Reconheça o achado
Compare a fotografia com o esquema. O anel fica na periferia da córnea, encostado no limbo, e é mais fácil de ver em íris claras. Em íris castanhas, pode se confundir com a própria cor da íris — a lâmpada de fenda resolve.
Figura 1. Anel de Kayser-Fleischer: faixa marrom-dourada na periferia da córnea, sobre a íris clara, chegando até o limbo.
- 1OndePeriferia da córnea, colado ao limbo; primeiro no polo superior, depois no inferior.
- 2CorCastanho-dourada, bronze ou esverdeada.
- 3ProfundidadeFeixe fino: o pigmento está na face posterior (Descemet), não no estroma.
- 4BilateralidadeEm geral bilateral e simétrico; unilateral é raro.
Figura 2. Esquema: o cobre circula no humor aquoso e se deposita na membrana de Descemet periférica, formando o anel visível na córnea.
ATP7B
O fígado não excreta cobre na bile nem o incorpora à ceruloplasmina.
Cobre livre
Sobra cobre não ligado, que sai do fígado e vai ao cérebro, aos rins e aos olhos.
Descemet
Grânulos de cobre se acumulam na Descemet periférica: o anel.
