Astrenmed

Bulário clínico · Anti-hipertensivo

Besilato de Levanlodipino

Enantiômero S, farmacologicamente ativo, do anlodipino. Bloqueador de canal de cálcio di-hidropiridínico de dose única diária para hipertensão arterial, com eficácia equivalente ao anlodipino racêmico na metade da dose.

Via oralBCC di-hidropiridínico1x/dia2,5 mg ≈ anlodipino 5 mgReceita simples

Revisado em pela equipe Astrenmed

Atenção à equivalência de dose

Levanlodipino 2,5 mg corresponde a anlodipino racêmico 5 mg, e 5 mg corresponde a 10 mg. Na troca entre os dois, usar metade da dose do anlodipino para evitar hipotensão e edema.

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Visão geral

O essencial do perfil clínico em uma tela.

O que é o levanlodipino?

É o enantiômero S do anlodipino, responsável pela atividade de bloqueio dos canais de cálcio do racemato. Por isso, metade da dose produz o mesmo efeito anti-hipertensivo do anlodipino racêmico. Promove vasodilatação arteriolar gradual e prolongada, com redução da resistência vascular periférica sem taquicardia reflexa relevante, e é usado em dose única diária no tratamento da hipertensão arterial.

ViaOral · 1x/dia
Faixa etáriaAdultos e idosos
SUSNão incluído na RENAME
ReceitaReceita simples · sem retenção

Composição e papel de cada componente1 ativos

Besilato de levanlodipino

Enantiômero S do anlodipino, que bloqueia canais de cálcio tipo L na musculatura lisa vascular com afinidade muito superior à do enantiômero R, promovendo vasodilatação periférica.

Bloqueador de canal de cálcio

Quando usar e quando evitar

Indicações
  • Hipertensão arterial, em monoterapia.
  • Hipertensão arterial em associação com IECA, BRA, diuréticos ou betabloqueadores.
  • Substituição do anlodipino racêmico em pacientes com edema periférico incômodo, na metade da dose.
Não indicado
  • Urgência ou emergência hipertensiva, pelo início de ação lento.
  • Crianças e adolescentes, sem dados de segurança e eficácia.
  • Associação com anlodipino racêmico, por se tratar do mesmo princípio ativo.
  • Choque cardiogênico, hipotensão grave ou estenose aórtica grave.

Apresentações

Concentrações, embalagens e nomes comerciais no Brasil.

Apresentações disponíveis2 apresentações

ApresentaçãoForma farmacêuticaConcentração / composiçãoEmbalagemNomes comerciais
Levanlodipino 2,5 mgDose usualComprimido2,5 mgEmbalagens com 30, 60 ou 90 comprimidos, entre outras conforme o fabricante.
NovanloAtelopCor-SelectLeforLevamzPersur
Levanlodipino 5 mgComprimido5 mgEmbalagens com 30 comprimidos, entre outras conforme o fabricante.
NovanloAtelopCor-SelectLeforLevamzPersur
Levanlodipino 2,5 mgComprimido
Dose usual
Concentração / composição
2,5 mg
EmbalagemEmbalagens com 30, 60 ou 90 comprimidos, entre outras conforme o fabricante.
Nomes comerciais
NovanloAtelopCor-SelectLeforLevamzPersur
Levanlodipino 5 mgComprimido
Concentração / composição
5 mg
EmbalagemEmbalagens com 30 comprimidos, entre outras conforme o fabricante.
Nomes comerciais
NovanloAtelopCor-SelectLeforLevamzPersur
Atenção

Contém corante óxido de ferro amarelo

Várias marcas contêm o corante óxido de ferro amarelo, que pode causar reações alérgicas. Conferir a composição da marca dispensada.

Posologia

Dose, frequência e duração por população.

Dose2,5 mg 1x/dia

Dose usual de manutenção

Dose máxima5 mg/dia

Em tomada única

EquivalênciaMetade do racemato

2,5 mg ≈ anlodipino 5 mg

Reavaliar1 a 2 semanas

Antes de aumentar a dose

Esquemas por população3 grupos

Adulto

Via oral2 esquemas
IndicaçãoDoseFrequênciaDuraçãoObservações
Dose usual2,5 mg1x/diaUso contínuoDose inicial e de manutenção para a maioria dos hipertensos. Equivale a anlodipino racêmico 5 mg.
5 mg1x/diaUso contínuoPara controle insuficiente com 2,5 mg, após 1 a 2 semanas. Dose máxima, equivalente a anlodipino 10 mg; acima disso, associar outra classe.
Dose usual
2,5 mg1x/dia
Detalhes
DuraçãoUso contínuo
Observações

Dose inicial e de manutenção para a maioria dos hipertensos. Equivale a anlodipino racêmico 5 mg.

5 mg1x/dia
Detalhes
DuraçãoUso contínuo
Observações

Para controle insuficiente com 2,5 mg, após 1 a 2 semanas. Dose máxima, equivalente a anlodipino 10 mg; acima disso, associar outra classe.

Pediatria

Via oral1 esquema
IndicaçãoDoseFrequênciaDuraçãoObservações
Uso pediátricoNão recomendado——Não há estudos de segurança e eficácia em crianças e adolescentes.
Uso pediátrico
Não recomendado—
Detalhes
Duração—
Observações

Não há estudos de segurança e eficácia em crianças e adolescentes.

Populações especiais

Gestação e lactação

Gestação

Categoria C

Avaliar risco-benefício

Não há estudos em gestantes. Usar apenas se não houver alternativa mais segura; nifedipino de ação prolongada, metildopa e hidralazina são preferidos.

Lactação

Avaliar risco-benefício

Conforme risco-benefício

Não há dados específicos do levanlodipino; o anlodipino racêmico passa para o leite em pequena quantidade. Decidir entre manter a amamentação ou o tratamento, considerando o benefício para mãe e lactente.

Ajuste por órgão

Não há ajuste posológico específicoInsuficiência renal · Insuficiência hepática

Eliminação predominantemente por metabolismo hepático. Usar com cautela e monitorar a resposta. Usar com cautela: o metabolismo é hepático e a meia-vida tende a se prolongar. Iniciar com 2,5 mg e titular lentamente.

Outras populações

CondiçãoAjuste / DoseFrequênciaObservações
IdosoSem ajusteSem ajuste posológico específicoConforme indicaçãoSem ajuste. Atenção a hipotensão ortostática e edema; aumentar a dose com cautela.
Troca a partir do anlodipino racêmicoMetade da dose2,5 mg (se anlodipino 5 mg) ou 5 mg (se anlodipino 10 mg)1x/diaMetade da dose. Suspender o anlodipino e iniciar o levanlodipino no dia seguinte; não associar os dois.
IdosoSem ajuste
Sem ajuste posológico específico
FrequênciaConforme indicação
Observações

Sem ajuste. Atenção a hipotensão ortostática e edema; aumentar a dose com cautela.

Troca a partir do anlodipino racêmicoMetade da dose
2,5 mg (se anlodipino 5 mg) ou 5 mg (se anlodipino 10 mg)
Frequência1x/dia
Observações

Metade da dose. Suspender o anlodipino e iniciar o levanlodipino no dia seguinte; não associar os dois.

Modelos de prescrição2 modelos

Dose usual — 2,5 mgUso oralAbrir modelo
Texto da prescriçãoVocê pode alterar livremente o conteúdo antes de copiar.
Dose usual — 5 mgUso oralAbrir modelo
Texto da prescriçãoVocê pode alterar livremente o conteúdo antes de copiar.

Administração

Técnica de aplicação, vias e situações especiais.

DiluentesNão se aplicaReconstituiçãoNão requer
Via principalVia oral

Comprimido de tomada única diária, com ou sem alimentos, sempre no mesmo horário.

Técnica de aplicação5 passos

1
Mantenha horário fixo

Tomar uma vez ao dia, no mesmo horário, com um copo de água, com ou sem alimentos.

2
Engolir inteiro

Não partir, abrir ou mastigar o comprimido.

3
Confira a equivalência

Na troca a partir do anlodipino racêmico, prescrever metade da dose e não manter os dois fármacos.

4
Titule devagar

Aguardar 1 a 2 semanas antes de aumentar a dose, tempo para o efeito pleno.

5
Dose esquecida

Tomar assim que lembrar; se estiver próximo do horário seguinte, pular a dose esquecida. Não dobrar a dose.

Compatibilidade por via

ViaStatusObservações
OralVia indicadaÚnica via com apresentação comercial. Tomada única diária, com ou sem alimentos.
SNG/SNEEvitarNão há dados de administração por sonda e o comprimido não deve ser partido. Preferir anlodipino racêmico em comprimido, que pode ser triturado e disperso em água.
SublingualNão usarNão há apresentação nem dados para uso sublingual; não é opção para urgência hipertensiva.
EndovenosaNão se aplicaNão existe apresentação parenteral.
IntramuscularNão se aplicaNão existe apresentação parenteral.
SubcutâneaNão se aplicaNão existe apresentação parenteral.
RetalNão se aplicaNão há apresentação nem dados para uso retal.
Tópica/mucosasNão se aplicaNão se aplica.
OralVia indicada
Observações

Única via com apresentação comercial. Tomada única diária, com ou sem alimentos.

SNG/SNEEvitar
Observações

Não há dados de administração por sonda e o comprimido não deve ser partido. Preferir anlodipino racêmico em comprimido, que pode ser triturado e disperso em água.

SublingualNão usar
Observações

Não há apresentação nem dados para uso sublingual; não é opção para urgência hipertensiva.

EndovenosaNão se aplica
Observações

Não existe apresentação parenteral.

IntramuscularNão se aplica
Observações

Não existe apresentação parenteral.

SubcutâneaNão se aplica
Observações

Não existe apresentação parenteral.

RetalNão se aplica
Observações

Não há apresentação nem dados para uso retal.

Tópica/mucosasNão se aplica
Observações

Não se aplica.

Situações especiais

Perioperatório

Avaliar caso a caso

Como os demais bloqueadores de canal de cálcio di-hidropiridínicos, em geral pode ser mantido no perioperatório; decidir com o anestesista conforme a pressão arterial e o porte do procedimento.

Troca de fármaco

Não somar ao anlodipino

Levanlodipino e anlodipino racêmico têm o mesmo componente ativo; usar ambos equivale a dobrar a dose, com risco de hipotensão e edema.

Intoxicação

Hipotensão prolongada

Superdosagem causa vasodilatação periférica intensa e hipotensão prolongada. Carvão ativado precoce, suporte hemodinâmico, cálcio intravenoso e vasopressores; hemodiálise não é útil pela alta ligação proteica.

Cuidados

Contraindicações, monitoramento e eventos adversos.

Equivalência de dose e cuidados de classe

Prescrever metade da dose do anlodipino racêmico. Edema, cefaleia e tontura são os efeitos mais frequentes. Cautela na estenose aórtica grave, na insuficiência cardíaca e na hepatopatia.

Contraindicações2 itens

  • Hipersensibilidade ao levanlodipino, ao anlodipino ou a qualquer excipiente da formulação.
  • Hipersensibilidade a outras di-hidropiridinas.

Populações especiais

Gestação

Categoria C

Não foram realizados estudos em gestantes. Usar apenas quando o benefício superar o risco e não houver alternativa mais segura.

Lactação

Avaliar risco-benefício

Não se sabe se o levanlodipino é excretado no leite humano; o anlodipino racêmico passa em pequena quantidade. Decidir entre suspender a amamentação ou o medicamento, considerando o benefício de ambos.

Função renal

Sem ajuste

Sem ajuste posológico específico; a eliminação depende sobretudo do metabolismo hepático. Usar com cautela na disfunção renal.

Função hepática

Cautela

Metabolismo hepático extenso; na disfunção hepática, a exposição aumenta. Iniciar com 2,5 mg e titular lentamente.

Monitoramento

Sinais de melhora
  • Pressão arterial, incluindo sinais de hipotensão.
  • Edema periférico, cefaleia e rubor.
  • Angina ou piora isquêmica no início ou após aumento de dose em coronariopatia grave.
  • Sinais de congestão em pacientes com insuficiência cardíaca.
Sinais de alerta
  • Função hepática em hepatopatas ou se houver sintomas sugestivos.
  • Função renal periodicamente em pacientes com DRC.
  • Níveis de ciclosporina e tacrolimo quando associados.

Eventos adversos

Comuns1% a < 10%
Edema periférico e de tornozelosCefaleiaTonturaRubor e palpitações
Incomuns0,1% a < 1%
Fadiga e sonolênciaNáusea e dor abdominalErupção cutânea e pruridoHipotensão
Raros< 0,1%
Hiperplasia gengivalElevação de enzimas hepáticasAlterações hematológicas
GravesAtendimento imediato
Angioedema e reações de hipersensibilidade gravesHipotensão gravePiora de angina ou infarto agudo em coronariopatia obstrutiva grave

Advertências

  • Levanlodipino e anlodipino racêmico não devem ser associados; a dose do levanlodipino é metade da do racemato.
  • A vasodilatação é gradual e não há relatos de hipotensão aguda após dose oral, mas a superdosagem causa hipotensão prolongada.
  • Cautela na estenose aórtica grave, na insuficiência cardíaca e na insuficiência hepática.
  • Coronariopatas graves podem apresentar piora de angina ou infarto após início ou aumento de dose de bloqueadores de canal de cálcio.
  • Pode causar tontura; orientar cautela ao dirigir ou operar máquinas até que o paciente esteja habituado ao tratamento.

Técnico

Farmacologia, interações e informação regulatória.

Mecanismo de ação1 componentes

Besilato de levanlodipino

Enantiômero S do anlodipino, com afinidade pelos sítios di-hidropiridínicos dos canais de cálcio tipo L cerca de mil vezes maior que a do enantiômero R. Inibe o influxo de cálcio na musculatura lisa vascular, com vasodilatação arteriolar periférica e queda da resistência vascular, de início gradual e sem taquicardia reflexa relevante. A ausência do enantiômero R, que pouco contribui para o bloqueio do canal, permite dose menor com efeito anti-hipertensivo equivalente.

Farmacocinética

Absorção gradual e meia-vida longa

Absorção oral gradual, com pico plasmático em cerca de 6 a 10 horas após a dose. Ligação a proteínas plasmáticas de cerca de 93%.

Metabolismo hepático extenso, com cerca de 90% convertido em metabólitos inativos, e eliminação predominantemente renal dos metabólitos. Meia-vida longa, compatível com tomada única diária.

Pico 6–10 hLigação proteica ≈ 93%Metabolismo hepático1x/dia
Evidência clínica

Equivalência com o racemato

Ensaios clínicos compararam levanlodipino 2,5 a 5 mg com anlodipino racêmico 5 a 10 mg e mostraram redução pressórica semelhante.

Algumas análises sugerem menor incidência de edema periférico com o enantiômero S, mas a evidência de desfechos cardiovasculares deriva dos estudos com anlodipino racêmico.

2,5 mg ≈ 5 mgMenos edema sugeridoDesfechos do racematoEnantiômero S

Interações medicamentosas

Como o anlodipino racêmico, é metabolizado pelo CYP3A4: inibidores potentes ou moderados, como claritromicina, itraconazol, cetoconazol, ritonavir, diltiazem e verapamil, aumentam a exposição e podem causar hipotensão e edema, enquanto indutores como rifampicina, carbamazepina, fenitoína e erva-de-são-joão reduzem o efeito. Pode aumentar a exposição à sinvastatina, que deve ser limitada a 20 mg/dia, e elevar ciclosporina e tacrolimo, que exigem dosagem sérica. Dantroleno intravenoso associado a bloqueadores de canal de cálcio é desaconselhado. Outros anti-hipertensivos, nitratos, sildenafila e alfabloqueadores somam efeito hipotensor, e o anlodipino racêmico não deve ser associado. Suco de toranja pode aumentar a exposição.

Informação regulatória

SUSFora da RENAMEO levanlodipino não integra a RENAME nem o Programa Farmácia Popular. No SUS, o bloqueador de canal de cálcio disponível é o besilato de anlodipino racêmico.
GenéricoDisponívelHá genéricos de besilato de levanlodipino em comprimidos de 2,5 mg e 5 mg.
ATCC08CA17Classificação WHO ATC/DDD: bloqueadores seletivos de canal de cálcio com efeito vascular, derivados di-hidropiridínicos; levanlodipino, código C08CA17, sem DDD estabelecida.

Receituário

Tipo de receitaReceita simples
Número de vias1 via
RetençãoNão
ValidadeSem prazo específico de controle especial

Referências

Fontes regulatórias e clínicas utilizadas.

01
Bula profissional

Novanlo® — besilato de levanlodipino

Biolab Sanus Farmacêutica Ltda. Bula para o profissional de saúde, Bulário Eletrônico da ANVISA. Indicação, posologia, contraindicações e farmacocinética.

2024
02
Bula profissional

Besilato de levanlodipino — medicamentos similares e genéricos

Bulas profissionais de Persur, Atelop e genéricos no Bulário Eletrônico da ANVISA. Apresentações e excipientes.

2024
03
Bula profissional

Norvasc® — besilato de anlodipino

Bula para o profissional de saúde, Bulário Eletrônico da ANVISA. Interações pelo CYP3A4 e cuidados de classe das di-hidropiridinas.

2024
04
Relação nacional

RENAME 2024 — Relação Nacional de Medicamentos Essenciais

Ministério da Saúde. Bloqueadores de canal de cálcio do Componente Básico da Assistência Farmacêutica.

2024
05
Diretriz brasileira

Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial

Sociedade Brasileira de Cardiologia, Sociedade Brasileira de Hipertensão e Sociedade Brasileira de Nefrologia. BCC di-hidropiridínicos no tratamento da hipertensão.

2025
06
Diretriz internacional

2024 ESC Guidelines for the management of elevated blood pressure and hypertension

European Society of Cardiology. Bloqueadores de canal de cálcio como classe de primeira linha.

2024
07
Classificação

WHO ATC/DDD Index · C08CA17

WHO Collaborating Centre for Drug Statistics Methodology. Levanlodipino entre os derivados di-hidropiridínicos.

2026
Revisão Astrenmed: outubro de 2026. Conteúdo de apoio à prática clínica — confirme apresentação, concentração, contraindicações e recomendações na bula profissional vigente e nos protocolos da sua instituição.
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