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Relatório de Alta Hospitalar

Como organizar o resumo ou sumário de alta: motivo da internação, evolução, procedimentos, resultados relevantes, condição na alta e orientações para a continuidade do cuidado.

Sumário de altaContinuidade do cuidadoRegistro clínicoGerador incluído
8 min de leitura Atualizado em outubro de 2026

O que é o relatório de alta

O relatório de alta — também chamado resumo ou sumário de alta — é o relatório clínico elaborado pelo médico quando o paciente está pronto para deixar o hospital (Res. CFM 2.381/2024). Ele sintetiza a internação e organiza o plano de continuidade do cuidado.

A alta é ato médico. Os demais profissionais participam com seus próprios registros e orientações, dentro de suas competências, para uma transição segura. No SUS, o conteúdo segue o modelo de informação nacional do Sumário de Alta (Res. CIT 33/2018), usado na RNDS.

Um bom relatório não é uma lista de diagnósticos e exames: permite que outro profissional entenda por que o paciente internou, o que aconteceu, como ele está na saída e o que precisa ser feito depois.

Resume a internaçãoFavorece a transição do cuidadoOrganiza o plano pós-alta

Por que internou?

Motivo da admissão, contexto e principais problemas.

O que foi descoberto?

Diagnósticos firmados ou suspeitos e resultados que mudaram a conduta.

O que foi feito?

Tratamentos, procedimentos e intercorrências relevantes.

O que fazer agora?

Medicações, cuidados, retornos, pendências e sinais de alerta.

Objetivo prático

O relatório funciona como ponte entre a internação e o seguimento ambulatorial ou domiciliar, reduzindo perda de informação e erros de medicação na transição.

Gerar relatório de alta hospitalar

Preencha os blocos do sumário de alta; campos opcionais vazios não aparecem no documento.

Privacidade: o documento é montado no seu navegador. Nenhum dado é enviado ao servidor. Os dados do paciente nunca são salvos; os seus (médico) só ficam neste navegador se você deixar marcada a opção "Lembrar".

  • A alta é ato médico: o sumário é elaborado pelo médico responsável. Confira os dados antes de entregar e mantenha cópia no prontuário.
  • Seja sintético: resuma o que mudou diagnóstico, tratamento ou seguimento, e deixe as pendências explícitas.
PacienteNão é salvo em lugar nenhum.
Exigido pela Res. CFM 2.381/2024, quando houver.
Dados do documento
Sem a autorização marcada, o CID não aparece no documento. No sumário entregue ao paciente, o CID só entra com a concordância dele.
Médico(a)Pode ser lembrado neste navegador.
Aparece no topo do documento.
A Res. CFM 2.381/2024 exige contato e endereço profissional (ou residencial) em todo documento médico.

Campos em destaque ainda não foram preenchidos. Revise o texto antes de assinar: o documento é de responsabilidade de quem o emite.

Informações que devem constar

A apresentação varia conforme a instituição, mas o relatório deve permitir identificar o paciente, compreender a internação e executar o plano após a alta.

Não copie o prontuário

Seja sintético e clinicamente útil. Priorize os resultados que mudaram diagnóstico, tratamento ou seguimento.

Deixe as pendências explícitas

Resultados aguardados e procedimentos futuros precisam de responsável e prazo definidos.

Modelo de estrutura

Relatório de alta — para imprimir ou copiar

Relatório de alta hospitalar

Identificação

Instituição/setor: instituição
Paciente: nome CPF: CPF Nascimento: data Prontuário: nº
Internação: data Alta: data Tipo de alta: tipo
Alergias: alergias

Motivo da internação

Diagnósticos de alta e comorbidades relevantes

Resumo da evolução


Procedimentos e tratamentos realizados

Resultados de exames relevantes

Condição clínica na alta

Medicações de alta


Mudanças em relação ao uso prévio:

Orientações e cuidados após a alta

Retornos, encaminhamentos e pendências

Sinais de alerta

cidade, data.

Assinatura e carimboNome do(a) médico(a) — CRM/UF

Ajuste às normas do hospital. Para preencher na tela, use a aba Gerar documento.

SBAR para construir a narrativa

Uma narrativa curta evita relatórios desorganizados. O SBAR não substitui os campos obrigatórios, mas transforma informações dispersas em uma sequência lógica.

S
Situação

O que aconteceu, por que internou e o que prolongou ou modificou a internação.

B
Background

Antecedentes, comorbidades e eventos prévios relevantes.

A
Avaliação

Evolução, resposta ao tratamento, condição atual e exames pertinentes.

R
Recomendações

Medicações, cuidados, retornos, exames, procedimentos futuros e restrições.

O que melhora e o que evitar

O que melhora

  • Relacionar motivo da internação, investigação e diagnóstico final.
  • Registrar intercorrências que mudaram a evolução.
  • Interpretar exames em vez de transcrevê-los.
  • Destacar as mudanças de medicação (reconciliação na alta).
  • Dizer exatamente o que deve ocorrer depois da alta e em que prazo.
  • Separar condutas concluídas de pendências.

O que evitar

  • Texto longo sem hierarquia clínica.
  • Copiar evoluções diárias inteiras.
  • Listar exames sem indicar o que foi relevante.
  • Prescrições sem dose, frequência ou duração.
  • “Retornar se necessário” quando há seguimento definido.
  • Omitir resultados pendentes ou o responsável por eles.
Pense em quem recebe o paciente

A equipe da atenção primária ou do ambulatório deve entender o episódio e saber quais ações manter, iniciar ou revisar. Entregue uma via ao paciente e, quando houver, envie a contrarreferência pelo sistema da rede.

Sigilo e guarda

O relatório contém dados sensíveis (LGPD, Lei 13.709/2018). Mantenha cópia no prontuário, guardado por no mínimo 20 anos a partir do último registro (Lei 13.787/2018). O paciente tem direito de acesso ao prontuário e a cópia (Código de Ética Médica, art. 88).

Referências bibliográficas

Normas sobre documentos médicos, alta hospitalar e continuidade do cuidado.

  1. 1
    Norma2024
    CONSELHO FEDERAL DE MEDICINA. Resolução CFM nº 2.381, de 20 de junho de 2024. Normatiza a emissão de documentos médicos (inclui o resumo ou sumário de alta). Diário Oficial da União, 2024.
  2. 2
    Norma2016
    CONSELHO FEDERAL DE MEDICINA. Resolução CFM nº 2.056/2013 (com alterações das Resoluções CFM nº 2.073/2014 e 2.153/2016). Critérios mínimos de funcionamento dos serviços médicos; admissão, continuidade terapêutica e alta. Diário Oficial da União, 2013.
  3. 3
    Norma2002
    CONSELHO FEDERAL DE MEDICINA. Resolução CFM nº 1.638/2002. Define prontuário médico e torna obrigatória a Comissão de Revisão de Prontuários. Brasília: CFM, 2002.
  4. 4
    Norma2019
    CONSELHO FEDERAL DE MEDICINA. Resolução CFM nº 2.217/2018 (Código de Ética Médica), modificada pelas Resoluções CFM nº 2.222/2018 e 2.226/2019. Brasília: CFM, 2019.
  5. 5
    Norma2018
    BRASIL. Comissão Intergestores Tripartite. Resolução CIT nº 33/2018 (republicada). Institui os modelos de informação do Sumário de Alta e do Registro de Atendimento Clínico.
  6. 6
    Norma2018
    BRASIL. Lei nº 13.787, de 27 de dezembro de 2018. Digitalização e guarda do prontuário do paciente. Brasília: Presidência da República, 2018.
  7. 7
    Norma2018
    BRASIL. Lei nº 13.709, de 14 de agosto de 2018. Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais. Brasília: Presidência da República, 2018.
  8. 8
    Documento oficial2009
    CONSELHO REGIONAL DE MEDICINA DO ESTADO DA BAHIA. Parecer Cremeb nº 40/2009. Relatório ou informativo de alta hospitalar. Salvador: Cremeb, 2009.

Aviso

O documento médico deve ser emitido após avaliação do paciente, refletir apenas o que foi constatado, respeitar o sigilo profissional e ser registrado no prontuário.

Finalidade educacional

Conteúdo educacional. Adapte à avaliação clínica, à legislação vigente, às normas do CFM/CRM e aos fluxos do seu serviço e município. Confira sempre a versão atual das normas citadas.

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