.
Glicóis, 5-Oxoprolina, Lactato L, Lactato D, Metanol, Aspirina, insuficiência Renal e cetoacidose (Ketoacidosis).
Na acidose de AG elevado, confira a compensação (fórmula de Winter) e o delta ratio. Com AG normal, use o ânion gap urinário.
A faixa clássica (8–12 mEq/L sem K⁺; ≈ 4 mEq/L a mais com K⁺) varia entre analisadores: com eletrodos íon-seletivos, muitos laboratórios relatam média ≈ 6–7 (3–11) mEq/L. Prefira a faixa do seu laboratório e o AG basal do paciente.
O AG tem sensibilidade limitada: acidose láctica com lactato moderado pode cursar com AG normal, sobretudo com hipoalbuminemia não corrigida.
Na suspeita de metanol ou etilenoglicol, não espere o resultado da dosagem para iniciar fomepizol/etanol e acionar o centro de toxicologia.
Um AG baixo ou negativo exige repetir o exame e investigar paraproteína, lítio e brometo.
| AG (sem K⁺) | Interpretação |
|---|---|
| < 8 | Hipoalbuminemia, paraproteína IgG (mieloma), lítio, brometo/iodeto, hipercalcemia ou hipermagnesemia graves, erro laboratorial. |
| 8–12 | Normal. Com acidose: hiperclorêmica (diarreia, ATR, SF 0,9% em excesso, acetazolamida). |
| 13–20 | Elevado: insuficiência renal, lactato, cetoacidose, toxinas. |
| > 20 | Quase sempre ácido orgânico: lactato, cetoácidos, metanol/etilenoglicol, salicilato, 5-oxoprolina. |
Na⁺ 140, Cl⁻ 100, HCO₃⁻ 10 mEq/L e albumina 2,0 g/dL → AG = 140 − 110 = 30; AG corrigido = 30 + 2,5 × 2 = 35 mEq/L (muito elevado).
pCO₂ esperada (Winter) = 23 ± 2 mmHg; delta ratio ≈ 23 ÷ 14 = 1,64, compatível com acidose de AG elevado pura (perfil de acidose láctica).