Reconheça o achado
As cunhas seguem o trajeto das fibras corticais, que correm do equador para os polos. Por isso a base fica na periferia e o ápice aponta para o centro — e a pupila precisa estar dilatada para vê-las.
Figura 1. Retroiluminação com pupila dilatada: cunhas escuras radiais na periferia, mais densas no setor inferonasal, com o centro ainda livre.
- 1RetroiluminaçãoAs opacidades aparecem como sombras contra o reflexo vermelho; em iluminação direta, como raios branco-acinzentados.
- 2DistribuiçãoBase no equador, ápice para o centro; predomínio inferior/inferonasal é comum.
- 3Eixo visualObserve se alguma cunha já cruza o centro da pupila não dilatada — é o que gera sintoma.
- 4Sinais precocesVacúolos (pontos redondos) e fendas de água (linhas claras radiais) antecedem as cunhas.
Figura 2. Esquema: vista frontal com as cunhas acompanhando as fibras e corte sagital com a opacidade no córtex, envolvendo o núcleo ainda claro.
Água e íons
Perda do equilíbrio iônico das fibras (entrada de sódio e cálcio) leva à hiper-hidratação.
Separação de fibras
Vacúolos e fendas surgem entre as fibras; depois, rupturas que viram cunhas opacas.
Dispersão irregular
Cada cunha desvia a luz de um jeito: ofuscamento e imagens múltiplas.
