Reconheça a lesão
Duas proteínas mal dobradas contam a história: β-amiloide se acumula entre os neurônios (placas) e tau se agrega dentro deles (emaranhados).
Figura 1. Córtex cerebral na doença de Alzheimer em impregnação argêntica (Bielschowsky): placa neurítica com núcleo amiloide central e coroa de neuritos distróficos; ao lado, neurônios piramidais com emaranhados neurofibrilares escuros em forma de chama.
- 1Placas neuríticas: núcleo de amiloide com neuritos distróficos ao redor
- 2Placas difusas, sem neuritos (também em idosos sem demência)
- 3Emaranhados neurofibrilares em chama nos neurônios piramidais
- 4Angiopatia amiloide cerebral nas artérias corticais e meníngeas
- 5Degeneração granulovacuolar e corpos de Hirano no hipocampo
- 6Perda neuronal, gliose e atrofia cortical com dilatação ventricular
O neurônio piramidal do córtex e do hipocampo tem um pericário triangular com corpúsculos de Nissl, um dendrito apical longo e um axônio. Seu citoesqueleto de microtúbulos é estabilizado pela proteína tau e sustenta o transporte axonal. Quando a tau é hiperfosforilada, desliga-se dos microtúbulos e forma os emaranhados; o transporte falha e o neurônio morre. Entre os neurônios, a β-amiloide liberada da proteína precursora (APP) da membrana forma as placas.