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Bulário clínico · Anti-hipertensivo

Besilato de Anlodipino

Bloqueador de canal de cálcio di-hidropiridínico de meia-vida longa, em dose única diária, usado na hipertensão arterial e na angina estável e vasoespástica. Sem ajuste na insuficiência renal; edema de tornozelo dose-dependente é o efeito adverso mais frequente.

Via oralBCC di-hidropiridínico1x/diaRENAME · Farmácia PopularReceita simples

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Visão geral

O essencial do perfil clínico em uma tela.

O que é o anlodipino?

É um bloqueador de canal de cálcio da família das di-hidropiridinas, com seletividade pela musculatura lisa vascular e meia-vida muito longa. Reduz a pressão arterial por vasodilatação arteriolar, de início gradual e sem taquicardia reflexa relevante, e alivia a angina por reduzir a pós-carga e prevenir o vasoespasmo coronariano. É uma das quatro classes de primeira linha na hipertensão, com eficácia mantida em idosos e pacientes negros, e é metabolicamente neutro.

ViaOral · 1x/dia
Faixa etáriaAdulto · pediatria 6–17 anos
SUSRENAME · Farmácia Popular 5 mg
ReceitaReceita simples · sem retenção

Composição e papel de cada componente1 ativos

Besilato de anlodipino

Di-hidropiridina que inibe o influxo de cálcio pelos canais tipo L da musculatura lisa vascular e cardíaca, com efeito predominantemente vascular, vasodilatação periférica e coronariana.

Bloqueador de canal de cálcio

Quando usar e quando evitar

Indicações
  • Hipertensão arterial, em monoterapia ou associada a outros anti-hipertensivos.
  • Angina estável crônica.
  • Angina vasoespástica (angina de Prinzmetal).
  • Hipertensão em crianças e adolescentes de 6 a 17 anos.
  • Hipertensão em idosos e pacientes negros, em que BCC e diuréticos são especialmente eficazes.
Não indicado
  • Urgência ou emergência hipertensiva, pelo início de ação lento.
  • Choque cardiogênico, hipotensão grave ou estenose aórtica grave.
  • Angina instável ou infarto agudo sem betabloqueador, como antianginoso isolado.
  • Edema periférico prévio importante, em que pode agravar o quadro.

Apresentações

Concentrações, embalagens e nomes comerciais no Brasil.

Apresentações disponíveis3 apresentações

ApresentaçãoForma farmacêuticaConcentração / composiçãoEmbalagemNomes comerciais
Anlodipino 2,5 mgComprimido2,5 mgEmbalagens com 30 comprimidos, entre outras conforme o fabricante.
CordarexPressat
Anlodipino 5 mgRENAME · Farmácia PopularComprimido5 mgEmbalagens com 30 comprimidos, entre outras conforme o fabricante. Alguns genéricos são sulcados.
NorvascAnloAmlodilPressatTensalivCordarexAmlovascBesilapinTenlopinAnlusbedRoxflan
Anlodipino 10 mgRENAMEComprimido10 mgEmbalagens com 30 comprimidos, entre outras conforme o fabricante.
NorvascAnloAmlodilPressatTensalivCordarexAmlovascBesilapinTenlopinAnlusbedRoxflan
Anlodipino 2,5 mgComprimido
Concentração / composição
2,5 mg
EmbalagemEmbalagens com 30 comprimidos, entre outras conforme o fabricante.
Nomes comerciais
CordarexPressat
Anlodipino 5 mgComprimido
RENAME · Farmácia Popular
Concentração / composição
5 mg
EmbalagemEmbalagens com 30 comprimidos, entre outras conforme o fabricante. Alguns genéricos são sulcados.
Nomes comerciais
NorvascAnloAmlodilPressatTensalivCordarexAmlovascBesilapinTenlopinAnlusbedRoxflan
Anlodipino 10 mgComprimido
RENAME
Concentração / composição
10 mg
EmbalagemEmbalagens com 30 comprimidos, entre outras conforme o fabricante.
Nomes comerciais
NorvascAnloAmlodilPressatTensalivCordarexAmlovascBesilapinTenlopinAnlusbedRoxflan
Atenção

Excipientes variam entre fabricantes

Algumas apresentações contêm lactose ou corantes como amarelo de tartrazina, amarelo de quinolina e amarelo crepúsculo. Conferir a composição da marca dispensada em intolerância à lactose ou hipersensibilidade a corantes.

Posologia

Dose, frequência e duração por população.

Dose5 mg 1x/dia

2,5 mg em idosos e hepatopatas

Dose máxima10 mg/dia

Em tomada única

Pediatria2,5 a 5 mg/dia

6 a 17 anos

Função renalSem ajuste

Não dialisável

Esquemas por população3 grupos

Adulto

Via oral3 esquemas
IndicaçãoDoseFrequênciaDuraçãoObservações
Dose usual5 mg1x/diaUso contínuoDose inicial e de manutenção na hipertensão e na angina. Aumentar para 10 mg após 1 a 2 semanas se necessário; o efeito anti-hipertensivo pleno ocorre em 1 a 2 semanas.
10 mg1x/diaUso contínuoDose máxima. Dose habitual na angina estável e vasoespástica. Edema de tornozelo é mais frequente; se surgir, considerar reduzir a dose e associar IECA ou BRA.
Idoso, paciente frágil ou em associação2,5 mg1x/diaUso contínuoDose inicial em pacientes de baixo peso, frágeis, idosos, hepatopatas ou em associação com outros anti-hipertensivos. Titular conforme resposta.
Dose usual
5 mg1x/dia
Detalhes
DuraçãoUso contínuo
Observações

Dose inicial e de manutenção na hipertensão e na angina. Aumentar para 10 mg após 1 a 2 semanas se necessário; o efeito anti-hipertensivo pleno ocorre em 1 a 2 semanas.

10 mg1x/dia
Detalhes
DuraçãoUso contínuo
Observações

Dose máxima. Dose habitual na angina estável e vasoespástica. Edema de tornozelo é mais frequente; se surgir, considerar reduzir a dose e associar IECA ou BRA.

Idoso, paciente frágil ou em associação
2,5 mg1x/dia
Detalhes
DuraçãoUso contínuo
Observações

Dose inicial em pacientes de baixo peso, frágeis, idosos, hepatopatas ou em associação com outros anti-hipertensivos. Titular conforme resposta.

Pediatria

Via oral3 esquemas
IndicaçãoDoseFrequênciaDuraçãoObservações
Hipertensão — 6 a 17 anos2,5 mg1x/diaUso contínuoDose inicial. Aumentar para 5 mg após 4 semanas se a meta não for atingida.
5 mg1x/diaUso contínuoDose máxima estudada nessa faixa etária; doses acima de 5 mg/dia não foram avaliadas.
Menores de 6 anosNão recomendado——Sem dados suficientes de segurança e eficácia; uso apenas sob orientação especializada.
Hipertensão — 6 a 17 anos
2,5 mg1x/dia
Detalhes
DuraçãoUso contínuo
Observações

Dose inicial. Aumentar para 5 mg após 4 semanas se a meta não for atingida.

5 mg1x/dia
Detalhes
DuraçãoUso contínuo
Observações

Dose máxima estudada nessa faixa etária; doses acima de 5 mg/dia não foram avaliadas.

Menores de 6 anos
Não recomendado—
Detalhes
Duração—
Observações

Sem dados suficientes de segurança e eficácia; uso apenas sob orientação especializada.

Populações especiais

Gestação e lactação

Gestação

Categoria C

Avaliar risco-benefício

Segurança não estabelecida na gestação; estudos em animais mostraram toxicidade reprodutiva em doses altas. Usar apenas se não houver alternativa mais segura; nifedipino de ação prolongada, metildopa e hidralazina são preferidos.

Lactação

Avaliar risco-benefício

Conforme risco-benefício

É excretado no leite humano em pequena quantidade, com dose estimada no lactente de cerca de 3 a 7% da dose materna e sem efeitos adversos descritos. Decidir entre manter a amamentação ou o tratamento, considerando o benefício para mãe e lactente.

Ajuste por órgão

CondiçãoAjuste / DoseFrequênciaObservações
Insuficiência renal, inclusive diáliseSem ajusteSem ajuste posológico específicoConforme indicaçãoSem ajuste. As concentrações plasmáticas não se correlacionam com a função renal. Não é dialisável.
Insuficiência hepáticaAjustar dose2,5 mg1x/diaAjustar dose. Meia-vida prolongada e maior exposição. Iniciar na menor dose e titular lentamente; na insuficiência hepática grave, aumentar a dose com cautela.
Insuficiência renal, inclusive diáliseSem ajuste
Sem ajuste posológico específico
FrequênciaConforme indicação
Observações

Sem ajuste. As concentrações plasmáticas não se correlacionam com a função renal. Não é dialisável.

Insuficiência hepáticaAjustar dose
2,5 mg
Frequência1x/dia
Observações

Ajustar dose. Meia-vida prolongada e maior exposição. Iniciar na menor dose e titular lentamente; na insuficiência hepática grave, aumentar a dose com cautela.

Outras populações

CondiçãoAjuste / DoseFrequênciaObservações
IdosoDose inicial menor2,5 mg1x/diaDose inicial menor. A depuração é menor, com aumento da exposição em cerca de 40 a 60%. Titular com cautela; atenção a edema e hipotensão ortostática.
Insuficiência cardíacaCautelaConforme indicação1x/diaCautela. Não aumentou a mortalidade na IC com fração de ejeção reduzida, mas aumentou o relato de edema pulmonar. Usar apenas se necessário para hipertensão ou angina, e não como tratamento da IC.
IdosoDose inicial menor
2,5 mg
Frequência1x/dia
Observações

Dose inicial menor. A depuração é menor, com aumento da exposição em cerca de 40 a 60%. Titular com cautela; atenção a edema e hipotensão ortostática.

Insuficiência cardíacaCautela
Conforme indicação
Frequência1x/dia
Observações

Cautela. Não aumentou a mortalidade na IC com fração de ejeção reduzida, mas aumentou o relato de edema pulmonar. Usar apenas se necessário para hipertensão ou angina, e não como tratamento da IC.

Modelos de prescrição2 modelos

Dose usual — 5 mgUso oralAbrir modelo
Texto da prescriçãoVocê pode alterar livremente o conteúdo antes de copiar.
Dose usual — 10 mgUso oralAbrir modelo
Texto da prescriçãoVocê pode alterar livremente o conteúdo antes de copiar.

Administração

Técnica de aplicação, vias e situações especiais.

DiluentesNão se aplicaReconstituiçãoNão requer
Via principalVia oral

Comprimido de tomada única diária, com ou sem alimentos. A absorção não é alterada pela alimentação.

Técnica de aplicação5 passos

1
Mantenha horário fixo

Tomar uma vez ao dia, no mesmo horário, com um copo de água. Alimentos não interferem na absorção.

2
Titule devagar

Aguardar 1 a 2 semanas antes de aumentar a dose, tempo para o efeito pleno pela meia-vida longa.

3
Partir só se sulcado

Apenas comprimidos com sulco podem ser partidos; não partir apresentações sem sulco.

4
Oriente sobre o edema

Avisar que edema de tornozelos é comum, dose-dependente e não indica insuficiência cardíaca; diuréticos têm pouco efeito sobre ele.

5
Dose esquecida

Tomar assim que lembrar; se estiver próximo do horário seguinte, pular a dose esquecida. Não dobrar a dose.

Compatibilidade por via

ViaStatusObservações
OralVia indicadaÚnica via com apresentação comercial. Tomada única diária, com ou sem alimentos.
SNG/SNEPermitidoTriturar o comprimido, dispersar em cerca de 10 mL de água filtrada, administrar e lavar a sonda com água em seguida. Pode ser dado junto da dieta enteral.
SublingualNão usarNão há apresentação nem dados para uso sublingual; o início de ação lento torna o anlodipino inadequado para urgência hipertensiva.
EndovenosaNão se aplicaNão existe apresentação parenteral.
IntramuscularNão se aplicaNão existe apresentação parenteral.
SubcutâneaNão se aplicaNão existe apresentação parenteral.
RetalNão se aplicaNão há apresentação nem dados para uso retal.
Tópica/mucosasNão se aplicaNão se aplica.
OralVia indicada
Observações

Única via com apresentação comercial. Tomada única diária, com ou sem alimentos.

SNG/SNEPermitido
Observações

Triturar o comprimido, dispersar em cerca de 10 mL de água filtrada, administrar e lavar a sonda com água em seguida. Pode ser dado junto da dieta enteral.

SublingualNão usar
Observações

Não há apresentação nem dados para uso sublingual; o início de ação lento torna o anlodipino inadequado para urgência hipertensiva.

EndovenosaNão se aplica
Observações

Não existe apresentação parenteral.

IntramuscularNão se aplica
Observações

Não existe apresentação parenteral.

SubcutâneaNão se aplica
Observações

Não existe apresentação parenteral.

RetalNão se aplica
Observações

Não há apresentação nem dados para uso retal.

Tópica/mucosasNão se aplica
Observações

Não se aplica.

Situações especiais

Perioperatório

Manter

Não precisa ser suspenso antes de procedimentos; manter inclusive no dia da cirurgia, com um gole de água.

Intoxicação

Hipotensão prolongada

Superdosagem causa vasodilatação periférica intensa e hipotensão prolongada. Carvão ativado precoce, suporte hemodinâmico, cálcio intravenoso e vasopressores; não é removido por hemodiálise.

Edema

Reduzir dose ou associar IECA/BRA

O edema resulta do aumento da pressão capilar por dilatação arteriolar. Reduzir a dose ou associar IECA ou BRA é mais eficaz que adicionar diurético.

Toranja

Evitar grandes quantidades

Suco de toranja (grapefruit) pode aumentar a exposição ao anlodipino em alguns pacientes; evitar o consumo regular.

Cuidados

Contraindicações, monitoramento e eventos adversos.

Edema, hipotensão e interações pelo CYP3A4

Edema de tornozelos é dose-dependente. Cautela na estenose aórtica grave, na insuficiência cardíaca e na hepatopatia. Inibidores do CYP3A4 elevam os níveis, e a sinvastatina deve ser limitada a 20 mg/dia.

Contraindicações5 itens

  • Hipersensibilidade ao anlodipino, a outras di-hidropiridinas ou a qualquer excipiente.
  • Hipotensão grave.
  • Choque, inclusive cardiogênico.
  • Obstrução da via de saída do ventrículo esquerdo, como estenose aórtica grave.
  • Insuficiência cardíaca hemodinamicamente instável após infarto agudo do miocárdio.

Populações especiais

Gestação

Categoria C

Segurança não estabelecida em gestantes; estudos em animais mostraram toxicidade reprodutiva em doses altas. Usar apenas quando não houver alternativa mais segura e o benefício superar o risco.

Lactação

Avaliar risco-benefício

Excretado no leite em pequena quantidade, sem efeitos adversos descritos nos lactentes acompanhados. A decisão de manter a amamentação deve considerar o benefício para mãe e lactente.

Função renal

Sem ajuste

Sem ajuste de dose em qualquer grau de insuficiência renal, inclusive em diálise; não é dialisável.

Função hepática

Ajustar dose

A meia-vida se prolonga e a exposição aumenta. Iniciar com 2,5 mg e titular lentamente, com cautela redobrada na insuficiência hepática grave.

Monitoramento

Sinais de melhora
  • Pressão arterial no consultório e, quando possível, monitorização residencial.
  • Edema de tornozelos, rubor e cefaleia, sobretudo com 10 mg.
  • Hipotensão ortostática em idosos.
  • Angina ou piora de sintomas isquêmicos no início ou após aumento de dose em coronariopatia grave.
  • Hiperplasia gengival em uso prolongado.
Sinais de alerta
  • Enzimas hepáticas se houver hepatopatia ou sintomas sugestivos.
  • Níveis de ciclosporina e tacrolimo quando associados.
  • Sinais de congestão em pacientes com insuficiência cardíaca.

Eventos adversos

Muito comuns e comuns≥ 1%
Edema periférico e de tornozelos (muito comum)Cefaleia, tontura e sonolênciaPalpitações e ruborDor abdominal, náusea e dispepsiaFadiga e cãibrasDistúrbios visuais e dispneia
Incomuns0,1% a < 1%
Hipotensão e síncopeAlterações de humor, insônia e tremorZumbido, tosse e riniteAlteração do hábito intestinal e boca secaPrurido, erupção cutânea, alopecia e púrpuraMialgia, artralgia e distúrbios miccionais
Raros e muito raros< 0,1%
Hiperplasia gengivalLeucopenia e trombocitopeniaHepatite, icterícia e elevação de enzimas hepáticasPancreatite e hiperglicemiaSintomas extrapiramidais
GravesAtendimento imediato
AngioedemaInfarto agudo ou piora de angina no início do tratamentoArritmias, incluindo taquicardia ventricular e fibrilação atrialSíndrome de Stevens-Johnson e eritema multiforme

Advertências

  • Raramente, coronariopatas graves apresentaram aumento da frequência, duração ou intensidade da angina ou infarto agudo após início ou aumento de dose.
  • Na insuficiência cardíaca classe III e IV de origem não isquêmica, houve maior relato de edema pulmonar, sem aumento de mortalidade.
  • Cautela na estenose aórtica grave, pelo risco de hipotensão.
  • Na insuficiência hepática, a meia-vida se prolonga; titular lentamente.
  • Não protege contra os efeitos da suspensão abrupta de betabloqueadores; reduzir o betabloqueador gradualmente.
  • Não é adequado para crise hipertensiva, pelo início de ação lento.
  • Pode causar tontura, cefaleia e fadiga; orientar cautela ao dirigir ou operar máquinas no início do tratamento.

Técnico

Farmacologia, interações e informação regulatória.

Mecanismo de ação1 componentes

Besilato de anlodipino

Di-hidropiridina que se liga aos canais de cálcio tipo L voltagem-dependentes, inibindo o influxo transmembrana de cálcio na musculatura lisa vascular e, em menor grau, no miocárdio. O efeito predominante é a vasodilatação arteriolar periférica, com queda da resistência vascular e da pós-carga. Na angina, reduz o consumo de oxigênio miocárdico e dilata artérias e arteríolas coronárias, prevenindo o vasoespasmo. O início gradual evita taquicardia reflexa relevante, e não há efeito clínico sobre a condução sinoatrial ou atrioventricular.

Farmacocinética

Meia-vida de 35 a 50 horas

Biodisponibilidade de 64 a 80%, sem influência de alimentos, com pico plasmático em 6 a 12 horas. Volume de distribuição de cerca de 21 L/kg e ligação proteica de cerca de 97,5%. O estado de equilíbrio é atingido após 7 a 8 dias de uso.

Metabolismo hepático extenso pelo CYP3A4 em metabólitos inativos; 10% da dose é excretada inalterada e 60% como metabólitos na urina. Meia-vida de 35 a 50 horas, prolongada em idosos e na insuficiência hepática. Não é removido por hemodiálise.

F 64–80%t½ 35–50 hCYP3A4Não dialisável
Evidência clínica

Proteção cardiovascular comparável

No ALLHAT, o anlodipino teve desfechos coronarianos e mortalidade semelhantes à clortalidona e ao lisinopril, com mais insuficiência cardíaca. No ASCOT-BPLA, a estratégia anlodipino + perindopril foi superior a atenolol + tiazídico.

No ACCOMPLISH, anlodipino + benazepril reduziu eventos cardiovasculares em comparação a benazepril + hidroclorotiazida. No PRAISE, não alterou a mortalidade na insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida.

ALLHATASCOT-BPLAACCOMPLISHPRAISE

Interações medicamentosas

Inibidores potentes ou moderados do CYP3A4, como claritromicina, eritromicina, itraconazol, cetoconazol, ritonavir e outros inibidores de protease, diltiazem e verapamil, aumentam a exposição ao anlodipino e podem causar hipotensão e edema, sobretudo em idosos; monitorar e reduzir a dose se necessário. Indutores do CYP3A4, como rifampicina, carbamazepina, fenitoína e erva-de-são-joão, reduzem seu efeito. O anlodipino aumenta a exposição à sinvastatina, que deve ser limitada a 20 mg/dia, e pode elevar ciclosporina e tacrolimo, que exigem dosagem sérica. Dantroleno intravenoso associado a bloqueadores de canal de cálcio é desaconselhado pelo risco de hipercalemia e fibrilação ventricular descrito em animais. Outros anti-hipertensivos, nitratos, sildenafila e alfabloqueadores somam efeito hipotensor. Suco de toranja pode aumentar a biodisponibilidade em alguns pacientes.

Informação regulatória

SUSRENAME · Farmácia PopularO besilato de anlodipino 5 mg e 10 mg em comprimido integra o Componente Básico da Assistência Farmacêutica na RENAME, e o de 5 mg é distribuído gratuitamente pelo Programa Farmácia Popular para hipertensão. A disponibilidade nas unidades varia conforme o município.
GenéricoDisponívelHá genéricos de besilato de anlodipino de diversos laboratórios nas concentrações de 2,5 mg, 5 mg e 10 mg.
ATCC08CA01Classificação WHO ATC/DDD: bloqueadores seletivos de canal de cálcio com efeito vascular, derivados di-hidropiridínicos; anlodipino, código C08CA01. DDD de 5 mg por via oral.

Receituário

Tipo de receitaReceita simples
Número de vias1 via
RetençãoNão
ValidadeSem prazo específico de controle especial

Referências

Fontes regulatórias e clínicas utilizadas.

01
Bula profissional

Norvasc® — besilato de anlodipino

Bula para o profissional de saúde, Bulário Eletrônico da ANVISA. Indicações, posologia adulta e pediátrica, populações especiais, interações e farmacocinética.

2024
02
Bula profissional

Besilato de anlodipino — medicamento genérico

Bulas profissionais de genéricos no Bulário Eletrônico da ANVISA. Apresentações de 2,5, 5 e 10 mg e excipientes.

2024
03
Relação nacional

RENAME 2024 — Relação Nacional de Medicamentos Essenciais

Ministério da Saúde. Besilato de anlodipino 5 mg e 10 mg comprimido no Componente Básico da Assistência Farmacêutica.

2024
04
Programa público

Programa Farmácia Popular do Brasil

Ministério da Saúde. Elenco de medicamentos gratuitos para hipertensão arterial, incluindo besilato de anlodipino 5 mg.

2025
05
Diretriz brasileira

Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial

Sociedade Brasileira de Cardiologia, Sociedade Brasileira de Hipertensão e Sociedade Brasileira de Nefrologia. BCC como classe de primeira linha e combinações preferenciais.

2025
06
Diretriz internacional

2024 ESC Guidelines for the management of chronic coronary syndromes

European Society of Cardiology. Bloqueadores de canal de cálcio no tratamento antianginoso e na angina vasoespástica.

2024
07
Estudo clínico

ALLHAT Collaborative Research Group. JAMA 2002;288:2981-97

Anlodipino, lisinopril e clortalidona na prevenção de eventos cardiovasculares.

2002
08
Classificação

WHO ATC/DDD Index · C08CA01

WHO Collaborating Centre for Drug Statistics Methodology. Anlodipino entre os derivados di-hidropiridínicos; DDD de 5 mg.

2026
Revisão Astrenmed: outubro de 2026. Conteúdo de apoio à prática clínica — confirme apresentação, concentração, contraindicações e recomendações na bula profissional vigente e nos protocolos da sua instituição.
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