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Calculadora médica

Hipocloremia e Hipercloremia

Classifique a alteração do cloro e receba a conduta adequada ao paciente: distúrbio ácido-base provável, papel do cloro urinário e do estado volêmico, fluidos, reposição de KCl, acetazolamida, cristaloides balanceados e investigação das causas.

Cloro sérico Gravidade Cloro urinário Conduta

Distúrbios do cloro

Informe os exames, o estado volêmico e as situações presentes para classificar e montar a conduta.

Exames séricos

mEq/L
mEq/L
mEq/L

Urina e volemia

mEq/L
Amostra isolada. Decide entre alcalose cloro-responsiva e resistente.

Situações que mudam a conduta

As faixas de gravidade do cloro não são padronizadas por diretriz; a calculadora adota as citadas em revisões recentes. A conduta deve ser guiada pela gasometria, pelo volume extracelular e pelo potássio, com reavaliação seriada. Ferramenta de apoio que não substitui o julgamento clínico nem o protocolo institucional.

Resultado ainda não calculado

Preencha cloro, sódio, bicarbonato e estado volêmico para ver a classificação, o distúrbio ácido-base provável e a conduta.

Leve · moderada · grave Cloro-responsiva × resistente Fluidos e reposição
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Interpretação clínica

Como abordar a hipocloremia e a hipercloremia

A calculadora primeiro classifica o cloro e sua gravidade, depois identifica o distúrbio ácido-base associado (pelo HCO₃⁻, pH, ânion gap e cloro urinário) e só então propõe a conduta, ajustada ao estado volêmico e às situações marcadas.

1. Classifique

Hipocloremia < 98 e hipercloremia > 107 mEq/L, com gravidade leve, moderada ou grave.

2. Real ou por água?

Corrija o cloro pelo sódio (Cl × 140/Na). Se normalizar, trate a hipo ou hipernatremia.

3. Cloro urinário

Na alcalose metabólica: < 20 mEq/L → cloro-responsiva (vômitos, sonda); ≥ 20 → resistente ou diurético em uso.

4. Trate pelo volume

Hipovolêmico: SF 0,9% + KCl. Hipervolêmico: acetazolamida. Hipercloremia: cristaloide balanceado.

Cálculos usados

Cl⁻ corrigido = Cl⁻ × 140 ÷ Na⁺  ·  AG = Na⁺ − (Cl⁻ + HCO₃⁻)
Cloro urinário: < 20 mEq/L cloro-responsiva · ≥ 20 mEq/L cloro-resistente

A alcalose metabólica é mantida pela depleção de cloreto, e não pela contração de volume (Luke e Galla 2012): por isso a correção exige repor cloreto (SF 0,9% e KCl). Na hipercloremia, o problema central é a queda da diferença de íons fortes, que gera acidose.

  • Acetazolamida: 250–500 mg VO/EV 1–2×/dia na alcalose com hipervolemia; causa caliurese — monitore K⁺.
  • Cloro-resistente com hipertensão: relação aldosterona/renina; espironolactona ou amilorida.
  • Hipercloremia: Ringer lactato (Cl⁻ ≈ 109) ou Plasma-Lyte (Cl⁻ ≈ 98) em vez de SF 0,9% (Cl⁻ 154).
  • Bicarbonato oral na DRC: se HCO₃⁻ < 18 mEq/L (KDIGO 2024).

Aviso importante

O cloro urinário só é interpretável longe do efeito do diurético (24–48 h após a última dose).

No TCE grave, o SF 0,9% continua preferido ao Ringer lactato (BaSICS sugeriu pior desfecho com solução balanceada nesse subgrupo).

Ácido clorídrico diluído e hemodiálise ficam restritos à alcalose grave refratária, em UTI.

Gravidade (adaptada de Sinatra 2026)

ClasseCl⁻ (mEq/L)
Hipocloremia grave< 80
Hipocloremia moderada80–89
Hipocloremia leve90–97
Normal98–107
Hipercloremia leve108–110
Hipercloremia moderada111–115
Hipercloremia grave> 115

Exemplo rápido

Cl⁻ 85, Na⁺ 138, HCO₃⁻ 36 mEq/L, cloro urinário 10 mEq/L, hipovolêmico, com vômitos → hipocloremia moderada, cloro corrigido 86,2; alcalose metabólica cloro-responsiva.

Conduta: SF 0,9% em alíquotas, KCl conforme o K⁺, antiemético e IBP se sonda gástrica aberta.

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