Reconheça o achado
Compare a foto com o esquema. O detalhe que fecha o diagnóstico é a origem dos fios no colarete — o anel em zigue-zague a cerca de 1,5 mm da margem pupilar —, e não na própria margem, como nas sinéquias.
Figura 1. Filamentos finos e pigmentados que cruzam a pupila, presos nas duas pontas ao colarete. A pupila reage normalmente à luz e à dilatação.
- 1OrigemColarete (MPP) × margem pupilar (sinéquia posterior).
- 2ExtensãoPoucos fios soltos × rede densa ou lâmina cobrindo a pupila.
- 3InserçõesSó na íris, também no cristalino (pontos pigmentados) ou na córnea.
- 4Eixo visualMeça a maior abertura livre; abaixo de 1,5 mm, risco de ambliopia.
Figura 2. Esquema: no feto, uma rede vascular (túnica vascular do cristalino) cobre a frente do cristalino e é nutrida por vasos da íris. Ela regride no fim da gestação; o que sobra é a membrana pupilar persistente.
Tipo 1 — íris-íris
Fios presos só à íris, cruzando a pupila. A forma mais comum.
Tipo 2 — íris-cristalino
Fios aderidos à cápsula anterior; pontos pigmentados ("pegadas de galinha") e às vezes catarata polar anterior.
Tipo 3 — íris-córnea
Fios até o endotélio, com opacidade corneana local; lembra disgenesias do segmento anterior.
