Medida − calculada
O gap revela partículas que a fórmula não inclui: álcoois, manitol, propilenoglicol, glicerol.
Compare a osmolalidade medida com a calculada (2 × Na⁺ + glicose/18 + ureia/6, com etanol opcional) para detectar osmóis não medidos. Com o ânion gap, a calculadora reconhece o padrão sugestivo de metanol ou etilenoglicol e monta a conduta: antídoto, cofatores, critérios EXTRIP de hemodiálise e exames.
Informe Na⁺, glicose, ureia (ou BUN) e a osmolalidade medida; ânion gap, pH e peso refinam a conduta.
Preencha os exames para ver o gap osmolar, a classificação e a conduta.
O gap osmolar é a diferença entre a osmolalidade medida no laboratório e a estimada a partir de sódio, glicose e ureia. Um gap elevado indica partículas osmoticamente ativas que a fórmula não inclui — principalmente álcoois (etanol, metanol, etilenoglicol, isopropanol), manitol e propilenoglicol. Combinado com acidose de ânion gap elevado, é a principal pista laboratorial de intoxicação por metanol ou etilenoglicol.
O gap revela partículas que a fórmula não inclui: álcoois, manitol, propilenoglicol, glicerol.
No início o gap osmolar é alto e o ânion gap normal; com o metabolismo, o gap cai e o ânion gap sobe.
Padrão sugestivo de metanol ou etilenoglicol; diferenciais: cetoacidose, acidose lática e IRA avançada.
Antídoto (fomepizol ou etanol) antes da dosagem quando a história ou o padrão laboratorial sugerirem.
A contribuição do etanol usa o fator empírico de Purssell (2001), ÷ 3,7, que se ajustou melhor à osmolalidade medida do que o fator teórico pelo peso molecular (÷ 4,6). Assim, um gap residual após descontar o etanol aponta para outro osmol.
O gap basal varia de cerca de −14 a +10 mOsm/kg; um gap “normal” não exclui intoxicação, sobretudo em apresentação tardia.
A osmolalidade deve ser medida por depressão do ponto de congelamento, na mesma amostra dos demais exames.
No Brasil, o fomepizol tem disponibilidade restrita: o etanol é a alternativa habitual. Contate o CIATox (0800 722 6001).
| Padrão | Causas a considerar |
|---|---|
| Gap alto, AG normal | Ingestão recente de álcool tóxico, isopropanol, etanol, manitol, glicerol, propilenoglicol. |
| Gap alto, AG alto | Metanol, etilenoglicol, cetoacidose, acidose lática grave, IRA avançada. |
| Gap normal, AG alto | Lactato, cetoacidose, uremia, salicilatos, álcool tóxico tardio. |
Na⁺ 140, glicose 90, ureia 30 mg/dL e osmolalidade medida 330 mOsm/kg → calculada = 280 + 5 + 5 = 290; gap = +40 mOsm/kg.
Com ânion gap de 28 mEq/L, o padrão sugere metanol ou etilenoglicol: iniciar antídoto e discutir hemodiálise.