A evolução ambulatorial
A evolução ambulatorial registra, em ordem cronológica, o estado clínico do paciente, o que mudou desde o último atendimento, os dados objetivos relevantes, a impressão diagnóstica e as condutas. No ambulatório, o registro é mais dirigido aos problemas ativos, ao acompanhamento longitudinal e ao planejamento dos próximos passos.
Na primeira consulta, o prontuário precisa de uma admissão suficientemente completa para contextualizar o caso. Nos retornos, o foco passa à evolução dos problemas, à resposta ao tratamento, às novas queixas e aos resultados de exames e pareceres do intervalo.
O registro deve permitir que outro profissional entenda o raciocínio e dê continuidade ao cuidado. Cada atendimento leva data, hora, identificação do paciente e do profissional (Res. CFM 1.638/2002), com assinatura e CRM — ou assinatura eletrônica qualificada no prontuário eletrônico (Res. CFM 2.299/2021; Lei 13.787/2018).
Primeira consulta
Identificação, queixa principal, história, antecedentes, exame físico, hipóteses, exames ou pareceres e plano inicial.
Retorno
O que mudou: melhora, piora ou estabilidade, novas queixas, adesão, resposta ao tratamento, eventos adversos e resultados.
SOAP
Subjetivo, Objetivo, Avaliação e Plano — texto conciso e rastreável. No PEC e-SUS APS, o atendimento já é estruturado em SOAP.
