Reconheça o achado
Os êmbolos param onde o vaso se estreita: nas bifurcações das arteríolas. A cor, o brilho e a forma dizem de que são feitos — e, com isso, de onde vieram.
Figura 1. Placa de Hollenhorst: êmbolo de colesterol amarelo-dourado e brilhante numa bifurcação arteriolar, mais largo que a coluna de sangue.
- 1LocalizaçãoSiga as arteríolas a partir do disco e examine cada bifurcação.
- 2Cor e brilhoAmarelo refringente (colesterol), branco-acinzentado opaco (fibrina-plaquetas) ou branco calcário (cálcio).
- 3Fluxo distalRetina branca e edemaciada além do êmbolo = oclusão arterial aguda.
- 4QuantidadeMúltiplos êmbolos, em mais de um ramo, sugerem fonte ativa.
Figura 2. Do coração e da carótida até a retina: a artéria oftálmica é o primeiro ramo da carótida interna, e a artéria central da retina é seu ramo terminal.
Colesterol
Placa de Hollenhorst: amarela, refringente, pequena; vem de ateroma ulcerado da carótida ou do arco aórtico. Raramente obstrui por completo.
Fibrinoplaquetário
Branco-acinzentado, alongado, às vezes móvel; vem de trombo sobre placa carotídea ou do coração. Causa amaurose fugaz.
Cálcio
Branco, opaco, maior, perto do disco; vem de valvas cardíacas calcificadas. Costuma causar oclusão completa.
