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Calculadora médica

Correção de Hipercalemia

Classifique a hipercalemia pelo potássio sérico e pelo eletrocardiograma e receba a conduta específica para o paciente: estabilização da membrana, redistribuição, remoção do potássio, monitorização e revisão de fármacos, conforme a diretriz da UK Kidney Association (2023).

Potássio sérico ECG Conduta em etapas Segurança

Conduta na hipercalemia

Informe o potássio, o ECG e o contexto clínico para classificar e montar a conduta.

Potássio e eletrocardiograma

mEq/L
A UKKA (2023) recomenda ECG urgente em todo paciente internado com K⁺ ≥ 6,0 mEq/L.

Dados complementares Opcional

mg/dL
kg
mEq/L

A glicemia antes da insulina define a necessidade de soro glicosado de manutenção; o peso ajusta a dose de furosemida; o HCO₃⁻ < 22 mEq/L indica acidose metabólica.

Situações que mudam a conduta

Ferramenta de apoio para adultos. Não substitui o julgamento clínico nem o protocolo institucional. Hipercalemia com alteração no ECG é emergência: inicie o tratamento sem aguardar a confirmação laboratorial.

Resultado ainda não calculado

Preencha o potássio, o achado do ECG e as situações clínicas para ver a classificação e a conduta passo a passo.

Leve · moderada · grave Cálcio, insulina-glicose e quelantes Monitorização e diálise
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Interpretação clínica

Como usar a correção de hipercalemia

A calculadora primeiro classifica a hipercalemia pelo potássio e pelo ECG e só então monta a conduta. O tratamento segue cinco etapas: proteger o coração, deslocar o K⁺ para dentro das células, remover o K⁺ do organismo, monitorar e prevenir a recorrência.

1. Classifique

Leve (5,5–5,9), moderada (6,0–6,4) ou grave (≥ 6,5 mEq/L ou qualquer alteração no ECG), conforme a UKKA 2023.

2. Proteja o coração

Gluconato de cálcio 10% 30 mL em 10 min só quando o ECG está alterado; cloreto de cálcio 10 mL na PCR.

3. Redistribua e remova

Insulina 10 UI + glicose 25 g, salbutamol como adjuvante e quelante de K⁺; diurético ou diálise conforme volemia e diurese.

4. Monitore e previna

K⁺ em 1, 2, 4, 6 e 24 h, glicemia por 6 h e revisão de fármacos, dieta e causa de base.

Esquemas utilizados

Insulina regular 10 UI + glicose 25 g (SG 50% 50 mL ou SG 10% 250 mL) EV
Glicemia pré < 126 mg/dL (7,0 mmol/L) → SG 10% 50 mL/h por 5 h
  • Gluconato de cálcio 10%: 30 mL = 3 g = 6,8 mmol de Ca²⁺, mesma dose de cálcio de 10 mL de cloreto de cálcio 10%.
  • Salbutamol: 10–20 mg nebulizado (solução 5 mg/mL: 2–4 mL), adjuvante, nunca isolado.
  • Ciclossilicato de zircônio sódico: 10 g VO 8/8 h por até 72 h; manutenção 5 g/dia. Patiromer: 8,4 g/dia.
  • Esquema antigo atualizado: a insulina com apenas 5 g de glicose (SG 10% 50 mL) foi substituída por 25 g, e o bicarbonato deixou de ser rotina sem acidose.

Aviso importante

A hipoglicemia é a complicação mais frequente da insulina-glicose, sobretudo com glicemia basal baixa, baixo peso e DRC; costuma ocorrer 1–3 h após a dose.

Antes de tratar um K⁺ elevado com ECG normal, considere pseudo-hipercalemia (hemólise, garrote, leucocitose ou trombocitose).

Pacientes em hemodiálise com K⁺ ≥ 6,5 mEq/L precisam de diálise urgente.

Início e duração das medidas

MedidaInícioDuraçãoQueda do K⁺
Cálcio EV1–3 min30–60 minNenhuma
Insulina-glicose15 min4–6 h0,6–1,0 mEq/L
Salbutamol 10–20 mg30 min2–4 h0,5–1,0 mEq/L
Ciclossilicato de zircônio~1 henquanto em uso~0,7 mEq/L em 48 h
Hemodiáliseminutossessão1 mEq/L na 1ª hora

Exemplo rápido

K⁺ 7,0 mEq/L, ECG com T apiculada, glicemia pré 98 mg/dL, sem acidose → hipercalemia grave.

Conduta: gluconato de cálcio 10% 30 mL em 10 min, insulina 10 UI + SG 50% 50 mL, SG 10% 50 mL/h por 5 h, salbutamol 10–20 mg, ciclossilicato de zircônio 10 g 8/8 h e K⁺ em 1, 2, 4, 6 e 24 h.

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