Sinal vital
O consenso IAS/ICCR (2020) recomenda medir a cintura rotineiramente junto com o IMC, pois ela identifica risco que o IMC isolado não mostra.
Classifique a circunferência abdominal pelos pontos de corte da OMS e da IDF para a população do paciente, estime o risco combinado com o IMC e verifique os critérios de síndrome metabólica pela definição harmonizada (JIS 2009), com metas de redução da cintura.
Informe sexo, idade, população e cintura; peso, estatura e exames são opcionais.
Preencha sexo, idade, população e cintura para ver a classificação de risco; acrescente peso, estatura e exames para o risco combinado e a síndrome metabólica.
A cintura estima a gordura visceral, mais ligada à resistência à insulina, à dislipidemia aterogênica e à hipertensão do que a gordura subcutânea. A calculadora primeiro classifica a medida (OMS e corte da população pela IDF), depois a combina com o IMC e os componentes da síndrome metabólica, e só então orienta a avaliação e as metas de redução.
O consenso IAS/ICCR (2020) recomenda medir a cintura rotineiramente junto com o IMC, pois ela identifica risco que o IMC isolado não mostra.
Asiáticos e latino-americanos têm mais gordura visceral para a mesma cintura; por isso a IDF usa 90/80 cm para eles e 94/80 cm para europeus.
Para o mesmo IMC, a cintura elevada aumenta o risco de diabetes, hipertensão e DCV (NIH 1998). Com IMC ≥ 35 kg/m², ela acrescenta pouco.
Pela definição harmonizada (JIS 2009), bastam 3 de 5 critérios; a cintura é um deles, sem ser obrigatória.
A calculadora classifica primeiro pela OMS e pelo corte da população; se qualquer um for atingido, o risco é considerado aumentado. Depois cruza com o IMC (tabela do NIH, que usa cintura > 102/88 cm) e com os componentes da síndrome metabólica.
Os cortes para sul-americanos são provisórios (extrapolados dos sul-asiáticos) e estudos brasileiros encontram valores ótimos variáveis. Interprete a medida como triagem.
Não use na gestação, no puerpério recente, na ascite, em massas ou visceromegalias abdominais, nem em menores de 18 anos (use percentis pediátricos).
Diferentes locais de medida (ponto médio, crista ilíaca, cicatriz umbilical) dão valores distintos; mantenha sempre o mesmo no seguimento.
| IMC (kg/m²) | Classificação | Cintura normal | Cintura > 102/88 cm |
|---|---|---|---|
| 18,5–24,9 | Eutrofia | — | Aumentado |
| 25,0–29,9 | Sobrepeso | Aumentado | Alto |
| 30,0–34,9 | Obesidade I | Alto | Muito alto |
| 35,0–39,9 | Obesidade II | Muito alto | Muito alto |
| ≥ 40 | Obesidade III | Extremamente alto | Extremamente alto |
Homem brasileiro de 52 anos, cintura 96 cm, 84 kg, 1,72 m, PA 132/84 mmHg, TG 180, HDL-c 38 e glicemia 96 mg/dL.
Resultado: risco aumentado (OMS 94–101,9 cm) e obesidade abdominal (≥ 90 cm); IMC 28,4 kg/m² (risco NIH aumentado); síndrome metabólica com 4 de 5 critérios. Meta: cintura < 90 cm.