Reconheça o tecido
A rede reticular é fina demais para o HE: as fibras se confundem com o citoplasma das células. A impregnação argêntica resolve o problema — as fibras ficam pretas e as células aparecem como "buracos" claros nas malhas.
Figura 1. Linfonodo, impregnação argêntica (Gomori), 400x. Fibras reticulares finas, pretas e ramificadas formando malhas; linfócitos alojados nos espaços, com núcleos levemente corados pelo contracorante.
- 1Cor das fibrasPretas e finas: reticulares (argirófilas). Fibras grossas marrom-douradas são colágeno tipo I.
- 2ArranjoMalha tridimensional, ramificada, que se anastomosa como uma rede de pesca.
- 3Nas malhasCélulas livres: linfócitos, macrófagos, células hematopoéticas.
- 4Onde se adensaAo redor de vasos, na cápsula e nas trabéculas, e sob epitélios e endotélios.
Figura 2. Esquema do estroma reticular: células reticulares estreladas abraçando fibras reticulares, com células livres nos espaços.
Fibras reticulares
Fibrilas finas de colágeno tipo III, muito glicosiladas — por isso argirófilas e PAS positivas.
Células reticulares
Fibroblastos especializados, estrelados, que produzem as fibras e as envolvem com seus prolongamentos.
Células livres
Linfócitos, plasmócitos, macrófagos e precursores do sangue ocupam as malhas.