Reconheça o achado
O tamanho da pupila resulta do equilíbrio entre o esfíncter (parassimpático, contrai) e o dilatador (simpático, abre). A midríase aparece quando o esfíncter perde força — por bloqueio, lesão do nervo ou trauma — ou quando o dilatador é estimulado.
Figura 1. Pupila dilatada ocupando grande parte da íris. Antes de pensar na causa, confirme se a midríase é bilateral e simétrica ou se só um olho está dilatado.
- 1MedirDiâmetro de cada pupila em mm, na luz e no escuro.
- 2CompararBilateral e simétrica: fisiológica, sistêmica ou tóxica. Unilateral: anisocoria — descubra qual é a anormal.
- 3ContornoRedonda × irregular (entalhes de trauma, paralisia setorial de Adie).
- 4Olho e pálpebraPtose e desvio do olho (III nervo); olho vermelho e córnea turva (glaucoma agudo).
Figura 2. Esquema do olho com íris, pupila dilatada e esclera rotuladas, comparando pupila normal e midríase. Midríase = dilatador vencendo o esfíncter (vias detalhadas abaixo).
Esfíncter da pupila
Parassimpático: Edinger-Westphal → III nervo → gânglio ciliar → nervos ciliares curtos (acetilcolina, receptor M3).
Dilatador da pupila
Simpático em 3 neurônios: hipotálamo → medula C8–T2 → gânglio cervical superior → nervos ciliares longos (receptor alfa-1).
Resultado
Atropínicos e lesão do III nervo tiram força do esfíncter; fenilefrina, cocaína e anfetaminas estimulam o dilatador.
