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Calculadora médica

Gap Osmolar

Compare a osmolalidade medida com a calculada (2 × Na⁺ + glicose/18 + ureia/6, com etanol opcional) para detectar osmóis não medidos. Com o ânion gap, a calculadora reconhece o padrão sugestivo de metanol ou etilenoglicol e monta a conduta: antídoto, cofatores, critérios EXTRIP de hemodiálise e exames.

Osmolalidade medida Osmolalidade calculada Álcoois tóxicos Antídoto e diálise

Cálculo do gap osmolar

Informe Na⁺, glicose, ureia (ou BUN) e a osmolalidade medida; ânion gap, pH e peso refinam a conduta.

Exames laboratoriais

mEq/L
mg/dL
mg/dL
mOsm/kg
mg/dL

Colete todos os exames na mesma amostra. A osmolalidade deve ser medida por depressão do ponto de congelamento (o método de pressão de vapor não detecta álcoois voláteis).

Acidose e dados para doses Opcional

mEq/L
kg

Ânion gap sem K⁺ (Na⁺ − Cl⁻ − HCO₃⁻); corrija pela albumina se estiver baixa. Com o peso, as doses saem em mg e mL.

Sinais de gravidade

Contexto clínico

Um gap osmolar normal não exclui intoxicação por álcool tóxico, sobretudo em apresentação tardia, quando o álcool já foi metabolizado em ácidos. A osmolalidade deve ser medida por depressão do ponto de congelamento. Na suspeita, não aguarde exames para iniciar o antídoto e acione o CIATox (0800 722 6001).

Resultado ainda não calculado

Preencha os exames para ver o gap osmolar, a classificação e a conduta.

Normal ≤ 10 mOsm/kg Limítrofe 10–20 Elevado > 20
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Interpretação clínica

Como interpretar o gap osmolar

O gap osmolar é a diferença entre a osmolalidade medida no laboratório e a estimada a partir de sódio, glicose e ureia. Um gap elevado indica partículas osmoticamente ativas que a fórmula não inclui — principalmente álcoois (etanol, metanol, etilenoglicol, isopropanol), manitol e propilenoglicol. Combinado com acidose de ânion gap elevado, é a principal pista laboratorial de intoxicação por metanol ou etilenoglicol.

Medida − calculada

O gap revela partículas que a fórmula não inclui: álcoois, manitol, propilenoglicol, glicerol.

Muda com o tempo

No início o gap osmolar é alto e o ânion gap normal; com o metabolismo, o gap cai e o ânion gap sobe.

Gap + AG altos

Padrão sugestivo de metanol ou etilenoglicol; diferenciais: cetoacidose, acidose lática e IRA avançada.

Trate pela suspeita

Antídoto (fomepizol ou etanol) antes da dosagem quando a história ou o padrão laboratorial sugerirem.

Fórmulas

Osm calculada = 2 × Na⁺ + glicose/18 + ureia/6 [+ etanol/3,7]
Com BUN: + BUN/2,8 · Gap osmolar = Osm medida − Osm calculada · valores em mEq/L e mg/dL

A contribuição do etanol usa o fator empírico de Purssell (2001), ÷ 3,7, que se ajustou melhor à osmolalidade medida do que o fator teórico pelo peso molecular (÷ 4,6). Assim, um gap residual após descontar o etanol aponta para outro osmol.

  • Fomepizol: 15 mg/kg EV (ataque), 10 mg/kg a cada 12 h × 4, depois 15 mg/kg a cada 12 h; a cada 4 h na hemodiálise.
  • Etanol (alternativa): alvo 100–150 mg/dL; ataque 600–800 mg/kg, manutenção 80–130 mg/kg/h.
  • Cofatores: ácido folínico/fólico (metanol); tiamina e piridoxina (etilenoglicol).
  • Hemodiálise (EXTRIP): metanol com coma, convulsão, déficit visual, pH ≤ 7,15 ou AG > 24; etilenoglicol com AG > 27 ou gap > 50.

Aviso importante

O gap basal varia de cerca de −14 a +10 mOsm/kg; um gap “normal” não exclui intoxicação, sobretudo em apresentação tardia.

A osmolalidade deve ser medida por depressão do ponto de congelamento, na mesma amostra dos demais exames.

No Brasil, o fomepizol tem disponibilidade restrita: o etanol é a alternativa habitual. Contate o CIATox (0800 722 6001).

Gap osmolar × ânion gap

PadrãoCausas a considerar
Gap alto, AG normalIngestão recente de álcool tóxico, isopropanol, etanol, manitol, glicerol, propilenoglicol.
Gap alto, AG altoMetanol, etilenoglicol, cetoacidose, acidose lática grave, IRA avançada.
Gap normal, AG altoLactato, cetoacidose, uremia, salicilatos, álcool tóxico tardio.

Exemplo rápido

Na⁺ 140, glicose 90, ureia 30 mg/dL e osmolalidade medida 330 mOsm/kg → calculada = 280 + 5 + 5 = 290; gap = +40 mOsm/kg.

Com ânion gap de 28 mEq/L, o padrão sugere metanol ou etilenoglicol: iniciar antídoto e discutir hemodiálise.

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