Reconheça a lesão
O infarto cerebral recente é um campo de tecido pálido e vacuolado, com neurônios vermelhos retraídos; com os dias, os macrófagos espumosos tomam conta e o tecido se desfaz.
Figura 1. Infarto cerebral recente (cerca de 24–48 h), HE, 200x: neurônios encolhidos de citoplasma intensamente eosinofílico e núcleo picnótico, neurópilo vacuolado pelo edema e neutrófilos chegando pela borda. À direita, córtex preservado com neurônios de núcleo vesiculoso e nucléolo visível.
- 1Neurônios vermelhos: citoplasma hipereosinofílico, núcleo picnótico, perda dos corpúsculos de Nissl (12–24 h)
- 2Edema e vacuolização do neurópilo; palidez da coloração
- 3Infiltrado de neutrófilos a partir das bordas (1–2 dias)
- 4Macrófagos espumosos (células gitter) cheios de restos de mielina (dias a semanas)
- 5Astrócitos reativos (gemistocíticos) e neovascularização na periferia (a partir de cerca de 1 semana)
- 6Cavidade cística delimitada por gliose (meses)
O território arterial define o infarto: a oclusão da artéria cerebral média lesa a face lateral do hemisfério; a de uma artéria lenticuloestriada produz um infarto lacunar profundo. No centro, o núcleo isquêmico morre logo; em volta, a penumbra ainda pode ser salva pela reperfusão.