Reconheça a lesão
A doença de Parkinson tem uma assinatura macroscópica e outra microscópica: a substância negra perde a cor e os neurônios que sobram carregam corpos de Lewy.
Figura 1. Substância negra (pars compacta) em HE, 400x: poucos neurônios pigmentados restantes; um deles contém um corpo de Lewy — inclusão citoplasmática esférica, eosinofílica, com núcleo denso e halo pálido. Ao redor, neuromelanina livre e gliose.
- 1Palidez macroscópica da substância negra e do locus ceruleus
- 2Perda de neurônios pigmentados da pars compacta
- 3Neuromelanina livre no neurópilo e fagocitada por macrófagos
- 4Corpos de Lewy: esfera eosinofílica com núcleo denso e halo claro
- 5Neuritos de Lewy: prolongamentos espessados com alfa-sinucleína
- 6Gliose reativa (astrócitos) e ativação da micróglia
A substância negra fica no mesencéfalo, entre os pedúnculos cerebrais e o tegmento. Sua pars compacta tem neurônios multipolares grandes, carregados de neuromelanina (subproduto do metabolismo da dopamina), que enviam axônios ao putâmen e ao caudado. Sem essa dopamina, o circuito dos núcleos da base passa a frear o movimento.