Reconheça a lesão
O espaço subaracnóideo normal é quase vazio, só com líquor, trabéculas delicadas e vasos. Na meningite bacteriana ele fica distendido por neutrófilos e fibrina.
Figura 1. Leptomeningite aguda purulenta, HE, 100x: espaço subaracnóideo distendido por denso infiltrado de neutrófilos e fibrina, envolvendo vasos leptomeníngeos congestos; abaixo, o córtex cerebral com a pia-máter ainda reconhecível.
- 1Espaço subaracnóideo distendido por neutrófilos e fibrina
- 2Vasos leptomeníngeos dilatados e congestos
- 3Cocos ou bacilos no exsudato (Gram)
- 4Extensão do pus pelos espaços perivasculares (Virchow-Robin)
- 5Vasculite e tromboflebite de veias corticais nos casos graves
- 6Ventriculite e exsudato no plexo coroide; fibrose meníngea tardia
As meninges são três: a dura-máter, de conjuntivo denso; a aracnoide, membrana avascular de onde partem trabéculas; e a pia-máter, colada à superfície do encéfalo. Entre aracnoide e pia fica o espaço subaracnóideo, com líquor e as artérias e veias da superfície — é aí que o pus se acumula.