Reconheça o achado
Compare a fotografia com o esquema. Uma fratura entre a órbita e o seio cria uma passagem; quando a pressão no nariz sobe (assoar, espirrar, Valsalva), o ar é empurrado para dentro da órbita e das pálpebras — e às vezes não consegue voltar.
Figura 1. Enfisema orbitário e palpebral: edema súbito, macio, com crepitação à palpação, após assoar o nariz. Avalie a tensão da órbita, a visão e a pupila.
- 1HistóriaTrauma facial recente e edema que surgiu de repente ao assoar o nariz, espirrar ou tossir.
- 2PalpaçãoCrepitação ("estalinhos" ou sensação de bolhas) nas pálpebras e na face.
- 3TensãoPálpebras tensas e globo resistente à retropulsão sugerem ar sob pressão.
- 4FunçãoAcuidade, DPAR e PIO: baixa visual muda tudo.
Figura 2. Esquema em corte coronal: fratura da lâmina papirácea ou do assoalho comunicando o seio com a órbita; o ar entra quando a pressão nasal sobe e pode ficar preso por um retalho de tecido que funciona como válvula.
Palpebral
Ar só no subcutâneo das pálpebras; benigno.
Orbitário
Ar na gordura orbitária; proptose leve, diplopia.
Sob tensão
Mecanismo valvular: pressão alta, risco ao nervo óptico.
