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Internação Eletiva na Atenção Primária (Rio de Janeiro)

Fluxo para solicitar, a partir da Atenção Primária do município do Rio, internação hospitalar programada para pacientes estáveis que não precisam de transferência imediata — com gerador da justificativa clínica.

Internação programadaRegulação hospitalarMunicípio do Rio de JaneiroGerador de justificativa
7 min de leitura Atualizado em outubro de 2026

O que é a internação eletiva

A internação eletiva é a solicitação de vaga hospitalar para paciente com indicação de internação que não precisa de transferência imediata nem de internação no mesmo dia. O acesso é organizado pela regulação, e o paciente segue acompanhado pela Atenção Primária enquanto aguarda.

No município do Rio de Janeiro, as solicitações de internação eletiva feitas pelas Clínicas da Família e Centros Municipais de Saúde — por exemplo, para investigação clínica — entram no fluxo da regulação hospitalar. A descrição clínica precisa justificar por que o paciente precisa do hospital e por que o caso pode aguardar.

Esse fluxo não substitui o encaminhamento de urgência: se o quadro exige recurso hospitalar imediato, remoção no mesmo dia ou há risco de deterioração, use o fluxo de urgência (Vaga Zero/SAMU).

Sem necessidade imediataIndicação clínicaSeguimento pela APS

Indicação hospitalar

Investigação, tratamento ou cuidado que exige ambiente hospitalar, sem caráter de urgência.

Justificativa clínica

Informação suficiente para o regulador entender a condição atual e o motivo da internação.

Acompanhamento

Enquanto aguarda, o caso segue acompanhado e a solicitação é atualizada quando o quadro muda.

Quando o fluxo eletivo faz sentido

Paciente com indicação de internação, clinicamente estável e sem necessidade de transferência imediata ou no mesmo dia.

Quando não usar

Urgência ou emergência, instabilidade clínica ou necessidade de acesso hospitalar imediato não aguardam regulação eletiva.

Gerar justificativa da internação eletiva

Monta o texto clínico para colar na solicitação de internação no sistema de regulação. Não leva nome do paciente nem assinatura.

Privacidade: o documento é montado no seu navegador. Nenhum dado é enviado ao servidor. Os dados do paciente nunca são salvos; os seus (médico) só ficam neste navegador se você deixar marcada a opção "Lembrar".

  • Paciente instável, com risco de deterioração ou que precisa de recurso hospitalar no mesmo dia não deve aguardar fluxo eletivo: acione a Vaga Zero/urgência ou o SAMU 192.
  • Atualize a solicitação sempre que o quadro mudar enquanto a vaga não sai.
PacienteNão é salvo em lugar nenhum.
Sexo
Dados do documento
Objetivo da internação *
Necessidades especiais na internação

Campos em destaque ainda não foram preenchidos. Revise o texto antes de assinar: o documento é de responsabilidade de quem o emite.

Como solicitar

A solicitação é feita por profissional habilitado no fluxo municipal de regulação e vinculado à unidade (cadastro e perfis de acesso dependem do vínculo no CNES). O pedido entra no módulo de internação do sistema de regulação indicado pela SMS-Rio para o tipo de leito, conforme o fluxo vigente.

  1. Confirme a indicação

    O paciente precisa mesmo de cuidado hospitalar? O quadro permite aguardar a regulação sem transferência imediata?

  2. Acesse o fluxo de regulação

    Use o acesso institucional da unidade ao módulo de internação, com perfil profissional vinculado ao serviço.

  3. Descreva o caso

    História, evolução, sinais vitais, exame físico, exames, hipóteses, tratamentos já feitos e a justificativa objetiva da internação. Use a aba Gerar documento.

  4. Mantenha o contato atualizado

    A unidade precisa conseguir localizar o paciente quando a vaga for liberada.

  5. Acompanhe a solicitação

    Consulte o andamento e atualize a evolução clínica sempre que houver mudança relevante.

Quadro clínico

Sintomas, tempo de evolução, gravidade e repercussão funcional.

Exame físico

Sinais vitais e achados positivos e negativos que orientem a regulação.

Investigação

Exames laboratoriais e de imagem já realizados, com data.

Objetivo

O motivo específico pelo qual o paciente precisa de internação.

Solicitação incompleta dificulta a regulação

Evite descrições genéricas como "necessita internação" sem contexto. A justificativa deve mostrar por que o cuidado hospitalar é necessário e por que o caso pode seguir o fluxo eletivo.

Enquanto aguarda a vaga

A solicitação não encerra a responsabilidade da Atenção Primária: o paciente continua acompanhado conforme sua condição clínica e a capacidade de seguimento da unidade.

Durante a espera

  • Consultar regularmente o andamento da solicitação.
  • Manter contato e acompanhamento clínico do paciente.
  • Atualizar alterações relevantes do quadro.
  • Registrar no prontuário condutas e orientações.
  • Reavaliar se o caso continua adequado ao fluxo eletivo.
  • Orientar paciente e família sobre sinais de alarme.

Se o quadro mudar

  • Reavaliar o paciente clinicamente.
  • Identificar sinais de instabilidade ou necessidade de cuidado imediato.
  • Não manter em fila eletiva um caso que passou a exigir atenção urgente.
  • Acionar o fluxo de urgência (Vaga Zero/SAMU) quando indicado.
  • Atualizar o prontuário e a solicitação.

Internação eletiva x Vaga Zero

CaracterísticaInternação eletivaVaga Zero / urgência
Tempo para acesso hospitalarPode aguardar a regulação.Acesso imediato ou no mesmo dia.
Condição clínicaEstável, com indicação hospitalar não urgente.Urgência, emergência, instabilidade ou necessidade de recurso indisponível na APS.
ObjetivoInternação programada para investigação, tratamento ou cuidado hospitalar.Remoção e acesso hospitalar urgente.
Conduta enquanto aguardaAcompanhamento clínico e atualização do quadro.Estabilização e suporte até a transferência.
Vaga Zero não é fluxo de internação eletiva

A Vaga Zero é para urgências e emergências que exigem acesso hospitalar imediato. Se o paciente piorar enquanto aguarda uma vaga eletiva, reavalie e direcione ao fluxo de urgência.

Fluxos podem mudar

Sistemas, perfis de acesso e canais institucionais mudam com frequência. Siga as orientações vigentes da SMS-Rio e da coordenação de regulação da sua Área Programática (CAP). A nova Política Nacional de Regulação em Saúde do SUS (Portaria GM/MS nº 9.262/2025) também deve levar a ajustes locais.

Referências bibliográficas

Referências sobre regulação hospitalar e o papel da Atenção Primária no município do Rio de Janeiro.

  1. 1
    Documento oficial2022
    RIO DE JANEIRO (Município). Secretaria Municipal de Saúde. Manual de Regulação Ambulatorial: diretrizes para a coordenação do cuidado. Rio de Janeiro: SMS-Rio, 2022.
  2. 2
    Documento oficial2016
    RIO DE JANEIRO (Município). Secretaria Municipal de Saúde. SISREG – Protocolo para o Regulador: referência rápida de critérios clínicos para o regulador. Rio de Janeiro: SMS-Rio, 2016.
  3. 3
    Documento oficial
    RIO DE JANEIRO (Município). Secretaria Municipal de Saúde. Transparência do SUS Carioca – Portal de Transparência SISREG. Rio de Janeiro: Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro.
  4. 4
    Documento oficial2026
    RIO DE JANEIRO (Município). Secretaria Municipal de Saúde. Relatório Anual de Gestão 2025 – SUBPAV. Rio de Janeiro: Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, 2026.
  5. 5
    Documento oficial2023
    RIO DE JANEIRO (Estado). Secretaria de Estado de Saúde. Complexo Regulador. Entendendo a regulação assistencial no estado e município do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro: SES-RJ, 2023.
  6. 6
    Norma2025
    BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria GM/MS nº 9.262, de 30 de dezembro de 2025. Institui a Política Nacional de Regulação em Saúde do SUS (PNR-SUS). Diário Oficial da União, 31 dez. 2025.

Aviso

Fluxo específico da rede municipal do Rio de Janeiro. Outros municípios e estados usam sistemas, critérios e canais diferentes. A decisão sobre a necessidade e o caráter da internação deve se basear na avaliação clínica atual.

Finalidade educacional

Conteúdo educacional. Adapte à avaliação clínica, à legislação vigente, às normas do CFM/CRM e aos fluxos do seu serviço e município. Confira sempre a versão atual das normas citadas.

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