Reconheça a lesão
Na pele, a esclerodermia troca um conjuntivo com anexos e gordura por um bloco de colágeno denso. Compare a espessura da derme e o que sobrou ao redor das glândulas.
Figura 1. Pele na esclerose sistêmica, HE, 40x: derme muito espessada por feixes colágenos grossos, homogêneos e paralelos à superfície; anexos pilossebáceos ausentes e glândulas écrinas aprisionadas no colágeno, sem o coxim de gordura habitual.
- 1Derme espessada por colágeno denso, homogêneo e hialinizado
- 2Feixes colágenos paralelos à epiderme, avançando sobre o subcutâneo
- 3Atrofia ou perda de folículos pilosos e glândulas sebáceas
- 4Glândulas écrinas aprisionadas no colágeno, sem gordura ao redor
- 5Infiltrado linfocitário perivascular na fase inicial
- 6Arteríolas com íntima espessada e luz reduzida
A derme é um conjuntivo com duas camadas: a papilar, frouxa, e a reticular, densa não modelada. Fibroblastos produzem colágeno (sobretudo tipo I) e matriz; vasos, anexos e o tecido adiposo do subcutâneo completam o órgão. Na esclerodermia, fibroblastos ativados expandem a derme reticular até englobar anexos e gordura.