Reconheça a coloração
Num esfregaço bem corado, cada célula tem uma "assinatura" de cor. O segredo é o efeito Romanowsky: a cromatina fica púrpura — uma cor que nenhum dos corantes dá sozinho.
Figura 1. Esfregaço de sangue periférico, Leishman, 1000x (imersão). Hemácias róseas com halo central claro, um neutrófilo segmentado, um linfócito pequeno e plaquetas violáceas.
- 1HemáciasRosa-alaranjadas, com palidez central de cerca de um terço do diâmetro.
- 2NúcleosPúrpura; segmentado (neutrófilo), bilobado (eosinófilo), redondo e denso (linfócito), reniforme (monócito).
- 3GrânulosLilases finos (neutrófilo), laranja-avermelhados grossos (eosinófilo), azul-escuros que cobrem o núcleo (basófilo).
- 4PlaquetasPequenos fragmentos violáceos e granulosos, entre as hemácias.
Figura 2. Os corantes de Romanowsky e onde cada um se liga.
Azur B / azul de metileno
Corantes básicos (catiônicos): ligam-se a DNA, RNA e grânulos ácidos — azul a púrpura.
Eosina
Corante ácido (aniônico): hemoglobina e grânulos básicos do eosinófilo — rosa a laranja.
Efeito Romanowsky
Azur B + eosina juntos na cromatina dão o púrpura característico.