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Atlas de Histologia • Lâminas de Órgãos

Tonsila Faríngea

Adenoide • pharyngeal tonsil, adenoids

Tonsila ímpar do teto e da parede posterior da nasofaringe: tecido linfoide com folículos sob um epitélio pseudoestratificado cilíndrico ciliado, organizado em pregas em vez de criptas profundas. Hipertrofiada na infância, é a famosa "adenoide".

Tipo
Órgão linfoide secundário (MALT)
Onde está
Teto e parede posterior da nasofaringe
Pista na lâmina (HE)
Folículos sob epitélio ciliado
Função
Vigilância do ar inspirado
8–10 min de leitura Atualizado em outubro de 2026

Reconheça a lâmina

A tonsila faríngea é a única tonsila coberta por epitélio respiratório. Na lâmina, folículos linfoides ficam logo abaixo de um epitélio com cílios e caliciformes, dobrado em pregas rasas.

Lâmina histológica

Figura 1. Tonsila faríngea, HE, 100x. Superfície pregueada revestida por epitélio pseudoestratificado cilíndrico ciliado; abaixo, tecido linfoide difuso e folículos com centros germinativos; no fundo, glândulas seromucosas e tecido conjuntivo.

Roteiro de observação
  1. 1
    Olhe o epitélioNúcleos em vários níveis, cílios no ápice e caliciformes: epitélio respiratório.
  2. 2
    Procure pregasA superfície forma dobras rasas; não há criptas profundas e ramificadas.
  3. 3
    Ache os folículosNódulos com centro germinativo claro logo abaixo do epitélio, que costuma estar infiltrado por linfócitos.
  4. 4
    Vá ao fundoCápsula fina e incompleta; glândulas seromucosas e conjuntivo abaixo dela.

Em 30 segundos

O essencial de visão geral

  1. É ímpar e mediana, no teto e na parede posterior da nasofaringe.
  2. É a única tonsila revestida por epitélio pseudoestratificado cilíndrico ciliado com caliciformes.
  3. Tem pregas e não criptas profundas; a cápsula é fina e incompleta.
  4. Cresce na infância e involui a partir da adolescência; hipertrofiada, obstrui a nasofaringe.

O que é a tonsila faríngea

As tonsilas são agregados de tecido linfoide parcialmente encapsulados, situados sob o epitélio da entrada das vias aéreas e digestiva. Juntas formam o anel linfático de Waldeyer: tonsila faríngea, tonsilas tubárias, palatinas e lingual.

A tonsila faríngea fica no ponto onde o ar inspirado bate na parede posterior da nasofaringe. Seus folículos produzem principalmente linfócitos B e plasmócitos de IgA, IgG e IgM em resposta aos antígenos inalados.

As tonsilas lado a lado

Em prova, as tonsilas se distinguem por três dados: o epitélio, o tipo de invaginação e a cápsula.

TonsilaEpitélioInvaginaçõesCápsula
FaríngeaPseudoestratificado ciliado (ilhas pavimentosas)Pregas rasasFina, incompleta
PalatinaEstratificado pavimentoso não queratinizadoCriptas profundas e ramificadasBem definida na face profunda
LingualEstratificado pavimentoso não queratinizadoCripta única e rasa por unidadeMal definida; glândulas e músculo esquelético abaixo

Com a idade, a tonsila faríngea pode ganhar áreas de epitélio estratificado pavimentoso por metaplasia.

A tonsila faríngea em quatro imagens

Roteiro: epitélio primeiro, folículos depois, e por fim o que está abaixo da cápsula.

Panorâmica

HE, 40x. Superfície ondulada em pregas e massa de tecido linfoide com vários folículos. Na base, faixa de conjuntivo e glândulas. Compare com a tonsila palatina, cujas criptas penetram fundo no órgão.

HE40xPregas

Epitélio respiratório infiltrado

HE, 400x. Epitélio pseudoestratificado cilíndrico com cílios e caliciformes, invadido por linfócitos (núcleos pequenos e redondos entre as células epiteliais). Onde a infiltração é intensa, a membrana basal fica pouco nítida.

HE400xCílios

Folículo com centro germinativo

HE, 100x. Folículo secundário com centro germinativo claro e coroa de linfócitos pequenos, logo abaixo do epitélio. Entre os folículos, tecido linfoide difuso com vênulas de endotélio alto.

HE100xFolículo

Glândulas seromucosas profundas

HE, 100–200x. Sob a cápsula delgada, ácinos mucosos (claros, núcleo achatado na base) e serosos (basófilos, núcleo redondo). Ductos atravessam a tonsila e se abrem na superfície.

HEGlândulasCápsula

Tecido linfoide com folículos + epitélio respiratório na superfície = tonsila faríngea. Todo o resto da lâmina só confirma.

Aumento a aumento

  1. 40x — a forma

    Massa basófila de tecido linfoide com superfície pregueada, sem criptas profundas.

  2. 100x — os folículos

    Folículos com centros germinativos alinhados sob o epitélio; tecido linfoide difuso entre eles.

  3. 400x — o epitélio

    Núcleos em alturas diferentes, cílios no ápice, caliciformes. Procure áreas sem infiltração para enxergar bem.

  4. 100x — a base

    Cápsula fina e incompleta; glândulas seromucosas e conjuntivo abaixo.

Pegadinhas

Um fragmento com ilhas de epitélio estratificado pavimentoso ainda pode ser tonsila faríngea (metaplasia), desde que haja epitélio ciliado em outro ponto. Epitélio respiratório com cartilagem e sem folículos é traqueia ou brônquio. Folículos com criptas profundas e epitélio pavimentoso são tonsila palatina.

Descrição-modelo para a prova prática

Modelo de descrição

Corte histológico corado por HE de órgão linfoide parcialmente encapsulado. Superfície pregueada, revestida por epitélio pseudoestratificado cilíndrico ciliado com células caliciformes, infiltrado por linfócitos. Subjacente, tecido linfoide difuso e nodular, com folículos secundários dotados de centros germinativos. Cápsula conjuntiva delgada e incompleta na face profunda, sob a qual se observam glândulas seromucosas. Ausência de criptas profundas. Diagnóstico: tonsila faríngea.

O dado decisivo é o epitélio ciliado; escreva isso logo na segunda frase.

Tecido linfoide sob epitélio: qual órgão?

Folículo linfoide não define o órgão. Olhe o epitélio, as invaginações e o que existe na profundidade.

EstruturaAchado-chaveComo diferenciar
Achado-chaveEpitélio estratificado pavimentoso e criptas profundas
Como diferenciarCriptas ramificadas com debris; cápsula espessa na face profunda.
Achado-chaveCápsula completa e seios
Como diferenciarSem epitélio de superfície; seio subcapsular, paracórtex e medula.
Achado-chaveEpitélio cilíndrico simples e vilosidades
Como diferenciarParede intestinal com muscular da mucosa e muscular externa.
Achado-chaveEpitélio respiratório com cartilagem hialina
Como diferenciarAnel de cartilagem e glândulas submucosas; tecido linfoide escasso, sem folículos agrupados.
Achado-chaveEpitélio respiratório com plexos venosos
Como diferenciarLâmina própria com grandes seios venosos e osso das conchas; linfoide apenas difuso.

A tonsila faríngea cresce na primeira infância, quando a exposição a antígenos é intensa. Volumosa, ela ocupa a nasofaringe e obstrui a passagem de ar e o óstio da tuba auditiva.

Hipertrofia adenoideana

A obstrução nasal crônica leva à respiração bucal e ao ronco. Com o tempo, pode alterar o crescimento facial ("fácies adenoideana": face alongada, boca entreaberta, palato ogival). A compressão do óstio da tuba auditiva favorece otite média com efusão.

Apneia obstrutiva do sono

Hipertrofia de adenoides e tonsilas palatinas é a causa mais comum na criança.

Otite média com efusão

Obstrução e reservatório de bactérias junto à tuba auditiva.

Rinossinusite recorrente

Estase de secreção e colonização bacteriana na nasofaringe.

Adenoidectomia

Indicada em obstrução ou infecções de repetição; muitas vezes junto da amigdalectomia.

Adenoide = tonsila faríngea: epitélio respiratório + folículos na histologia; respiração bucal, ronco e otite na clínica infantil.

Massa de nasofaringe no adulto

Não é adenoide até prova em contrário

A tonsila faríngea involui na adolescência. Massa na nasofaringe do adulto, sobretudo com otite serosa unilateral ou linfonodo cervical, exige biópsia para excluir carcinoma de nasofaringe (associado ao vírus Epstein-Barr) e linfoma.

Referências bibliográficas

  1. 1
    Livro-texto2023
    Junqueira LC, Carneiro J. Histologia Básica: texto e atlas. 14. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan; 2023.
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    Gartner LP. Tratado de Histologia. 5. ed. Rio de Janeiro: Elsevier; 2022.
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    Livro-texto2014
    Young B, O’Dowd G, Woodford P. Wheater Histologia Funcional: texto e atlas em cores. 6. ed. Rio de Janeiro: Elsevier; 2014.
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    Livro-texto2021
    Kumar V, Abbas AK, Aster JC. Robbins & Cotran Patologia: bases patológicas das doenças. 10. ed. Rio de Janeiro: Elsevier; 2021.

Fontes das imagens

As imagens deste atlas têm finalidade educacional e foram produzidas a partir de lâminas histológicas reais e de representações didáticas.

Parte delas pode ter sido editada ou aprimorada digitalmente para destacar as estruturas e os achados descritos no texto.

Aviso importante

Material educacional. Não substitui o laudo anatomopatológico, a avaliação clínica, os protocolos institucionais nem a consulta às bulas.

Atlas Astrenmed de Histologia • Conteúdo para educação médica. O diagnóstico e a conduta dependem da avaliação clínica individual.
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