Para quem
Acamados, cadeirantes, idosos com cifose ou osteoporose vertebral e pacientes que não ficam em pé.
Estime a estatura de pacientes acamados, cadeirantes ou com cifose pela altura do joelho. A calculadora escolhe a equação de Chumlea adequada à idade e à etnia (ou a equação brasileira do estudo SABE), mostra o erro-padrão de estimativa como intervalo e compara o resultado de todas as equações aplicáveis.
Informe sexo, idade, etnia e a altura do joelho medida a 90°.
Preencha sexo, idade e altura do joelho para ver a estatura estimada, o intervalo pelo erro-padrão e a comparação entre equações.
O comprimento da perna abaixo do joelho praticamente não muda com o envelhecimento nem com a cifose, ao contrário da estatura. Por isso a altura do joelho é o método de escolha para estimar a altura do idoso acamado. A calculadora escolhe a equação pela idade e pela etnia e mostra o erro-padrão de estimativa (EPE) como faixa provável.
Acamados, cadeirantes, idosos com cifose ou osteoporose vertebral e pacientes que não ficam em pé.
Abaixo de 60 anos, Chumlea 1994; a partir de 60, NHANES III por etnia ou SABE para idosos brasileiros.
EPE de 3,6 a 4,4 cm: a altura real fica, em 95% dos casos, a até ± 7–9 cm do valor estimado.
A altura estimada entra no IMC, na ASC, no peso ideal e no gasto energético; registre o método.
| Equação / grupo | Homens | Mulheres |
|---|---|---|
| Chumlea 1985 (60–90 anos) | 64,19 + 2,02 AJ − 0,04 idade | 84,88 + 1,83 AJ − 0,24 idade |
| Chumlea 1994 brancos (18–60) | 71,85 + 1,88 AJ | 70,25 + 1,87 AJ − 0,06 idade |
| Chumlea 1994 negros (18–60) | 73,42 + 1,79 AJ | 68,10 + 1,86 AJ − 0,06 idade |
| Chumlea e Guo 1992 brancos (60–80) | 59,01 + 2,08 AJ (EPE 3,91) | 75,00 + 1,91 AJ − 0,17 idade (EPE 4,4) |
| Chumlea e Guo 1992 negros (60–80) | 95,79 + 1,37 AJ (EPE 4,18) | 58,72 + 1,96 AJ (EPE 4,06) |
| NHANES III 1998 brancos não hispânicos (≥ 60) | 78,31 + 1,94 AJ − 0,14 idade (EPE 3,74) | 82,21 + 1,85 AJ − 0,21 idade (EPE 3,98) |
| NHANES III 1998 negros não hispânicos (≥ 60) | 79,69 + 1,85 AJ − 0,14 idade (EPE 3,81) | 89,58 + 1,61 AJ − 0,17 idade (EPE 3,83) |
| NHANES III 1998 mexicano-americanos (≥ 60) | 82,77 + 1,83 AJ − 0,16 idade (EPE 3,69) | 84,25 + 1,82 AJ − 0,26 idade (EPE 3,78) |
| Lera 2005 SABE, São Paulo (≥ 60) | 67,2 + 1,96 AJ − 0,08 idade (EPE 3,8) | 69,87 + 1,85 AJ − 0,11 idade (EPE 3,6) |
EPE = erro-padrão de estimativa individual. Faixa provável = estimativa ± 2 EPE (≈ 95%).
Posição: paciente em decúbito dorsal (ou sentado), perna esquerda com joelho e tornozelo flexionados a 90°.
Paquímetro: lâmina fixa sob o calcanhar, lâmina móvel sobre a face anterior da coxa, logo acima dos côndilos femorais (cerca de 4–5 cm acima da patela); haste paralela à tíbia, passando pelo maléolo lateral.
Leitura: duas medidas com diferença máxima de 0,5 cm; use a média. Sem paquímetro, a fita métrica é aceitável, com maior erro.
Limitações: não meça o membro com contratura em flexão, edema importante, fratura, prótese ou amputação. As equações dos EUA podem superestimar a altura de brasileiros; em idosos brasileiros, prefira a equação do SABE.
Mulher branca de 72 anos, altura do joelho de 48 cm (NHANES III): 82,21 + 1,85 × 48 − 0,21 × 72 = 155,9 cm.
EPE de 3,98 cm → faixa provável de 147,9 a 163,8 cm. Com 55 kg, IMC estimado de 22,6 kg/m².