Reconheça a lesão
A doença de Crohn lesa o epitélio de revestimento e das criptas, mas não para na mucosa: a inflamação atravessa a parede até a serosa.
Figura 1. Íleo terminal com doença de Crohn em HE, pequeno aumento: mucosa com vilosidades achatadas e criptas distorcidas, úlcera em fissura que penetra a parede e agregados linfoides na submucosa e na subserosa. No detalhe, granuloma epitelioide não caseoso.
- 1Lesões salteadas, com mucosa normal entre segmentos doentes
- 2Criptite e abscessos de cripta (neutrófilos no epitélio e na luz)
- 3Distorção arquitetural: criptas ramificadas, encurtadas e desalinhadas
- 4Metaplasia pseudopilórica no íleo; metaplasia de células de Paneth no cólon
- 5Agregados linfoides em toda a parede, até a subserosa
- 6Granulomas epitelioides não caseosos; úlceras em fissura e fibrose
A mucosa intestinal é revestida por epitélio simples cilíndrico com enterócitos e células caliciformes, que forma vilosidades (no delgado) e criptas de Lieberkühn, com células de Paneth e células-tronco no fundo. Abaixo, lâmina própria, muscular da mucosa, submucosa, muscular própria e serosa. No Crohn, a lesão começa no epitélio das criptas e a inflamação desce por todas essas camadas.