Reconheça o achado
O coloboma ocular segue sempre a mesma "rua": o trajeto da fissura embrionária, de baixo e por dentro (inferonasal). Na esclera, aparece como área fina, azulada e abaulada nesse setor — visível por fora quando é anterior, ou como escavação posterior no ultrassom e na RM quando acompanha colobomas de coroide e nervo óptico.
Figura 1. Coloboma de íris inferonasal (pupila em "buraco de fechadura") com área de esclera fina e azulada no mesmo setor. Procure sempre os colobomas associados.
- 1SetorInferonasal, alinhado com a fissura embrionária.
- 2ÍrisPupila em buraco de fechadura (coloboma de íris) no mesmo meridiano.
- 3Tamanho do olhoMicroftalmia associada? Compare diâmetro corneano e comprimento axial.
- 4FundoÁrea branca de esclera nua (coloboma de coroide/retina) e disco óptico.
Figura 2. Embriologia: o cálice óptico fecha a fissura de baixo em direção às extremidades; onde não fecha, retina, coroide, íris, esclera e nervo óptico ficam defeituosos.
5ª–7ª semana
A fissura óptica (coroide) fecha; falha nesse fechamento gera coloboma.
Camadas
Sem retina pigmentada para induzi-las, coroide e esclera se formam finas.
Extensão
Do nervo óptico à íris, completo ou em segmentos isolados.
