Reconheça a célula
Na parede ventricular, procure logo abaixo do endocárdio: as células de Purkinje aparecem em grupos, maiores e mais claras que o miocárdio vizinho. O esquema mostra por que são pálidas — o centro da célula é ocupado por glicogênio, não por miofibrilas.
Figura 1. Endocárdio e subendocárdio ventricular, HE, 400x. Grupo de células de Purkinje volumosas, de citoplasma pálido com miofibrilas apenas na periferia e núcleo central com halo claro, entre o endocárdio (acima) e o miocárdio comum (abaixo).
- 1LocalizaçãoCamada subendocárdica, envolta por tecido conjuntivo; o miocárdio contrátil fica mais profundo.
- 2TamanhoCélulas mais largas que os cardiomiócitos vizinhos, em feixes ou cordões.
- 3CitoplasmaCentro pálido (glicogênio dissolvido no processamento) e anel periférico de miofibrilas.
- 4NúcleoCentral, um ou dois, frequentemente cercado por halo claro.
Figura 2. Sistema de condução: nó sinoatrial → nó atrioventricular → feixe de His → ramos direito e esquerdo → rede de Purkinje subendocárdica. Em destaque, a célula de Purkinje comparada a um cardiomiócito comum.
Glicogênio
Abundante no centro da célula: PAS fortemente positivo. Reserva de energia que favorece a resistência à hipóxia.
Poucas miofibrilas
Esparsas e periféricas; a célula conduz mais do que contrai.
Muitas junções
Junções comunicantes numerosas (conexina 40) entre as células: condução muito rápida.