Astrenmed

Bulário clínico · Anti-hipertensivo

Cloridrato de Hidralazina

Vasodilatador arterial direto usado por via endovenosa na crise hipertensiva da gestação e da pré-eclâmpsia, e por via oral na hipertensão arterial resistente e, associado a nitrato, na insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida.

Via oralEV · IM hospitalarVasodilatador arterial diretoCrise hipertensiva na gestaçãoRENAMEReceita simples

Revisado em pela equipe Astrenmed

Taquicardia reflexa e isquemia miocárdica

A vasodilatação arterial ativa o simpático e o sistema renina-angiotensina, com taquicardia, aumento do débito cardíaco e retenção de sódio. Pode precipitar angina e alterações isquêmicas no ECG; na doença coronariana, usar apenas associada a betabloqueador e, no uso crônico, com diurético.

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Visão geral

O essencial do perfil clínico em uma tela.

O que é a hidralazina?

É um derivado da ftalazina com efeito relaxante direto sobre a musculatura lisa das arteríolas, provavelmente por inibir a liberação de cálcio do retículo sarcoplasmático e a fosforilação da miosina. Reduz a resistência vascular periférica e a pós-carga com pouca ação sobre o leito venoso, o que preserva os reflexos posturais. Por via EV, é um dos fármacos de primeira linha para a crise hipertensiva na gestação; por via oral, é usada na hipertensão resistente e, com dinitrato de isossorbida, na insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida.

ViaOral · EV · IM
Faixa etáriaAdulto · gestante
SUSRENAME 25 mg · 50 mg · 20 mg/mL
ReceitaReceita simples · sem retenção

Composição e papel de cada componente1 ativos

Cloridrato de hidralazina

Relaxa a musculatura lisa arteriolar e reduz a pós-carga, com taquicardia reflexa e retenção de sódio como respostas compensatórias.

Vasodilatador arterial direto

Quando usar e quando evitar

Indicações
  • Crise hipertensiva na gestação, na pré-eclâmpsia grave e na eclâmpsia, por via EV.
  • Hipertensão arterial grave quando não é possível usar a via oral (solução injetável).
  • Hipertensão arterial resistente, por via oral, associada a betabloqueador e diurético.
  • Hipertensão crônica na gestação, por via oral, como agente adicional à metildopa ou ao nifedipino.
  • Insuficiência cardíaca crônica com fração de ejeção reduzida, associada a dinitrato de isossorbida.
Não indicado
  • Monoterapia crônica da hipertensão, pela taquicardia reflexa e retenção hidrossalina.
  • Dissecção de aorta, em que a taquicardia reflexa aumenta o estresse sobre a parede aórtica.
  • Síndrome coronariana aguda ou angina não controlada sem betabloqueador.
  • Lúpus eritematoso sistêmico idiopático e doenças correlatas.
  • Emergência hipertensiva que exige titulação minuto a minuto, em que nitroprussiato, nitroglicerina ou outros agentes de curta ação são preferidos.

Apresentações

Concentrações, embalagens e nomes comerciais no Brasil.

Apresentações disponíveis3 apresentações

Oral

ApresentaçãoForma farmacêuticaConcentração / composiçãoEmbalagemNomes comerciais
Cloridrato de hidralazina 25 mgRENAMEDrágea25 mgEmbalagens com 20 drágeas, entre outras conforme o fabricante.
Apresolina
Cloridrato de hidralazina 50 mgDrágea50 mgEmbalagens com 20 drágeas, entre outras conforme o fabricante.
Apresolina
Cloridrato de hidralazina 25 mgDrágea
RENAME
Concentração / composição
25 mg
EmbalagemEmbalagens com 20 drágeas, entre outras conforme o fabricante.
Nomes comerciais
Apresolina
Cloridrato de hidralazina 50 mgDrágea
Concentração / composição
50 mg
EmbalagemEmbalagens com 20 drágeas, entre outras conforme o fabricante.
Nomes comerciais
Apresolina

Injetável

ApresentaçãoForma farmacêuticaConcentração / composiçãoEmbalagemNomes comerciais
Cloridrato de hidralazina 20 mg/mLUso restrito a hospitaisSolução injetávelCloridrato de hidralazina 20 mg/mLVolume da ampola 1 mL (20 mg)Caixas com ampolas de 1 mL, conforme o fabricante. Contém propilenoglicol.
Nepresol
Cloridrato de hidralazina 20 mg/mLSolução injetável
Uso restrito a hospitais
Concentração / composição
Cloridrato de hidralazina 20 mg/mLVolume da ampola 1 mL (20 mg)
EmbalagemCaixas com ampolas de 1 mL, conforme o fabricante. Contém propilenoglicol.
Nomes comerciais
Nepresol
Atenção

Excipientes das drágeas

A Apresolina contém sacarose e glúten, não sendo recomendada a portadores de doença celíaca; a de 25 mg contém óxido de ferro amarelo e as duas concentrações contêm dióxido de titânio.

Posologia

Dose, frequência e duração por população.

Crise na gestação5 mg EV

Repetir a cada 20 min, máx. 30 mg

Crise fora da gestação5–10 mg EV lenta

Repetir em 20–30 min, máx. 40 mg

Hipertensão VO25 mg 2x/dia

Até 50–200 mg/dia

Limite VO100 mg/dia

Mulheres e acetilador desconhecido

Esquemas por população3 grupos

Adulto

Via oral5 esquemas
IndicaçãoDoseFrequênciaDuraçãoObservações
Dose usual25 mg2x/diaUso contínuoDose inicial na hipertensão, associada a betabloqueador e diurético para conter a taquicardia reflexa e a retenção hídrica.
50 mg2x/diaUso contínuoFaixa de manutenção de 50 a 200 mg/dia. Em mulheres e em acetiladores lentos ou com perfil desconhecido, não ultrapassar 100 mg/dia.
Hipertensão na gestação — via oral25 a 50 mg2 a 4x/diaAté o parto e no puerpério, conforme a pressãoAgente adicional à metildopa ou ao nifedipino de ação prolongada. Faixa usual de 50 a 200 mg/dia.
Insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida25 mg3x/dia, com dinitrato de isossorbida 20 mg 3x/diaTitular a cada 2 a 4 semanasDose-alvo de 75 mg 3x/dia com isossorbida 40 mg 3x/dia. Associação indicada em pacientes negros sintomáticos já otimizados ou com intolerância aos bloqueadores do sistema renina-angiotensina.
Insuficiência cardíaca crônica — dose plena50 a 75 mg6/6 h, ou 100 mg 2 a 3x/diaUso contínuoRetirada gradual quando indicada a suspensão, exceto em lúpus induzido ou discrasia sanguínea, que exigem interrupção imediata.
Dose usual
25 mg2x/dia
Detalhes
DuraçãoUso contínuo
Observações

Dose inicial na hipertensão, associada a betabloqueador e diurético para conter a taquicardia reflexa e a retenção hídrica.

50 mg2x/dia
Detalhes
DuraçãoUso contínuo
Observações

Faixa de manutenção de 50 a 200 mg/dia. Em mulheres e em acetiladores lentos ou com perfil desconhecido, não ultrapassar 100 mg/dia.

Hipertensão na gestação — via oral
25 a 50 mg2 a 4x/dia
Detalhes
DuraçãoAté o parto e no puerpério, conforme a pressão
Observações

Agente adicional à metildopa ou ao nifedipino de ação prolongada. Faixa usual de 50 a 200 mg/dia.

Insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida
25 mg3x/dia, com dinitrato de isossorbida 20 mg 3x/dia
Detalhes
DuraçãoTitular a cada 2 a 4 semanas
Observações

Dose-alvo de 75 mg 3x/dia com isossorbida 40 mg 3x/dia. Associação indicada em pacientes negros sintomáticos já otimizados ou com intolerância aos bloqueadores do sistema renina-angiotensina.

Insuficiência cardíaca crônica — dose plena
50 a 75 mg6/6 h, ou 100 mg 2 a 3x/dia
Detalhes
DuraçãoUso contínuo
Observações

Retirada gradual quando indicada a suspensão, exceto em lúpus induzido ou discrasia sanguínea, que exigem interrupção imediata.

Via endovenosa3 esquemas
IndicaçãoDoseFrequênciaDuraçãoObservações
Crise hipertensiva5 a 10 mgInjeção lenta; repetir após 20 a 30 minutos se necessárioAté controle pressóricoDose máxima de 40 mg. Monitorar pressão arterial e frequência cardíaca a cada 5 minutos; efeito em 10 a 20 minutos, com duração de 2 a 6 horas.
Crise hipertensiva — infusão contínua200 a 300 mcg/minInfusão contínua inicialAté resposta; manter 50 a 150 mcg/minA velocidade de manutenção é individualizada. Usar SF 0,9%; não diluir em soluções com glicose.
Crise hipertensiva na gestação e pré-eclâmpsia grave5 mgA cada 20 minutos, conforme a pressãoAté PA ≤ 150/100 mmHg e > 130/80 mmHgDose máxima de 30 mg. Associar sulfato de magnésio quando indicado. Evitar quedas bruscas, pelo risco de hipoperfusão placentária e sofrimento fetal; monitorar o feto.
Crise hipertensiva
5 a 10 mgInjeção lenta; repetir após 20 a 30 minutos se necessário
Detalhes
DuraçãoAté controle pressórico
Observações

Dose máxima de 40 mg. Monitorar pressão arterial e frequência cardíaca a cada 5 minutos; efeito em 10 a 20 minutos, com duração de 2 a 6 horas.

Crise hipertensiva — infusão contínua
200 a 300 mcg/minInfusão contínua inicial
Detalhes
DuraçãoAté resposta; manter 50 a 150 mcg/min
Observações

A velocidade de manutenção é individualizada. Usar SF 0,9%; não diluir em soluções com glicose.

Crise hipertensiva na gestação e pré-eclâmpsia grave
5 mgA cada 20 minutos, conforme a pressão
Detalhes
DuraçãoAté PA ≤ 150/100 mmHg e > 130/80 mmHg
Observações

Dose máxima de 30 mg. Associar sulfato de magnésio quando indicado. Evitar quedas bruscas, pelo risco de hipoperfusão placentária e sofrimento fetal; monitorar o feto.

Pediatria

Via oral ou endovenosa1 esquema
IndicaçãoDoseFrequênciaDuraçãoObservações
Uso pediátricoSem indicação em bula——Segurança e eficácia não estabelecidas em crianças nas apresentações brasileiras. Uso restrito a protocolos de nefrologia ou terapia intensiva pediátrica.
Uso pediátrico
Sem indicação em bula—
Detalhes
Duração—
Observações

Segurança e eficácia não estabelecidas em crianças nas apresentações brasileiras. Uso restrito a protocolos de nefrologia ou terapia intensiva pediátrica.

Populações especiais

Gestação e lactação

Gestação

Categoria C

5 mg EV a cada 20 min na crise; VO 50 a 200 mg/dia

Primeira linha na crise hipertensiva da gestação, apesar da categoria C. Evitar no primeiro trimestre quando houver alternativa. Hipotensão materna brusca pode comprometer a perfusão placentária; há relatos de trombocitopenia neonatal.

Lactação

Compatível

Dose habitual

Excretada no leite em quantidade muito pequena, sem efeitos descritos nos lactentes. Compatível com a amamentação.

Ajuste por órgão

CondiçãoAjuste / DoseFrequênciaObservações
ClCr < 30 mL/min ou creatinina > 2,5 mg/dLAjustar doseReduzir a dose ou ampliar o intervaloConforme resposta clínicaAjustar dose. A meia-vida se prolonga e a substância ativa pode acumular. Titular pela resposta pressórica, com intervalos de 8 a 16 horas na DRC avançada.
Disfunção hepáticaAjustar doseReduzir a dose ou ampliar o intervaloConforme resposta clínicaAjustar dose. Metabolismo hepático por acetilação e grande efeito de primeira passagem; a disfunção hepática aumenta a biodisponibilidade e a exposição.
ClCr < 30 mL/min ou creatinina > 2,5 mg/dLAjustar dose
Reduzir a dose ou ampliar o intervalo
FrequênciaConforme resposta clínica
Observações

Ajustar dose. A meia-vida se prolonga e a substância ativa pode acumular. Titular pela resposta pressórica, com intervalos de 8 a 16 horas na DRC avançada.

Disfunção hepáticaAjustar dose
Reduzir a dose ou ampliar o intervalo
FrequênciaConforme resposta clínica
Observações

Ajustar dose. Metabolismo hepático por acetilação e grande efeito de primeira passagem; a disfunção hepática aumenta a biodisponibilidade e a exposição.

Outras populações

CondiçãoAjuste / DoseFrequênciaObservações
IdosoDose inicial menor25 mg1 a 2x/diaDose inicial menor. Pela função renal reduzida e maior risco de hipotensão e isquemia, iniciar com dose baixa e titular lentamente.
Acetiladores lentos e mulheresDose máxima menorAté 100 mg/diaEm 2 a 4 tomadasDose máxima menor. Maior risco de síndrome lúpus-símile. Se 100 mg/dia não forem suficientes, avaliar o perfil acetilador antes de aumentar.
IdosoDose inicial menor
25 mg
Frequência1 a 2x/dia
Observações

Dose inicial menor. Pela função renal reduzida e maior risco de hipotensão e isquemia, iniciar com dose baixa e titular lentamente.

Acetiladores lentos e mulheresDose máxima menor
Até 100 mg/dia
FrequênciaEm 2 a 4 tomadas
Observações

Dose máxima menor. Maior risco de síndrome lúpus-símile. Se 100 mg/dia não forem suficientes, avaliar o perfil acetilador antes de aumentar.

Modelos de prescrição2 modelos

Dose usual — 25 mg 2x/diaUso oralAbrir modelo
Texto da prescriçãoVocê pode alterar livremente o conteúdo antes de copiar.
Dose usual — 50 mg 2x/diaUso oralAbrir modelo
Texto da prescriçãoVocê pode alterar livremente o conteúdo antes de copiar.

Administração

Técnica de aplicação, vias e situações especiais.

DiluentesSF 0,9% · Água para injetáveis (bolus)ReconstituiçãoNão requer
Via principalVia oral · Via endovenosa

Drágeas para uso crônico, de preferência sempre na mesma relação com as refeições. A solução injetável é diluída e aplicada em injeção EV lenta ou infusão, com monitorização da pressão a cada 5 minutos.

Técnica de aplicação6 passos

1
Confirme a indicação

Na gestante com PA ≥ 160/110 mmHg, tratar em até 30 a 60 minutos; associar sulfato de magnésio se houver pré-eclâmpsia com sinais de gravidade.

2
Dilua a ampola

Diluir 1 ampola (20 mg) em SF 0,9% ou água para injetáveis conforme a concentração desejada. Não usar soluções com glicose, que degradam a hidralazina.

3
Injete lentamente

Aplicar a dose EV de forma lenta, em 1 a 2 minutos, e aguardar 20 minutos antes de repetir, pois o pico de efeito ocorre em 10 a 20 minutos.

4
Monitore a cada 5 minutos

Aferir pressão arterial e frequência cardíaca a cada 5 minutos durante o uso EV e manter vigilância do bem-estar fetal na gestante.

5
Evite quedas bruscas

Reduzir a pressão de forma gradual; hipotensão abrupta pode causar isquemia cerebral, miocárdica ou placentária. Ter cristaloide disponível para correção.

6
Via oral contínua

No uso crônico, tomar em horários regulares, sempre com ou sempre sem alimentos, pois a comida aumenta a biodisponibilidade. Não partir as drágeas.

Diluições e preparo3 preparos

Bolus 1 mg/mL — protocolo obstétrico

Crise hipertensiva na gestação e pré-eclâmpsia grave

1 mg/mL

1 ampola (20 mg/1 mL) + 19 mL de água para injetáveis ou SF 0,9%

  1. Aspirar 1 mL da ampola de 20 mg/mL.
  2. Completar com 19 mL de água para injetáveis ou SF 0,9% em seringa de 20 mL.
  3. Identificar a seringa: 1 mg/mL.
  4. Administrar 5 mL (5 mg) EV lenta e repetir a cada 20 minutos conforme a pressão.
Volume final20 mL
DiluenteÁgua para injetáveis ou SF 0,9%
Tempo / modoEV lenta, em 1 a 2 minutos
EstabilidadeUso imediato após o preparo

Dose máxima acumulada de 30 mg na gestante. Se não houver controle, trocar de agente conforme o protocolo.

Bolus 1 mg/mL — protocolo obstétricoCrise hipertensiva na gestação e pré-eclâmpsia grave1 mg/mL

1 ampola (20 mg/1 mL) + 19 mL de água para injetáveis ou SF 0,9%

  1. Aspirar 1 mL da ampola de 20 mg/mL.
  2. Completar com 19 mL de água para injetáveis ou SF 0,9% em seringa de 20 mL.
  3. Identificar a seringa: 1 mg/mL.
  4. Administrar 5 mL (5 mg) EV lenta e repetir a cada 20 minutos conforme a pressão.
Volume final20 mL
DiluenteÁgua para injetáveis ou SF 0,9%
Tempo / modoEV lenta, em 1 a 2 minutos
EstabilidadeUso imediato após o preparo

Dose máxima acumulada de 30 mg na gestante. Se não houver controle, trocar de agente conforme o protocolo.

Bolus 2 mg/mL

Crise hipertensiva fora da gestação

2 mg/mL

1 ampola (20 mg/1 mL) + 9 mL de SF 0,9% ou água para injetáveis

  1. Aspirar 1 mL da ampola de 20 mg/mL.
  2. Completar com 9 mL de SF 0,9% ou água para injetáveis em seringa de 10 mL.
  3. Administrar 2,5 a 5 mL (5 a 10 mg) EV lenta.
Volume final10 mL
DiluenteSF 0,9% ou água para injetáveis
Tempo / modoEV lenta; repetir após 20 a 30 minutos
EstabilidadeUso imediato após o preparo

Dose máxima de 40 mg.

Bolus 2 mg/mLCrise hipertensiva fora da gestação2 mg/mL

1 ampola (20 mg/1 mL) + 9 mL de SF 0,9% ou água para injetáveis

  1. Aspirar 1 mL da ampola de 20 mg/mL.
  2. Completar com 9 mL de SF 0,9% ou água para injetáveis em seringa de 10 mL.
  3. Administrar 2,5 a 5 mL (5 a 10 mg) EV lenta.
Volume final10 mL
DiluenteSF 0,9% ou água para injetáveis
Tempo / modoEV lenta; repetir após 20 a 30 minutos
EstabilidadeUso imediato após o preparo

Dose máxima de 40 mg.

Infusão contínua 0,4 mg/mL

Hipertensão grave que exige controle contínuo

0,4 mg/mL (400 mcg/mL)

1 ampola (20 mg/1 mL) + 49 mL de SF 0,9%

  1. Aspirar 1 mL da ampola de 20 mg/mL.
  2. Adicionar a 49 mL de SF 0,9% em seringa de 50 mL para bomba.
  3. Iniciar 200 a 300 mcg/min (30 a 45 mL/h).
  4. Na manutenção, 50 a 150 mcg/min (7,5 a 22,5 mL/h), titulando pela pressão.
Volume final50 mL
DiluenteSF 0,9%
Tempo / modoInfusão contínua em bomba
EstabilidadePreparar imediatamente antes do uso

Incompatível com soluções de glicose. Não misturar com outros fármacos na mesma solução.

Infusão contínua 0,4 mg/mLHipertensão grave que exige controle contínuo0,4 mg/mL (400 mcg/mL)

1 ampola (20 mg/1 mL) + 49 mL de SF 0,9%

  1. Aspirar 1 mL da ampola de 20 mg/mL.
  2. Adicionar a 49 mL de SF 0,9% em seringa de 50 mL para bomba.
  3. Iniciar 200 a 300 mcg/min (30 a 45 mL/h).
  4. Na manutenção, 50 a 150 mcg/min (7,5 a 22,5 mL/h), titulando pela pressão.
Volume final50 mL
DiluenteSF 0,9%
Tempo / modoInfusão contínua em bomba
EstabilidadePreparar imediatamente antes do uso

Incompatível com soluções de glicose. Não misturar com outros fármacos na mesma solução.

Compatibilidade por via

ViaStatusObservações
OralVia indicadaDrágeas para uso crônico. Não partir nem mastigar.
SNG/SNEPermitidoTriturar a drágea e dispersar em 10 mL de água filtrada. Administrar 1 hora antes ou 2 horas depois da dieta e lavar a sonda antes e depois.
SublingualNão usarSem apresentação ou dados para uso sublingual.
EndovenosaUso hospitalarSolução de 20 mg/mL diluída em SF 0,9% ou água para injetáveis, em injeção lenta ou infusão contínua, com monitorização a cada 5 minutos.
IntramuscularAlternativaPossível quando não há acesso venoso, com 10 a 20 mg IM; início mais lento e menos previsível que a via EV.
SubcutâneaNão se aplicaVia não prevista para a solução injetável.
RetalNão se aplicaNão há apresentação nem dados para uso retal.
Tópica/mucosasNão se aplicaNão se aplica.
OralVia indicada
Observações

Drágeas para uso crônico. Não partir nem mastigar.

SNG/SNEPermitido
Observações

Triturar a drágea e dispersar em 10 mL de água filtrada. Administrar 1 hora antes ou 2 horas depois da dieta e lavar a sonda antes e depois.

SublingualNão usar
Observações

Sem apresentação ou dados para uso sublingual.

EndovenosaUso hospitalar
Observações

Solução de 20 mg/mL diluída em SF 0,9% ou água para injetáveis, em injeção lenta ou infusão contínua, com monitorização a cada 5 minutos.

IntramuscularAlternativa
Observações

Possível quando não há acesso venoso, com 10 a 20 mg IM; início mais lento e menos previsível que a via EV.

SubcutâneaNão se aplica
Observações

Via não prevista para a solução injetável.

RetalNão se aplica
Observações

Não há apresentação nem dados para uso retal.

Tópica/mucosasNão se aplica
Observações

Não se aplica.

Situações especiais

Gestante

Meta pressórica gradual

Na crise hipertensiva, objetivar PA entre 130–150/80–100 mmHg. Quedas abruptas, especialmente após nifedipino ou com depleção de volume, podem causar bradicardia fetal.

Perioperatório

Coordenar com a anestesia

Pode haver hipotensão durante procedimentos. Não usar adrenalina para tratá-la, pois intensifica a taquicardia da hidralazina; preferir volume e vasopressor alfa-adrenérgico.

Doença coronariana

Iniciar betabloqueador antes

Em coronariopatas, iniciar o betabloqueador alguns dias antes da hidralazina para bloquear a taquicardia reflexa e evitar angina.

Uso prolongado

FAN e urina semestrais

Solicitar FAN, exame de urina e hemograma a cada 6 meses. Neuropatia periférica responde à suplementação de piridoxina ou à suspensão.

Cuidados

Contraindicações, monitoramento e eventos adversos.

Taquicardia reflexa, isquemia e lúpus induzido

Associar betabloqueador e diurético no uso crônico, usar a menor dose eficaz, limitar a 100 mg/dia em mulheres e acetiladores lentos e suspender ao primeiro sinal de síndrome lúpus-símile ou discrasia sanguínea.

Contraindicações7 itens

  • Hipersensibilidade à hidralazina, à di-hidralazina ou a qualquer componente da formulação.
  • Lúpus eritematoso sistêmico idiopático e doenças correlatas.
  • Taquicardia grave e insuficiência cardíaca com alto débito, como na tireotoxicose.
  • Aneurisma dissecante da aorta.
  • Insuficiência miocárdica por obstrução mecânica, como estenose aórtica ou mitral e pericardite constritiva.
  • Insuficiência ventricular direita isolada por hipertensão pulmonar.
  • Valvopatia mitral reumática, infarto do miocárdio recente e porfiria (solução injetável).

Populações especiais

Gestação

Categoria C

Atravessa a placenta. Apesar da categoria, é primeira linha na crise hipertensiva da gestação pela longa experiência clínica. Evitar quedas bruscas da pressão; evitar no primeiro trimestre quando houver alternativa.

Lactação

Compatível

Excretada no leite em quantidade mínima, sem efeitos adversos descritos nos lactentes. Pode ser mantida durante a amamentação.

Função renal

Ajustar dose

Com ClCr < 30 mL/min ou creatinina > 2,5 mg/dL, reduzir a dose ou aumentar o intervalo conforme a resposta, para evitar acúmulo.

Função hepática

Ajustar dose

Na disfunção hepática, reduzir a dose ou aumentar o intervalo conforme a resposta, pela maior biodisponibilidade.

Monitoramento

Sinais de melhora
  • Pressão arterial e frequência cardíaca a cada 5 minutos durante o uso EV.
  • Vitalidade fetal durante o tratamento da crise hipertensiva na gestante.
  • Angina, palpitações e sinais de retenção hídrica no uso oral.
  • Artralgia, febre, serosite e exantema sugestivos de lúpus induzido.
Sinais de alerta
  • FAN e exame de urina a cada 6 meses no uso prolongado.
  • Hemograma completo periodicamente.
  • Função renal antes de iniciar e periodicamente.
  • Sintomas de neuropatia periférica.

Eventos adversos

Muito comuns e comuns≥ 1%
CefaleiaTaquicardia e palpitaçõesRubor facialAngina e alterações isquêmicas do ECGNáusea, vômito, diarreia e anorexiaArtralgia, mialgia e edema articular
Incomuns0,1% a < 1%
FAN positivo e síndrome lúpus-símileEdema e retenção de sódioHipotensãoCongestão nasal e lacrimejamentoProteinúria e hematúria
Raros< 0,1%
Neuropatia periférica e parestesiasHepatite e icterícia colestáticaAnemia, leucopenia e púrpuraGlomerulonefriteDepressão, ansiedade e alucinações
GravesAtendimento imediato
Infarto agudo do miocárdio e angina graveVasculite sistêmica associada a ANCAAgranulocitoseHipotensão grave com sofrimento fetal

Advertências

  • A estimulação cardíaca pode provocar ou agravar angina; em coronariopatas, usar somente com betabloqueador iniciado alguns dias antes.
  • O uso prolongado, especialmente acima de 100 mg/dia, pode causar síndrome lúpus-símile, mais frequente em mulheres e acetiladores lentos; suspender imediatamente aos primeiros sinais.
  • Pode induzir vasculite sistêmica, inclusive com glomerulonefrite.
  • Cautela na doença arterial coronariana e na doença cerebrovascular aguda.
  • Na suspensão em insuficiência cardíaca, retirar gradualmente, exceto em lúpus induzido ou discrasia sanguínea.
  • Neuropatia periférica pode ocorrer por efeito antipiridoxina; tratar com piridoxina.
  • Interromper o tratamento se surgirem queda de hemoglobina, leucopenia, agranulocitose ou púrpura.
  • Causa tontura e hipotensão; orientar cautela ao dirigir ou operar máquinas.

Técnico

Farmacologia, interações e informação regulatória.

Mecanismo de ação1 componentes

Cloridrato de hidralazina

Vasodilatador direto que atua principalmente nas arteríolas, inibindo a liberação de cálcio do retículo sarcoplasmático mediada por IP3 e a fosforilação da miosina na musculatura lisa arterial; também pode estimular a via do óxido nítrico e abrir canais de potássio. Reduz a resistência vascular periférica e a pós-carga, com pouca ação venosa. A queda da pressão desencadeia taquicardia reflexa, aumento do débito cardíaco e ativação do sistema renina-angiotensina-aldosterona. Na insuficiência cardíaca, combinada ao dinitrato de isossorbida, reduz pós e pré-carga e pode limitar a tolerância ao nitrato por efeito antioxidante.

Farmacocinética

Acetilação define a exposição

Absorção oral rápida e quase completa, com grande efeito de primeira passagem; a biodisponibilidade é de 26% a 50% e maior em acetiladores lentos e com alimentos. Volume de distribuição de 1,5 L/kg, afinidade pela parede arterial e ligação a proteínas de 88% a 90%.

Metabolizada no fígado por N-acetiltransferase 2, hidroxilação e conjugação; a hidrazona do ácido pirúvico é o principal metabólito plasmático. Meia-vida de 2 a 4 horas, com efeito hipotensor de 2 a 6 horas após dose EV e mais prolongado por via oral. Eliminação urinária, quase toda como metabólitos.

F 26–50%NAT2t½ 2–4 hEfeito EV em 10–20 min
Evidência clínica

Gestação e insuficiência cardíaca

Na crise hipertensiva da gestação, hidralazina EV, labetalol EV e nifedipino oral têm eficácia semelhante para reduzir a pressão; protocolos brasileiros usam hidralazina como primeira escolha pela disponibilidade.

No estudo A-HeFT, a associação de hidralazina e dinitrato de isossorbida reduziu mortalidade e hospitalização em pacientes autodeclarados negros com insuficiência cardíaca classe III–IV já em terapia otimizada.

A-HeFTV-HeFT IPré-eclâmpsia graveHipertensão resistente

Interações medicamentosas

Outros anti-hipertensivos, vasodilatadores, diuréticos, nitratos, antidepressivos tricíclicos, antipsicóticos, álcool e anestésicos potencializam a hipotensão; a administração de hidralazina EV logo após diazóxido ou nifedipino oral pode provocar queda acentuada da pressão. Betabloqueadores são associados de propósito para conter a taquicardia reflexa, e a hidralazina aumenta a biodisponibilidade de propranolol e metoprolol por reduzir o efeito de primeira passagem. Adrenalina e outros simpatomiméticos beta intensificam a taquicardia e não devem ser usados para tratar hipotensão em pacientes em uso de hidralazina. AINEs e corticosteroides reduzem o efeito anti-hipertensivo por retenção de sódio. Inibidores da MAO podem potencializar a hipotensão.

Informação regulatória

SUSRENAMEO cloridrato de hidralazina integra a RENAME nas apresentações de comprimido de 25 mg e 50 mg e de solução injetável de 20 mg/mL, esta de uso hospitalar e essencial nos protocolos obstétricos. A disponibilidade nas unidades varia conforme o município.
GenéricoInjetávelHá genéricos da solução injetável de 20 mg/mL para uso hospitalar. A forma oral é comercializada principalmente pela marca de referência.
ATCC02DB02Classificação WHO ATC/DDD: derivados da hidrazinoftalazina; hidralazina, código C02DB02. DDD de 0,1 g por via oral ou parenteral.

Receituário

Tipo de receitaReceita simples
Número de vias1 via
RetençãoNão
ValidadeSem prazo específico de controle especial

Referências

Fontes regulatórias e clínicas utilizadas.

01
Bula profissional

Apresolina® — cloridrato de hidralazina drágeas

Novartis Biociências. Bula para o profissional de saúde, Bulário Eletrônico da ANVISA. Posologia na hipertensão e na insuficiência cardíaca, acetilação, lúpus induzido e ajuste renal e hepático.

2019
02
Bula profissional

Nepresol® — cloridrato de hidralazina solução injetável 20 mg/mL

Cristália Produtos Químicos Farmacêuticos. Bula para o profissional de saúde, Bulário Eletrônico da ANVISA. Doses EV, diluição, velocidade de infusão e contraindicações.

2023
03
Relação nacional

RENAME 2024 — Relação Nacional de Medicamentos Essenciais

Ministério da Saúde. Cloridrato de hidralazina comprimidos de 25 mg e 50 mg e solução injetável de 20 mg/mL.

2024
04
Documento oficial

Manual de Gestação de Alto Risco

Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção Primária à Saúde. Tratamento da crise hipertensiva na gestação com hidralazina EV, diluição e dose máxima.

2022
05
Diretriz brasileira

Pré-eclâmpsia nos seus diversos aspectos — Protocolo FEBRASGO

Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia. Anti-hipertensivos na crise hipertensiva e metas pressóricas na gestação.

2021
06
Diretriz brasileira

Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial

Sociedade Brasileira de Cardiologia, Sociedade Brasileira de Hipertensão e Sociedade Brasileira de Nefrologia. Vasodilatadores diretos na hipertensão resistente e nas emergências hipertensivas.

2025
07
Diretriz brasileira

Diretriz Brasileira de Insuficiência Cardíaca Crônica e Aguda

Sociedade Brasileira de Cardiologia. Associação de hidralazina e nitrato na insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida e doses-alvo.

2018
08
Classificação

WHO ATC/DDD Index · C02DB02

WHO Collaborating Centre for Drug Statistics Methodology. Classificação da hidralazina entre os derivados da hidrazinoftalazina.

2026
Revisão Astrenmed: outubro de 2026. Conteúdo de apoio à prática clínica — confirme apresentação, concentração, contraindicações e recomendações na bula profissional vigente e nos protocolos da sua instituição.
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