Reconheça a célula
No HE, a célula de Bergmann é só um núcleo na fileira das células de Purkinje: as fibras radiais ficam invisíveis no neurópilo da camada molecular. Para vê-las inteiras é preciso GFAP ou impregnação argêntica — é o que o esquema mostra.
Figura 1. Córtex cerebelar, HE, 400x. Entre os pericários grandes das células de Purkinje, núcleos menores, ovais e claros de células de Bergmann; acima, camada molecular pálida; abaixo, camada granulosa densa.
- 1Ache a camada de PurkinjeLinha de células grandes em frasco entre a molecular (rosa-pálida) e a granulosa (roxa).
- 2Procure os núcleos menoresAo lado e entre as Purkinje: núcleos ovais, claros, sem nucléolo grande e sem citoplasma visível.
- 3Siga para cimaNa camada molecular as fibras não aparecem no HE; às vezes se nota uma estriação radial tênue.
- 4SuperfícieOs pés terminais formam a glia limitante sob a pia-máter.
Figura 2. Esquema de uma folha cerebelar com células de Bergmann (corpo na camada de Purkinje, fibras radiais e pés terminais na pia) e, no desenvolvimento, neurônios granulares migrando ao longo das fibras.
Trilho de migração
No cerebelo em formação, os neurônios granulares descem da camada granulosa externa pela fibra de Bergmann até a camada granulosa interna.
Envolve sinapses
Lamelas finas embainham as sinapses das fibras paralelas com as espinhas dendríticas das Purkinje e captam glutamato.
Glia limitante
Pés terminais sob a pia formam a membrana limitante glial superficial, sobre uma lâmina basal.