Reconheça o achado
Na catarata nuclear a opacidade fica no centro do cristalino, atrás de um córtex ainda transparente. O que muda é a cor (amarelo → âmbar → castanho) e a opalescência (dispersão de luz) do núcleo.
Figura 1. Lâmpada de fenda com feixe estreito oblíquo (corte óptico) e pupila dilatada: o núcleo aparece amarelo-acastanhado e mais denso que o córtex, que forma uma faixa clara à frente e atrás dele.
- 1Corte ópticoFeixe fino a 30–45°: identifique cápsula, córtex anterior, núcleo e córtex posterior.
- 2Cor do núcleoAmarelo-claro, âmbar, castanho (brunescente) ou quase preto (nigra).
- 3OpalescênciaQuanto o núcleo espalha a luz — "brilho leitoso" que esconde o córtex posterior.
- 4Reflexo vermelhoCostuma ser homogêneo, só mais escuro; sem as cunhas da cortical nem a mancha central da subcapsular.
Figura 2. Esquema em corte do cristalino: o núcleo (fibras mais antigas, no centro) torna-se denso e pigmentado, enquanto córtex e cápsula ainda são claros.
Fibras mais antigas
O cristalino cresce a vida toda por camadas; as fibras do núcleo não são renovadas e se compactam.
Oxidação
Proteínas (cristalinas) oxidam e se agregam; pigmentos amarelo-castanhos se acumulam.
Índice de refração
O núcleo mais denso refrata mais: desvio miópico ("miopia de índice").
