Reconheça o achado
Compare a fotografia com o esquema. No ápice, um espaço de poucos milímetros reúne o canal óptico e a fissura orbital superior. Uma lesão pequena ali produz um quadro grande: o olho perde a visão e os movimentos ao mesmo tempo — muitas vezes com pouca proptose.
Figura 1. Ptose e oftalmoplegia de um olho com baixa visual e DPAR. A ausência de grande proptose não tranquiliza: lesões apicais pequenas comprimem nervos sem empurrar o globo.
- 1VisãoAcuidade, cores, campo visual: neuropatia óptica.
- 2PupilaDPAR (nervo óptico) somado a midríase (III).
- 3Motilidade e pálpebraOftalmoplegia (III, IV, VI) e ptose.
- 4SensibilidadeFronte e córnea (V1).
Figura 2. Esquema do ápice orbitário: canal óptico (nervo óptico e artéria oftálmica) e fissura orbital superior (III, IV, VI, V1, veia oftálmica superior) lado a lado, separados pelo pilar óptico.
Fissura orbital superior
III, IV, VI, V1 — visão preservada.
Ápice orbitário
Fissura + nervo óptico (II).
Seio cavernoso
III, IV, VI, V1 ± V2 e Horner; pode ser bilateral.
