CondiçãoComo diferenciarConduta
Demência
Como diferenciarInício insidioso ao longo de meses a anos, curso estável, atenção habitualmente preservada nas fases iniciais e nível de consciência normal.
CondutaObtenha o basal com a família. Demência e delirium coexistem com frequência — a demência é fator de risco, não diagnóstico alternativo.
Depressão
Como diferenciarHumor deprimido persistente, sem flutuação horária e com atenção relativamente preservada. É o diagnóstico mais frequentemente atribuído por engano ao delirium hipoativo.
CondutaAplique a ferramenta de rastreio antes de assumir depressão em paciente crítico.
Sedação residual
Como diferenciarRelação temporal com a suspensão do sedativo, sem desatenção nem pensamento desorganizado após o despertar.
CondutaReavalie após a eliminação do fármaco; considere acúmulo em disfunção renal e hepática.
Como diferenciarRebaixamento ou confusão flutuante sem causa clara, com automatismos, desvio ocular ou nistagmo sutil.
CondutaConsidere eletroencefalograma em delirium refratário ou com rebaixamento inexplicado.
Como diferenciarDéficit neurológico focal, início súbito. Lesões de lobo frontal, temporal direito e tálamo podem se manifestar como confusão.
CondutaImagem dirigida diante de déficit focal ou de quadro inexplicado.
Abstinência
Como diferenciarTremor, sudorese, taquicardia, hipertensão e alucinações, com relação temporal ao uso prévio de álcool, benzodiazepínico ou opioide.
CondutaColha história com a família. O tratamento é específico e diferente do delirium habitual.
Encefalopatias metabólicas
Como diferenciarHepática, urêmica, hipoglicêmica, hiponatrêmica, hipercápnica e por hipotireoidismo.
CondutaSão causas de delirium, e não alternativas — identificá-las é o tratamento.
Psicose primária
Como diferenciarNível de consciência e atenção preservados, com história psiquiátrica prévia e alucinações tipicamente auditivas.
CondutaDiagnóstico incomum como quadro novo em UTI — investigue causa orgânica primeiro.