Reconheça o achado
Na diálise, a borda anterior da rotura é a própria ora serrata — não há retina à frente dela. A borda posterior, lisa e sem retalho, continua presa ao gel vítreo, que costuma estar ainda formado (paciente jovem, sem DPV).
Figura 1. Diálise na periferia temporal inferior com descolamento raso de retina. Observe a borda posterior da rotura acompanhando a curva da ora, a retina descolada transparente e a linha de demarcação pigmentada, sinal de cronicidade.
- 1LocalizaçãoTemporal inferior (forma espontânea do jovem) ou nasal superior (muito sugestiva de trauma).
- 2FormaDefeito circunferencial, paralelo à ora, de uma a várias horas de relógio, sem retalho tracionado.
- 3Retina descoladaDescolamento raso, que pode ser convexo e com pouca mobilidade; cistos intrarretinianos sugerem longa evolução.
- 4Linhas de demarcaçãoFaixas pigmentadas paralelas à ora marcam "paradas" do descolamento ao longo de meses.
Figura 2. Esquema da periferia: a retina se solta exatamente no ponto em que termina, na ora serrata. O vítreo permanece aderido à borda posterior, e por isso a rotura não se enrola como numa rotura gigante.
Ora serrata
Transição entre a retina e o epitélio não pigmentado da pars plana; ponto de inserção mais fraco da retina.
Base vítrea
Faixa de adesão vítrea muito firme que cavalga a ora; no trauma ela pode ser arrancada.
Vítreo formado
No jovem, o gel tampona a rotura: o líquido passa devagar e o descolamento evolui lentamente.
