Reconheça a lesão
A epilepsia é uma doença de função, mas tem lesões estruturais típicas. A mais comum nas peças cirúrgicas é a esclerose hipocampal: o hipocampo encolhe porque perde neurônios em setores específicos.
Figura 1. Hipocampo com esclerose hipocampal (coloração para corpos neuronais, como NeuN ou cresil violeta), pequeno aumento: o setor CA1 e o hilo (CA4) estão quase sem neurônios, enquanto CA2 é relativamente poupado; o giro denteado mostra dispersão das células granulares.
- 1Perda neuronal seletiva em CA1 e CA4 (hilo) do hipocampo
- 2Gliose astrocitária fibrilar nas áreas sem neurônios
- 3Dispersão da camada de células granulares do giro denteado
- 4Displasia cortical: laminação desorganizada e neurônios dismórficos
- 5Células em balão (citoplasma amplo, vítreo, eosinofílico)
- 6Após crises prolongadas: neurônios "vermelhos" (necrose isquêmica)
O hipocampo é córtex primitivo de três camadas, na face medial do lobo temporal. Seus neurônios piramidais formam o corno de Ammon, dividido em setores CA1 a CA4, e se encaixam no giro denteado, de células granulares. O circuito excitatório em alça (córtex entorrinal → giro denteado → CA3 → CA1) facilita a propagação de descargas — e CA1 e CA4 são os setores mais vulneráveis.