Reconheça a lesão
A lesão da esclerose múltipla é a placa: área de substância branca sem mielina, de bordas nítidas, quase sempre em torno de uma pequena veia.
Figura 1. Placa de esclerose múltipla na substância branca periventricular, corada para mielina (Luxol fast blue com PAS ou HE): a substância branca normal é azul; a placa é pálida, bem delimitada e centrada em uma vênula com manguito de linfócitos.
- 1Placa pálida, bem delimitada, nas colorações para mielina
- 2Centro perivenular (dedos de Dawson na RM)
- 3Macrófagos espumosos com restos de mielina (placa ativa)
- 4Manguitos perivasculares de linfócitos T e B
- 5Axônios relativamente preservados na impregnação argêntica
- 6Gliose astrocitária e perda de oligodendrócitos (placa inativa)
No SNC a mielina é feita pelos oligodendrócitos: cada um envia prolongamentos que envolvem segmentos de vários axônios, formando internódulos separados por nódulos de Ranvier. A mielina permite a condução saltatória. Sem ela, a condução fica lenta ou bloqueada — origem dos sintomas. No sistema nervoso periférico quem mieliniza é a célula de Schwann, que a doença não ataca.