Reconheça o achado
A órbita é um cone ósseo. O globo fica para trás quando o continente cresce (parede fraturada ou abaulada para o seio) ou quando o conteúdo diminui ou se retrai (gordura atrofiada, tecido fibroso). A pista mais visível costuma ser o sulco palpebral superior profundo.
Figura 1. Enoftalmia unilateral: o olho afetado parece menor e "afundado", com sulco palpebral superior mais profundo e fenda palpebral mais estreita. O olho normal pode parecer proptótico por comparação.
- 1De frenteSulco palpebral superior profundo, fenda palpebral menor, pseudoptose, globo mais baixo (hipoglobo)?
- 2De cima ou de baixoVista superior ou "worm’s eye view" (de baixo para cima, cabeça inclinada para trás): compare a projeção das duas córneas.
- 3MedirHertel: assimetria ≥ 2 mm entre os olhos é significativa.
- 4ContextoTrauma, colírio para glaucoma, câncer de mama, sinusite, muda com Valsalva?
Figura 2. Esquema em corte coronal e sagital: o assoalho orbitário fraturado (ou abaulado para um seio maxilar colapsado) aumenta o volume da órbita, e o globo afunda para trás e para baixo.
Órbita maior
Fratura do assoalho ou da parede medial; síndrome do seio silencioso.
Conteúdo menor
Atrofia de gordura: idade, prostaglandinas, radioterapia, lipodistrofia, Parry-Romberg.
Retração
Tecido fibroso puxa o globo: metástase cirrótica de mama, fibrose pós-trauma ou pós-inflamatória.
